Recomende este blog

São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Nas décadas 50/60 a vida era assim

Há muitos anos quando era ainda jovem, em Bogas os poucos carros que havia (um ou dois)
E aqui pelas terras nossas vizinhas tambem era assim

Não tinham cintos de segurança não tinham encostos de cabeça nem airbags

A cama não tinha grades e os brinquedos eram normalmente feitos com pedaços de qualquer material que ás vezes tinham chumbo , amianto ou outro veneno qualquer

Lá em casa não havia armarios fechados á chave onde estavan os medicamentos detergentes ou quimicos nessa altura usava se muito a criolina mas não mechiamos
Jà havia bicicletas e a gente andava para cá e para lá sem caneleiras nem capacetes
Bebiamos agua do cantaro de barro, de qualquer mangueira ou qualquer fonte
não havia aguas engarrafadas as chamadas estreilizadas
Com uns roletes e um pedaço de tábua construiamos aqueles carrinhos tipo kart e deciamos pelas barreiras a ver quem andava com mais velocidade

Quando chegávamos ao fim não tinhamos solas nos sapatos pois faziam de travão

Normalmente tinhamos escola na parte da manhã, iamos a casa ás vezes almoçavamos um simples pedaço de broa e iamos brincar para a rua livremente com uma unica condição (voltar para casa antes de ser noite)
Não havia telemoveis e para nos contactarem as nossas mães tinham que andar por ali aos gritos O Luissss...... Oh Zéeee .......

às vezes apanhávamso piolhos que tratavamos com DDT

Quando havia zaragata ou a gente caía e se aleijava não havia queixumes e curavamo nos quase sempre sem ver um médico

Comiamos rebuçados e outras guloseimas, como a broa com açucar ou azeite e ninguem falava de obesidade, eramos super activos

Compravamos pirolitos ali na taverna do ti Zé António e todos bebiamos um pouco da mesma garafa e nunca ninguém morreu por isso
Não havia computadores , internet, telemóveis, não havia videos nem cassetes DVD Havia sim amigos só amigos
A pé ou de bicicleta iamos visitar os amigos mesmo aqueles que moravam mais longe, entravamos sem bater á porta e iamos brincar
Jogávamos á bola na rua com duas pedras a fazer de baliza com bolas de trapo sempre que um ou outro não tinha lugar na equipa não ficava zangado nem era o fim do mundo


Na escola eramos muitos, uns passavam de classe outros reprovavam e nem por isso tinham que ir ao psicólogo
Quem não passava repetia no ano seguinte simplesmente



As nossas festas e bailaricos eram animadas com um velho gira discos com discos de vinil
Tinhamos deveres , fracassos e conquistas, mas tinhamos liberdade para aprender a lidar com eles
E agora perguntam os mais novos; Como é que conseguiram sobreviver
considerando a nossa vida de então uma chatice
Mas eramos felizes
Ainda alguem se lembra desse tempo?

8 comentários:

Anónimo disse...

Sim eu recordo-me muito bem desse tempo pois no Maxial passava-se exatamente a mesma coisa.Muito pouco havia mas eramos felizes com o que tinhamos havia mais amizade mais honestidade e principalmente muito mais simplicidade e muito menos igoísmo.Hoje é o modernismo; mas com o modernismo também muita coisa se perdeu tais como a amizade e principalmente a simplicidade entre as pessoas e muitas vezes até entre famílias.

Mário Martins

antonio disse...

ai ai LUIS mas quem se nao lembra desse tempo

Lidia disse...

Então nao lembramos desse tempo?!... como podemos nos esquecer momentos tão felizes da nossa infancia et adolescencia? Não tinhamos nada, mas tinhamos o melhor que pode haver que é felicidade. E com tudo o que agora é probido e faz mal, nos passamos por isso tudo, e muito mais, e aqui estamos para testemunhar que realmente tivémos uma infancia diferente,mas maravilhosa.

cristina simao disse...

Eu que nao sou da mesma geraçao do Luis,mesmo na minha infançia ainda era assim em Bogas! é verdade nao tinhamos grandes coisas mas eramos felizes!...os jogos que faziamos na rua,os brinquedos que inventamos...foi uma infancia e adolescencia inesqueciveis!!!
Tenho uma prazer enorme quando nos pomos a recordar essa altura!

Joaquim Angelo disse...

Bom dia amigo Luís!..Está tudo dito!..Simplesmente um bom fim de semana!..Um abraço!.

Luis Antunes disse...

É bem verdade que tivemos momentos menos bons.
já havia as doenças tais como o sarampo a varicela ou a papeira, de vez enquanto uma constipação mas tudo era curado com as nossas receitas caseiras
Felizmente que não sabiamos o que era HIV não se falava de colestrol alto,diabetes etc etc.
talvez porque passavamos a vida no campo, guardavamos as cabras ,tiravamos o leite, que bebiamos, faziamos os queijos que comiamos, limpavamos a casa,
ou seja, trabalhavamos mesmo...
E, hoje, infelimente, podemos dizer que estamos numa geração sedentária, passamos grande parte do tempo sentados confortavelmente nas nossas cadeiras,
e, para quem trabalha fora,
quando chega a casa, ou vai para o computador, ou televisao
o nosso tempo foi fabuloso apesar de tudo

Anónimo disse...

Os tempos não eram faceis para ninguem mas a amizade era apanagio das nossas aldeias cultivava-se o sentido de entre ajuda hoje trabalho meio dia para ti amanhã ajudasme tu amim.
Hoje não nos falta nada temos tudo e até para alguns até é demais mas faltanos a solidariedade entre nós.Os animais da mesma raça são mais amigos.
Hoje ouvimos os telejornais o que ouvimos gente que morre sozinha e já são 3 ó que nós chegamos meus amigos até a vesinhança se esqueçe de nós.
Voz do Goulinho

Jose Martins disse...

Pois é Luis era asim tal e qual.O que escreveste é um retrato fiel da vida nesse tempo.Se escrevesses mais uma palavra estragavas o texto,se escrevesses menos uma não dizias tudo.
-O meu pai dizia sempre,nesse tempo,a vida era pobre mas as pessoas eram felizes.