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São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




domingo, 20 de novembro de 2011

A nossa terra ontem e hoje (as diferenças)


As aldeias não são apenas aglomerados de casas construidas algumas rusticas outras mais modernas, feitas de pedra ,umas pintadas outras não
São sobretudo espaços sociais que revelam um modo de vida singular, uma forma ecológica de estar na vida.

Na Sociedade que conheço, observo os resultados de fortes convulsões sociais, politicas, económicas e tecnológicas notadas essencialmente nas grandes Metrópoles.
Resultante dessas modificações existem hoje aldeias, onde já não se distingue o rural do urbano.
Devido a transformações sociais e económicas e a uma uniformização dos tipos de comportamento causadas pela dependencia preponderante cada vez maior do sistema económico integral. A cultura tradicional dissolveu-se na cultura de uma hegemonia total.

A certeza de uma aldeia com uma comunidade pequena, isolada, homogénea, com forte sentido de solidariedade de grupo, existe ainda hoje nas encostas da nossa serra da gardunha, muito especialmente na sua vertente Oeste muito perto da zona do pinhal.

Bogas de Baixo com as suas anexas Maxial, Ladeira e Urjeiro são bem a demonstração dessa existência. Não esquecendo tambem outras aldeias situadas muito perto, como Janeiro de Cima, Bogas de Cima, Malhada Velha, Descoberto, Açor, Enxabarda e até mesmo Silvares e a Barroca onde o progresso se nota mai acentuado.

Algumas delas urbanizaram-se, outras ficaram reduzidas á existencia de metade ou mesmo menos de metade da população, devido á emigração e outras agonizam devido a não haver natalidade e habitarem só gentes com idade avançada.
Efectivamente, muitos dos habitantes das aldeias do interior profundo de Portugal, teem sessenta ou mais anos e grande parte não tem descendentes que queiram continuar uma vida longe dos centros urbanos.


Valha nos nestes casos empresas como a Pinus Verde, Aldeias de Xisto, Fundãoturismo e outras com a função de promoverem algum tipo de actividade que nas nossas aldeias deste lado da Gardunha já produziram algum efeito.

A grande questão que se coloca com a transformação social que se está implantando é sobre os usos e costumes nas nossas aldeias,onde as suas gentes que eram apenas verdadeiros artesãos homens e mulheres capazes de realizar com destreza multiplas actividades especialmente agricolas , gente com elevada capacidade e imaginação, nos dias que correm e com a modificação dos modos de vida, não saberão fazer nos trabalhos modernos, mais que uma ou duas coisas talvez
Mas a genuidade das nossas aldeias existe e lutemos para que assim continue. Pois é numa aldeia como a nossa que existe gente com orgulho de ser Português


Bogas de Baixo é concerteza uma aldeia bem portuguesa

8 comentários:

Francisco Vieira disse...

Bom dia Luis!

Fotos maravilhosas.

Uma boa semana e uma abraco

Anónimo disse...

Amigo Luis é um prrazer voltar a fazer os meus comentários sobre a sua postagem inflismente a deserteficação tambem as nossas Camaras Municipais tem culpas no cartório á serviços que se podiam transferir para outras terras na visinhaça do concenho com essa deslucação atenoava-se o despovoamento e srgurava-se gente nova nessas aldeias.

António Assunção

Voz do Goulinho

jose martina disse...

amigo luis desta voce nao esperava.
sou do ingarnal e gostei do seu comentario que e real e autentico.
conheci os seus avos de quem era vizinho.conheco o seu pai todos os seus tios e primos. o meu pai era da ladeira e eu fui muitas vezes a bogas de baixo.havemos de falar mais vezes.
um abraco. jose martins

Francisco Vieira disse...

Tudo bem por esse lado, meu amigo?
Espero que sim...

Abracos

Luis Antunes disse...

Amigo José Martins
é um prazer te lo como visitante deste espaço que s e destina a dar a conhecer algumas recordações da vida que se tem passado nas nosss aldeias
O Ingarnal é uma aldeia que adoro
muitas vezes me desloco lá agora não tantas como desejaria muito por culpa das distancias
De me mais alguns dados sobre si para que o possa identificar melhor
Um abraço
Volte sempre

Luis Antunes disse...

meu carissimo amigo Francisco Vieira
Por estes lados vai tudo em boa forma
e o meu amigo?
um abraço

Luis Antunes disse...

Para o amigo António Assunção


è sempre com enorme prazer que recebo os comentarios dos meus amigos
E já andava com saudades d e o ver por cá amigo Assunção
visitei o espaço do Goulinho e reparei tambem que voltaram a s postagens
Receba aquele abraço d e sempre e venha mais vezes

M. Lourdes disse...

Amigo Luís
Gostei muito do seu post. Ele demonstra a realidade duma região, que apesar de situada no interior, tinha hipótese de sobreviver à desertificação, se fossem aproveitadas as valências que ela possui.
É uma pena uma região tão bonita não ser mais aproveitada.
Beijinhos