terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Viva 2012

O



Natal já passou e o Ano novo aproxima se
A todos os meus amigos, familiares, visitantes desta página e a todo o mundo em geral, aos que estão junto de mim aos de perto ou de longe
eu desejo que 2012 seja um ano que para além da crise, dificuldades maiores ou menores, seja um ano com algumas conquistas e realizações,
sempre acompanhado de muita saúde, presenteado com alegrias, num banho de paz, com o dinheiro, que todos precisamos
e alguns de nós, merecemos!

Espero tambem que o Blogue continue a ter pernas para andar continuando a merecer a vossa visita e os vossos comentários

UM ÓPTIMO ANO DE 2012 PARA TODOS

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Mensagem de Natal

O meu desejo é que todos os meus amigos, a minha familia, todos os que passaram pelo meu blogue e para todo o mundo em geral, passem um Santo e Feliz natal


domingo, 18 de dezembro de 2011

Sinto orgulho por ser Beirão



Ser Beirão é ter nascido entre o granito e acordar vendo o nascer e o pôr do sol por entre as serras cobertas pelo manto verde do pinho bravo ou por aquele manto branco dos nevões fortes que caem nas nossas serras Gardunha e Estrela.
Das encostas da Gardunha onde se situa a minha terra, está sempre a vista o alto da Estrela normalmente coberto pelo manto branco da neve, desde Novembro até Maio.



Depois quando a Primavera chega, todo este Vale é uma explosão da natureza, com todas as suas arvores a desabrochar e a florir Quem não conhece a Gardunha com a verdura dos seus castanheiros, carvalheiros e vimeiros, que formam um micro-clima onde crescem arbustos e ervas unicas no mundo?
assim como as suas frondosas ceregeiras que quando em flor, são um espectáculo magnificente da natureza, sendo a maior fonte deste fruto no nosso país, e que fazem inveja na Europa, para onde são exportadas muitas delas por serem apreciadas pelo seu sabor especial. A Cereja do Fundão destaca-se pela enorme qualidade,sendo a peça central do Festival da Cereja, o qual decorre todos os anos, em Junho em Alcongosta

Sou Beirão e por tudo onde passei procurei sempre falar da Beira Baixa com muito amor procurando dar relevo a todas as frases sobre os nossos costumes, as nossas gentes a nossa gastronomia e pricipalmente da beleza deste paraiso terrestre no centro de Portugal
Monsanto
Idanha a Velha

È ainda aqui que se situam tres das aldeias mais históricas de Portugal cujo património conta com a protecção da União Europeia e Unesco, (Organismo Internacional de Protecção do Património Mundial São elas Monsanto, Idanha a Velha e Castelo Novo,
Castelo Novo
mas muitas outras localidades existem na Beira que merecem ser referidas pelos mesmos motivos, destacando Alpedrinha, Janeiro de Cima, Barroca entre outras


Apesar de tudo, isto não chegou para prender ás sua terras os milhares de Beirões que tiveram que emigrar, nomeadamente desde a década de 1960 até á de 90, como fizeram meus pais A partir da adesão portuguesa á Comunidade Europea começaram a sentir se efeitos da nossa adesão, travando a pouco e pouco a emigração não só da Beira como de todo o país. Mas ser Beirão é isso mesmo Estando presente ou ausente mantenha sempre viva a vontade de permanecer ou voltar ao nosso rincão, á nossa terra natal.


Segundo rezam os livros, nós especialmente os Fundanenses já pasámos por diversas fases O Fundão terá tido origem num castro situado no Monte de S.Brás, provavelmente datado do 1º milénio a.C. Os vestígios existentes demonstram que o castro terá sido um povoado importante da região, estando situado num ponto geo-estratégico fundamental para o domínio da Cova da Beira. Com a chegada dos romanos, assiste-se a uma tendência para trazer as populações para a planície e é nesta altura que o castro terá começado a entrar em declínio. Em 23 de Dezembro de 1746, é assinado pela Rainha D.Maria I o alvará que cria o concelho do Fundão. O povoamento terá então evoluído em torno desta villa até à Idade Média, altura em que terá sido reaproveitada para construção de uma casa senhorial fortificada. Por ordem do Marquês de Pombal, é criada a Real Fábrica de Lanifícios e para isso construído o edifício que actualmente alberga a Câmara Municipal. As primeiras referências ao nome de Fundão surgem em documentos de 1307, depois nas Inquirições Dionisinas de 9 de Agosto de 1314.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Nas encostas da Gardunha (sempre a subir)


Iniciando a viajem a partir das margens do Zêzere em Janeiro de Cima, uma aldeia cheia de usos e costumes carregados de tradição é sem duvida um bom local para o inicio da viajem que nos levará até outras aldeias espalhadas por esta serra linda com ar puro


e subindo as encostas da Gardunha, deparamos com lugares de uma paisagem deslumbrante misturada de casario, terras de cultivo e muito arvoredo com tons de rara beleza, onde impera o pinheiro, o castanheiro, o ervideiro, e muitas outras arvores sejam elas selvagens ou de fruto.


