quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Anunciação Roque da Cruz


Bogas de Baixo e Orvalho acordaram hoje com a triste noticia da morte de uma das suas filhas
A minha tia Anunciação deixou nos e partiu para a beira da minha mãe e sua irmã que tambem nos deixou Há menos de um ano
Ninguém está preparado para enfrentar tragédias,aceitar perdas, aceitar o facto da vida ser tão frágil, e sentirmo nos na incapacidade de evitar isso.

É difícil aceitar e entender, a vontade de dormir, acordar e pensar que foi um pesadelo, as lembranças de ontem, de tempos atrás, de muito tempo, serão agora apenas lembranças... aquele sorriso ficará apenas na nossa memória, e nos nossos corações.

Anunciação roque da Cruz, nasceu em Bogas de Baixo a 10 de Novembro de 1917 deixa nos a 30 de Dezembro de 2010
Estará em camara ardente ´na capela de São Marcos em Castelo Branco até ás 10 horas de amanhã, de onde partirá o funeral para o Cemitério local
Aos seus filhos, nora, genros e netos endereço daqui as minhas sentidas condolências
Gostava muito da minha tia e ela de mim
fico com saudades
Paz á sua alma que descanse em paz

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Quadras soltas

Passou o Natal, aproxima se o inicio de um novo ano. é um bom pretexto para expor na pagina que criei para divugar a minha terra, umas quadras que compus com muito amor e saudade



Oh linda Bogas de Baixo
és para mim um jardim
Reconheço com saudade
O quanto vales para mim

Agora estás diferente
Não se nota tanta pobreza
Já nem tens aquela gente
com quem me juntava á mesa

Muitas vezes eu penso
no ti joaquim Laio coitado
Com o saco de esmolas ás costas
do seu corpo já curvado

Lembro me do ti Zé Maria
sapateiro de profissão.
E do ti manel Abilio
pai do meu amigo João

E quando o forno cozia
era a minha satisfação
passava por lá e comia
uma boa fatia de pão

Morava lá muita gente
quase todos sem profissão
Uns trabalhavam no campo
meu pai fazia carvão

Oh linda Bogas de Baixo
não precisavas do padeiro
Mas havia amola tesouras
E o meu tio era ferrreiro

Adeus Bogas de Baixo
Roseira do meu Jardim
Cheiras a rosas e a pinho
a mato e alecrim

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

E porque é noite de Natal.......

Com muitas saudades das noites de Natal passadas na aldeia ao calor da fogueira, aqui vos deixo um poema de Fernando Pessoa tambem ele a pensar no seu natal no norte


Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.

E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.

Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.

Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.

Fernando Pessoa

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Merry Christmas the World

A todos os meus amigos e Visitantes deste espaço eu convido a deixarem as vossas mensagens de natal para familiares, amigos etc
Basta clicar em comentarios no final da postagem e deixarem as vossas mensagens pois elas serão publicadas nesta postagem, que será primeira pagina até ao Natal


Árvore de Natal

A familia Luis Antunes deseja a todos um santo e Feliz Natal.
BOAS FESTAS



A familia João Dias das Neves utiliza este espaço para enviar os votos de Boas Festas


O Natal chegou, e com ele novas esperanças, novos sonhos.
Que as nossas esperanças estejam sempre vivas, e que os nossos sonhos se tornem realidade.
E que neste Natal o amor, a fé e a esperança estejam presentes em cada um de nós, que a cada novo dia do ano que está para começar estejamos iluminados. Feliz Natal, para todos os nossos amigos e conterraneos de Bogas de Baixo

Natal sem filhóses não é Natal

Na minha aldeia as filhóses fazem quase sempre parte da ementa em qualquer data festiva, mas é no Natal que esta tradição se mantém, tal como o velho ditado "natal natal, filhóses com vinho não fazem mal"
Ainda me lembro quando a minha avó fazia aquelas belas e saborosas filhóses que eu adorava
acompanhava quase sempre a sua confecção até ter na mão aquele boneco de massa da filhó frita.

a Lurdes confecionando filhóses á moda da minha avó

Aqui vai a receita que poderá aumentar conforme o consumo previsível
1 kg de farinha de trigo
10 ovos
1/4 Lt de azeite
1/2 cálice(s) de aguardente branca
1 colher (café) de sal
30 gr de fermento de padeiro
sumo e raspa da casca de laranja

Punha se a farinha na maceira, abria se uma cova no meio da farinha e deitava se para dentro os ingredientes,crescente ou levedura,leite,ovos, aguardente sumo e raspa de laranja e o sal.
Começava a amassar pelo meio. Ia amassando muito bem com bastante força e rapidez de mãos, até que a massa ficava fofa e leve.
Depois cobria a maceira com um pano e guardava num local quentinho á beira da lareira durante cerca de 2 horas e a massa aumentava de volume.
Depois, deitava uma grande porção de óleo dentro dum tacho fundo e punha ao lume. e quando o óleo já estava quente, retirava com as mãos pedaços de massa, esticava os em cima do joelho revestido com um pano de linho com a ponta dos dedos e metia dentro do tacho enquanto o meu avô ajudava voltando as filhoses dentro do tacho e quando já estavam lourinhas escorria as e depositava as num cesto preparado para o efeito.

