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São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Festas da castanha e magustos

Neste mês de Outubro e muito especialmente no mês de Novembro, realizam se por todo o País, em algumas regiões mais que noutras, feiras e festas dedicadas á castanha.
Podia escrever sobre Monchique, sobre o Marvão, sobre Vinhais, Serancelhe etc etc. No entanto vou apenas dedicar algumas frases ao que acontece na nossa região.
A Beira Baixa e muito especialmente a serra da Gardunha, teve em tempos uma enorme quantidade d e castanheiros compondo varios soutos espalhados por toda a serra.
Mesmo assim e depois da devastação dos mesmos pelos incendios que entretanto teem assolado a nossa serra, existem ainda assim algumas toneladas desta fruta que dão para que o povo se delicie com seu sabor especialmente quando assadas.
Aqui perto na aldeia de Foios em conjunto com a localidade de Eljas na vizinha Espanha, realiza se no dia 31 de Outubro a sua festa da castanha
Aqui vos deixo o programa da Camara do Sabugal no que respeita a festas da castanha em todo o concelho
Mais propriamente aqui na nossa gardunha destaco a aldeia do Açor terra de tradições , onde se realiza o evento Artes e Sabores da Maunça
É um dos eventos mais saborosos do ano, com a tradicional mostra gastronómica na aldeia de Açor, Castelejo (Fundão), que por estes dias, abre portas ao visitante.


A Festa da Castanha ou Artes e Sabores da Maúnça está cada vez maior, havendo cada vez mais cuidado na escolha de conteúdos de qualidade.



No fim de semana de 13 14 de Novembro, as portas das casas abrem-se para o visitante, cada casa, na sua loja, na sua sala, na garagem ou no armazem, são "Restaurantes ou Lojas" onde nos podemos deliciar com os seus sabores: o coelho no azeite, a chanfana, os brulhões ou maranhos, o cabrito assado, o feijão com couves acompanhado de carne da salguadeira e enchidos fumados, servidos com muita gentileza, pão caseiro e vinho da Maúnça. E as sobremesas da castanha, arroz doce, miaus, os queijos "corno" e à ovelheira ou cabreira.

Depois ajudamos a digestão com licores originais como o da castanha, a aguardente de medronho e mel e uma caminhada pelas "tasquinhas", na mira de mais uma gulodice ou para apreciar o artesanato local.

Tambem o Hotel Princepe da Beira no Fundão convida todos os seus clientes para virem desfrutar do sabor deste magnifico produto da terra e associa se tambem ao evento
Artes e Sabores da Maunça

Fora da nossa região e fora de Portugal destaco a comunidade portuguesa espalhada por toda a França onde tambem esta tradição é mantida para não cortar os laços e as saudades da terra´
E em Maisons Alfort onde se encontram muitos emigrantes oriundos da nossa Beira Baixa a festa da Castanha é uma realidade no proximo dia 14 de Novembro
Vejal o cartaz

Em Bogas de Baixo minha aldeia natal tambem não deixam de confrternizar no seu magusto comunitário como já descrevi na postagem anterior
No Ferro haverá tambema feira da Castanha e um pouco por todas as aldeias do nosso concelho, os magustos vão ser uma realidade entre o dia dos Santos e o São Martinho

terça-feira, 26 de outubro de 2010

É tempo de confraternizar


Está a aproximar se rapidamente o dia de Todos os Santos,
para além de relembrar os nossos entes queridos já desaparecidos com uma visita á sua ultima morada no cemitério local, é tambem tempo d e confraternização dos vivos.

É normalmente neste dia que muitas aldeias da nossa região aproveitam para realizar os seus magustos familiares ou comunitarios.
É o que acontece em Bogas de Baixo. e á semelhança de anos anteriores o magusto comunitario da Freguesia de Bogas de Baixo realiza se em local diferente do ultimo ano.
Este ano o magusto vai realizar se no Maxial que não é da Ladeira nem é da Serra pois será simplesmente Maxial da freguesia de Bogas de Baixo e concelho do Fundão.

Certamente este evento vai contar como habitualmente, com grande afluencia das gentes de toda a freguesia.
Não participarei desta festa por não me ser possivel deslocar me nessa data, mas irei posteriormente sua realização no dia se São Martinho
Esta belissima aldeia está situada numa das encostas da Serra da Gardunha e dela podemos avistar uma grande parte da nossa região, por se encontrar num local previlegiado para o fazermos.
Já numa postagem anterior me referi ao Maxial que podem ver neste link clicando sobre ele.
Mas para pesquisar mais sobre esta linda aldeia de Portugal, existe um sitio muito bem cuidado com um forum onde todos os Maxialenses e não só podem deixar os seus comentarios. Esse Sitio é mesmo o Maxial
Escrever sobre a Freguesia de Bogas de Baixo implica tambem escrever sobre a Ladeira e sobre o Urjeiro o que quero fazer em novas postagens.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A Gardunha nas Memórias Paroquiais de 1758