Pelos montes da zona poente da Serra,o cenário é encantador Fala se e escreve se muito sobre a Gardunha mas quase sempre das suas saidas a norte pelo Fundão ou a Sul por Alpedrinha, esquecendo a sua saida por Silvares onde a gardunha tem um encanto maior por ser uma zona de pinhal e bem povoada Temos o caso das aldeias de Açor, Boxinos Malhada Velha, Bogas de Cima, Bogas do Meio e Bogas de Baixo, Barroca S. Martinho e ainda, Janeiro de Cima, Maxial, Ladeira e Descoberto indo mesmo até á Panegral agora abandonada

Bogas de Baixo minha terra natal

Em todas estas aldeias há um património rico que muita gente desconhece Venham passar um fim de semana de carro Jipe ou mesmo de bicicleta e sintam o quanto é bela esta encosta da serra

Partilho com todos vós algumas imagens que nos mostram como esta região é bela e calma onde podemos respirar ainda algum ar puro e estarmos em permanente contacto com a natureza

Ladeira -- Bogas de Baixo - Fundão
Bogas do Meio- Bogas de Cima - Fundão
Descoberto-Bogas de Cima-Fundão
Malhada Velha- Bogas de Cima - Fundão
Boxinos
Castanheiros do Açor
Panegral
Telhas fabricadas há muitos anos na Panegral
Esta minuscula aldeia deixou de ser habitada possuia em tempos remotos uma fabrica de telhas que fornecia as aldeias do alto da serra
Este é apenas uma pequena Mostragem do que podemos encontrar nestas redondezas

domingo, 11 de dezembro de 2011

Em fins de outono é Linda a Beira Baixa




Saímos do Fundão Via A23 e depois de passar o tunel fomos sair na Soalheira nas encostasda serra da Gardunha,
terra que foi berço de ilustres poetas e cantores
A terra onde se fabricam quase mil queijos por dia

Colégio se S. Fiel
-A Soalheira tem queijo de excelente qualidade. O processo de fabrico é uma das principais ocupações na vila e contribui decisivamente para a economia local
O queijo de ovelha é provavelmente a maior imagem de marca desta vila situada na encosta sul da Gardunha.
Soalheira foi elevada a vila há 12 anos
No recinto da capela de Nossa Senhora das Necessidades -Realiza-se no primeiro domingo a seguir à Páscoa, (Domingo de Pascoela) a festa em sua honra, a mais importante das festividades religiosas na vila da Solheira.
Eu próprio assisti a muitas destas festas há anos atraz
A santa é a Padroeira dos necessitados e a capela a que dá o nome é um dos vários edifícios da vila que fazem parte do património da Santa Casa da Misericórdia da Soalheira


Estamos de saída da Soalheira, aqui do nosso lado esquerdo podemos ver o Hotel VILA MORENO



Entramos na estrada Nacional 18 e alguns minutos a seguir estamos a passar em Castelo Novo
localidade histórica


Contornando a encosta da Gardunha deparamos com mais uma beleza da serra
Daqui avistamos já a linda Sintra da Beira,-- Alpedrinha
A frescura da paisagem e a arquitectura granítica constroem um quadro tão característico que apetece guardar na memória por tempos e tempos. Por se situar a vila numa encosta da serra da Gardunha o ar é completamente puro. É de encher os pulmões vezes sem conta até chegar o cansaço proveniente de tal exercício.
Muitas coisas sobre Alpedrinha nesta pagina
E como a nossa Serra da Gardunha está repleta de coisas belas, lindas encostas. vistas de rara beleza até a vista não alcançar mais, vou continuar a viajem ,com mais um Cheirinho paisagistico mostarndo vos a descida para Vale de Prazeres e a própria localidade no sopé da serra




De Alpedrinha, voltei alguns Kms para traz e entrei em Atalaia do Campo e Póvoa da Atalaia fraguesia do Concelho do Fundão onde nasceu Eugénio de Andrade e onde em tempos cheguei a ter e ainda tenho alguns amigos


Fiz me á estrada e subi até Louriçal do Campo de cuja localidade vos deixo estas duas imagens uma panoramica do Louriçal e uma das suas pricipais artérias


e passando pelo Casal da Serra pequena aldeia perdida na serra onde me ligam alguns laços familiares, aldeia que eu já tinha visitado algumas vezes aqui vos deixo uma imagem da sua belissima capela
Deixámos o Casal para traz e seguimos por estrada sinuosa serra acima e chegámos a São Vicente da Beira De fundação remota, perde-se nos tempos o que foi o início de uma pequena povoação no local em que se encontra hoje a Vila de São Vicente da Beira.

Segundo reza a história, foi a mesma fundada (oficialmente) em 1173, tendo-lhe sido dado foral em 1195 pelo Príncipe D. Afonso, (futuro D. Afonso II) dizem uns, e por D. Sancho I (dizem outros) com a finalidade de ser restaurada e repovoada


Hoje é uma Vila bastante desenvolvida sendo daqui a origem das aguas Fonte da Fraga da empresa BEIRAVICENTE - ÁGUA DE NASCENTE FONTE DA FRAGA
e com varias actividades industriais e comerciais como Artes Gráficas, Madeiras Mámores, Serralharias; Construção Civil e movimentação de terras, Supermercados , Pastelarias etc etc

Em jeito de correção quero publicar o comentário de uma Beirã raiana que esclarece com muita razão a procedência do famoso queijo amarelo de Castelo Branco, acrescento ainda que a zona raiana de Idanha a Nova é muito apreciada por mim onde tenho muitos amigos e familiares
Obrigado amiga pelo comentário que a seguir divulgo
Idanhense sonhadora disse...
Olá Luís ,encontrei-o no meu blogue "idanhense sonhadora " e tive pena que não deixasse a sua opinião . Eu aqui estou a dizer-lhe que as suas imagens são lindas ...Aliás , não poderia ser doutro modo porque a nossa Beira é mesmo assim , linda !Conheço , logicamente , a sua terra , tal como o queijo amarelo ...Queria só deixar um pequeno apontamento : o queijo amarelo que mostra e que foi agora premiado em Inglaterra como o melhor do mundo entre + de 2500 queijo ,é o fabricado pela Cooperativa de Queijos da Beira Baixa com sede em Idanha-a-Nova . A atribuição foi mesmo feita ao queijo amarelo "Sabores da Idanha " .Poderá ver essa designação no rotulo , na parte inferior .O prémio atribuido há 2 anos pela revista americana Vanaty Fair é que abrange toda a produção de queijo amarelo da Beira Baixa Com a designação DOP .Desculpe estar com toda esta explicação ,mas não sei se estava dentro desses pormenores . Agradeço a imagem que mostra do "Sabores da Idanha " Esperando que não fique aborrecido com a minha intromissão , dir-lhe-ei que que gosto também muito de Castelo Novo e porque mais não fosse por ter sido aluna de D. Fernando de Almeida e com ele ter trabalhado nas escavações da Egitânia .
Espero continuar a vê-lo no meu blogue
Saudações raianas
Quina

12 de Dezembro de 2011 11:02

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A Neve cai, sinais de inverno




Tive o privilégio de ter nascido e vivido alguns anos numa aldeia muito pequena nas abas da serra da Gardunha, escondida por uma enorme mancha de altos pinheiros, á borda da ribeira onde se fazia de tudo, as mulheres lavavam roupa, a rapaziada banhava se, as levadas levavam a agua para regar as hortas e o milho, os moinhos moiam o milho para que da sua farinha saissem aquelas gostosas broas, etc. etc.
Bogas de Baixo é o nome dessa aldeia. mas como ela muitas outras existem nessa belissima serra da gardunha com as mesmas caraterísticas



Ainda me lembro que todos os anos, com a chegada do Outono, da chuva e dos ventos fortes, as castanhas, sim porque nesse tempo ainda havia castanheiros. saíam dos ouriços que enfeitavam os castanheiros centenários que havia espalhados por toda a serra da Gardunha. Sem as castanhas, os ouriços abertos lá no cimo dos castanheiros faziam-me lembrar ninhos dos passarinhos com aquela protecção dos picos para salvaguarda dos seus filhotes.