As respostas aos interrogatórios enviados pelo Marquês de Pombal aos parocos das cidades, vilas e aldeias do Reino, conhecidas por Memórias Paroquiais, constituem uma rica fonte de informação sobre a realidade Portuguesa de há 250 anos atraz
Agora que a Serra da Gardunha começa a estar na moda, (muitos bloguistas se debruçam nos seus blogues sobre a serra da Gardunha) e obecto de muitos projectos, muitos deles já concretizados, vale a pena recuar até 1758 para a ficarmos a conhecer ainda melhor.

A Serra que principiava a sua maior evidência no Cabeço do Ingarnal e acaba para lá de Vale de Prazeres no Catrão, possuia já nessa época aguas sadias.
O vigário de S. Vicente da Beira escreveu a propósito do rio Ocreza:-- as aguas deste rio teem a particularidade de no caso de haver contagio e mortandade nos gados miudo e graudo, bebendo as suas aguas esse contagio e essa mortandade acabava.
Por esse motivo as terras circunvizinhas como os campos da Idanha e toda a raia, vinham com seus gados ao dito rio beber da sua agua e a mortandade e o contagio entre eles acabava por desaparecer.
E o cura do Louriçal do Campo adiantava a explicação As suas aguas não criavam limbos nem lodos na distancia de duas léguas.
Nesse tempo as aguas limpidas das nascentes das encostas da gardunha enquanto mantinham a sua frieza criavam trutas
Ainda hoje o Cabeço do Ingarnal mantem algumas fontes que para alem de dar de beber aquem tem sede, veem tambem alimentar a ribeira da Almaceda afluente da Ocreza e que jamais seca .
Á qualidade das aguas juntava se uma vida animal e vegetal rica pela sua diversidade e papel desempenhado na vida económica das gentes da montanha


Esta postagem só foi possivel com a ajuda do meu amigo José Martins do Ingarnal que tirou lá do fundo do seu baú de memórias este excerto do jornal Reconquista de 4 de Abril de 2003 e assinado pelo José Teodoro Prata colaborador jornal e tambem autor do blogue ENXERIDOS (clique no link) onde podem descobrir muito sobre o historial das gentes da beira serra

domingo, 17 de outubro de 2010

8 de Agosto de 2010

DIA DE FESTA EM BOGAS DE BAIXO




Ainda me lembro quando logo de manhã a banda se fazia ouvir a partir do cabeço do Outeiro ao som de foguetes a estoirar ouvia se a alvorada
Depois era a arruada pela aldeia e recolhiam se as ofertas que iriam compor o recheio da Quermesse

O almoço, era sempre reforçado. Juntavam se a família, aqueles que se viam uma ou duas vezes por ano, a emigração a isso obrigava já nesse tempo.Cada um contava a sua estória, falava se doa probelamas da vida de cada um.

Nos tascos que até eram bastantes nesse tempo,já não havia espaço para mais ninguém. Estavam cheios, como de costume. No domingo da festa de nossa senhora das Dores éra sempre assim. Havia menos carros, mas juntava muita gente a nossa aldeia.
Apertados abraços de amigos de longa data.
Alguns já não se viam há muitos anos.

Agora as festas não teem o mesmo cariz, sem deixarem no entanto de ter um sabor ao antigamente

Não fora a quantidade imensa de carros, de matrículas portuguesas, francesas, e Suiças, e parecia ter-se voltado alguns anos atrás. Veem se crianças correr na rua, a alegria dos miudos ecoa pela calçada... e a alegria das velhotas com suas doces rugas bem vincadas no rosto e um sorriso de orelha a orelha
Os emigrantes chegam e de todo o lado veem tambem os nossos conterraneos como eu ausentes mas sabem como é, desde que os pais morreram, resfria um bocado a vontade de voltar... Mesmo assim eu pessoalmente adoro ir á minha aldeia mesmo que não seja dia de festa. e as horas passam, velozes, quase sem se dar por elas... E, quando se dá por conta, já é hora de ir embora e guardar as recordações, e as saudades que já se começam a sentir e um adeus difícil. É sempre difícil dizer adeus...

A festa de Bogas de Baixo vai continuar a realizar se tenho a certeza enquanto existir gente que ama a sua terra a sua familia e os seua amigos.
Pois a festa será sempre um bom pretexto para que todos se reunam e se revejam

sábado, 16 de outubro de 2010

Gardunha vista por Grão de Areia


A paisagem vegetal da Serra da Gardunha é o resultado da interacção de vários factores em que a acção do homem e as características climáticas regionais tiveram um papel primordial na modelação da paisagem actual.

A diversidade florística da Gardunha é elevada e contém algumas espécies únicas para Portugal como são os casos de Astragalus glycyphylus , Sorbus torminalis e do endemismo Asphodelus bento-rainhae . Na vertente norte a vegetação é caracterizada pelos castançais e carvalhais de Quercus robur e Quercus pyrenaica . A vertente Sul pelos matos de giestas e caldoneira (Echinospartum lusitanicum ).

As espécies endémicas representam a especificidade do património natural de um determinado local. O Asphodelus bento-rainhae só existe na vertente Norte da Serra da Gardunha, não estando em mais nenhum local do mundo.

As espécies faunísticas que caracterizam a Gardunha têm vindo a sofrer um declínio acentuado nos últimos 50 anos. Hoje, já não encontramos o Lobo-Ibérico ou o Lince , mas ainda se podem observar espécies importantes como a Gardunha ( Martes foina) , Águia Calçada ( Hiaeratus pennatus ), Texugo ( Meles meles ) ou mesmo a Lontra ( Lutra lutra ).

A riqueza faunística da Gardunha não é tão emblemática como a flora, não existem espécies únicas ou endémicas, no entanto existe uma elevada diversidade de Passeriformes e de Insectos que ainda não foram totalmente catalogados.


Para Visitas
Para visitar a serra da Gardunha existem dois acessos possíveis: por Castelo Novo ou por Alcongosta.

O acesso de Castelo Novo permite subir ao ponto mais alto da serra. Para o efeito deve sair-se da A23 no nó de Castelo Novo e seguir as indicações que levam até esta localidade.

A partir de Alcongosta é possivel explorar a vertente norte da serra. Para chegar a esta aldeia, seguem-se
as indicações a partir da N18 ou do Fundão. Ao chegar a aldeia, há que procurar os sinais que indicam “Floresta” ou “Casa do Guarda”.

Várias perspectiva sobre a Cova da Beira, com a Serra da Estrela ao fundo.


Gostei desta postagem do GRÃO DE AREIA pelo que me deu vontade de partilha-la com todos os meus amigos

As Fotos estão todas em GRÃO DE AREIA e merecem a v ossa atenção pois são lindisimas

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Usos e Costumes das nossas gentes

Estou sempre á procura de coisas novas sobre a minha região.
Toda a Beira Baixa está impregnada de beleza e encanto e é por isso tambem que amo a minha terra e o meu País
E então fui encontrar umas fotos por sinal de grande qualidade que a Odete Martins de Janeiro de Cima tão bem sabe captar.
Das muitas fotos que esta minha jovem amiga possui retirei meia duzia delas para ilustrar o post de hoje.
Os meus conterraneos que são a mairia das visitas ao blog, conhecem muito bem estes lugares e as suas tradições, mas para os que não conhecem aqui fica uma optima sujestão (a meu ver).
Venham até Bogas de Baixo aproveitem para visitar Janeiro de Cima, uma das mais belas terras de Xisto.
E podem e devem saborear uma optima refeição com produtos da nossa terra e da nossa região.
O restaurante O FIADO acolhedor, de decoração com gosto e um optimo serviço de mesa praticado por simpaticas jovens da terra, recebe com muita simpatia os seus clientes.

O Fumeiro, os maranhos, o cabrito assado, o pão caseiro confeccionado pelas senhoras cá da terra é apenas uma amostra daquilo que vos espera.


Depois de um bom almoço nada melhor quie uma volta pela região, a paisagem é bela mesmo no Inverno, como podemos comprovar através da visão que a partir da Sernadela entre Bogas e Janeiro, a natureza nos oferece.
Podemos tambem visitar uma linda barragem aqui mesmo ao lado, a Barragem de Santa Luzia
Ou pura e simplesmente dar uma volta pelos locais que nos dão uma sensação enorme de Paz e sossego

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Imagens recentes de Bogas

Meus carissimos visitantes
Resolvi hoje e só para provar que o Blogue continua activo, partilhar com todos vós uma série de imagens em abstrato da nossa aldeia Bogas de Baixo








Estamos a pouco mais de um mês do São Martinho, onde naturalmente nas nossas aldeias da Beira Baixa especialmente na Serra da Gardunha é costume fazerem se grandes magustos ao mesmo tempo que se visitam as adegas para provar o vinho novo
A nossa aldeia não foge á regra e faz normalmente nas localidades da nossa FREGUESIA o magusto comunitário onde normalmente comparecem muitas pessoas e se vivem momentos de grande confraternização entre familiares ce amigos
Para recordar o magusto do ano passado, e na esperança que este ano a tradição não morra e se faça um magusto ainda maior e mais concorido, aqui ficam algumas fotos do acontecimento