E as folhas amarelecidas pareciam cobertores pequeninos a secar ao sol.
Na maior parte das vezes acabavam por cair nos pátios, nos campos e nos caminhos estreitos, onde, para além da gente, também passavam as cabras e as ovelhas, as vacas, que levávamos para as pastagens, muitos outros animais selvagens como as raposas, as doninhas, os coelhos bravos e os javalis, que ainda hoje habitam a serra.


Os meus pais e os outros habitantes da aldeia, apressavam os trabalhos nas hortas e nos pinhais. Punham bastante comida nas manjedouras dos animais. Depois iam sentar-se em frente da lenha que ardia calmamente nas lareiras de pedra, queimadas pelas fogueiras de muitos e muitos anos
E nós a juventude dessa altura, começávamos a dar gargalhadas e a saltar de contentes porque sabíamos que a neve não demoraria a chegar. Flocos brancos iam certamente descer das nuvens, dançavam no ar, baloiçavam se e cairiam no chão.


E assim acontecia. De repente, os flocos de neve apareciam. E eram tantos e tantos e tantos, dançando e caindo de mansinho, que daí a pouco os caminhos, os campos, as matas e os telhados ficavam brancos.
Às vezes, a neve caía de noite sem fazer barulho

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Uma Observação


Tenho actualizado o blogue com alguma frequencia, é visto por milhares de pessoas de varios cantos do mundo, mas não deixam qualquer comentário.
A minha pergunta é:
Será que haverá algum impedimento da propria página? ou é mesmo por falta de interesse?
Os comentários ajudam muito a que nós bloguistas sintamos mais vontade e razão para que o blogue ande pra frente e possa estar sempre actualizado. Como eu acho que a maior parte dos bloguistas sentem o mesmo
Obrigado pela atenção e a todos quantos por aqui passam

domingo, 27 de novembro de 2011

Na minha juventude


Estava a minha mãe sentada num banquinho, para mim a mulher mais linda da aldeia, quando uma forte rajada de vento bateu com força na janela partindo o vidro da cozinha da nossa humilde casinha.

O meu pai trabalhador do campo, ganhava pouco e só havia dinheiro se conseguisse vender os produtos que cultivava ou que fazia, como por exemplo carvão, e cada vez era menos
Dona de umas mãos de fada lá fazia pequenos bordados com cores bonitas, mas também só os fazia quando tinha dinheiro para comprar os panos e linhas.
Eu e os meus irmãos sentiamos vontade de ter outras coisas como alguns miudos da aldeia que tinham os seus progenitores com algumas posses.

Mas, ao mesmo tempo com a nossa pouca sorte, víamos que existiam pessoas que nem casa tinham para viver, nós tinhamos ainda que fosse uma casinha pobre, tinhamos um pai, e uma mãe que para além de tratar das nossa roupas e da nossa higiene, tinha sempre umas batatas e alguns legumes para fazer sopa.
À noite ao serão se fosse inverno ficavamos todos bem aconchegados juntinho á lareira com as chamas a darem nos calor
A minha mãe com a ajuda do esforço enorme do meu pai nunca nos deixou passar fome. Era muito dinâmica e foi assim até ao resto dos seus dias.
Mandou me estudar para o Seminário, que embora sendo na altura o estabelecimento de ensino mais económico nessa altura, acarretava sempre algumas despesas que eram sempre factor de alguns sacrificios extras.
Hoje que já não tenho a minha mãe nem o meu pai, e deixei a minha aldeia há muitos anos, sinto muito a falta deles e muitas saudades daquela minha infancia lá na aldeia, embora pelo meio de todas as dificuldades eramos felizes.
Quando vinha da escola e a minha mãe me ouvia chorar, perguntava, quem te bateu??? foi o Nadiel
No dia seguinte quem te bateu? Foi o Liseu, pois eram sempre os rapazotes já mais velhos uns anos que nos batiam.
Lembro me do tempo em que eu mais o meu amigo João pegávamos no nosso pequeno rebanho de cabritas e alguns borregos e íamos até ao Vale do Muro ou para o Vale Pedro Mendes onde os nossos pais cultivavam umas hortinhas, e enquanto os animais pastavam, nós divertíamo-nos a tocar umas musicas, ele na sua trompa, eu no meu Flautim ou ainda fazendo uns rodizios que punhamos nos pequenos regatos em movimento fazendo barulhos carateristicos que afugentavam a passarada que vinha comer as hortaliças
Era uma juventude do caraças, hoje tudo mudou e a juventude de agora nem sonha como eramos felizes assim