Uma das minhas avós já incluia o açucar na massa e a outra não...
polvilhava as com uma mistura de açucar e canela

Bom apetite.

Outra receita Beirã que é quase igual á anterior

Ingredientes:
20 g de fermento de padeiro
1 dl de leite
750 g de farinha de trigo
1 c. de chá de sal
8 ovos
1 dl de azeite
1 dl de aguardente bagaceira
azeite para fritar
300 g de mel
1 dl de água
açúcar fino q.b.
canela para polvilhar



Preparação:
Dissolve-se o fermento no leite morno e junta-se um pouco de farinha e o sal. Mistura-se de modo a obter uma massa branda.

Deixa-se repousar durante 15 minutos. Deita-se a massa num alguidar, adiciona-se um pouco de azeite e três ovos batidos.

Mistura-se tudo bem, batendo com a mão aberta. Depois, juntam-se o restante azeite, a aguardente e os ovos que restam, amassando, ou melhor, batendo a massa.

Esta deve ficar mais branda do que para o pão. Sendo necessário, adiciona-se um pouco de leite. Abafa-se a massa e deixa-se levedar durante 4 horas em local temperado.

Depois, põe-se o azeite no lume e com as molhadas em azeite tiram-se bocados de massa do tamanho aproximado de um ovo, estica-se a massa numa rodela o mais fina possível, fazendo-lhe buracos com as pontas dos dedos.

Introduz-se os filhós no azeite e, com um garfo comprido, força-se a manter a forma para os lados, esticando-a, pois a sua tendência será de crescer para cima.

Depois de loura dos dois lados, põe-se a escorrer sobre papel absorvente. Isto deve ser feito com muita cautela, pois as filhós apresentam-se finas e esburacadas.

Frita toda a massa, deita-se o mel com a água num tacho e deixa-se levantar fervura.

Reduz-se o calor e, com ajuda de 2 garfos compridos, passam-se as filhós pela a calda, ao mesmo tempo que se vão introduzindo em travessas ou panelas e polvilhando com açúcar e canela.

Pode omitir-se a calda. Ao contrário do que acontece habitualmente com os fritos, estas filhós ficam mais tenras à medida que os dias passam.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

uma estória simples e verdadeira


Quando a luz do dia anuncia o seu declínio, A nossa terra é varrida pelo vento. Casas de Xisto, casas simples, remetidas ao silencio após a debandada das gentes para a estranja ou para as cidades..
Ouve se normalmente a buzina insistente da carrinha que entra na povoação.
Vem carregada de de artigos nescessários numa terra onde o comércio está ausente
Normalmente as mulherse da aldeia deslocam se a passo apressado com as mãos sobre o ventre afagando a carteira.
Atravessam a povoação e eis que ali no largo do chafariz está ou o Padeiro ou o vendedor de frutas ou mesmo peixe ou carne. è assim que se abastecem de víveres para a sua alimentação.

A ti Maria traz ainda nas pernas a marca de quem andou a tratrar da cama para os animais.
Com o seu feixe de palha ás costas, ainda há poucos minutos ela vinha ali dos lados da ramalheira.
Mas a vida nesta nossa linda aldeia ainda continua e cada vez mais a proporcionar aos seus habitantes algum conforto, ar puro e sossego.
De um inegável trabalho de bom gosto na resstruturação das nossas ruas, podemos hoje dar nos ao luxo de percorrer mesmo os mais pequenos becos, utilizando um piso bem estruturado, usufruindo do gozo que nos propcionam á vista as casas em xisto muito antigas ali existentes

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Junta de Freguesia remodelada



Com a morte do António Roque, ficou a Junta de Freguesia de Bogas de Baixo sem o seu Presidente, pelo que era normal que se iniciasse um processo de remodelação da mesma
E então procedeu se a uma reunião extraordinária da Assembleia de Freguesia, tendo os trabalhos decorrido dentro da maxima normalidade e onde foi deliberado que até ás próximas eleições, a Fátima Justino que desempenhava funções de tesoureira passava a ser a nova presidente da Junta.
Ao mesmo tempo passa a fazer parte do executivo autárquico a Deolinda Silvestre
A meu ver a Fátima é mesmo a pessoa certa para continuar o bom serviço e as obras que o António Roque vinha fazendo
Elas teem que ser concluidas e com a ajuda de todos a Fátima vai levar a bom termo essas funções
Quero daqui endereçar á Fatima e a todo o elenco da Junta de Freguesia de Bogas de Baixo, os votos de que tudo corra bem e Bogas continue na senda do progresso como o tem demonstrado até aqui
Daqui a dois anos haverão novas eleições e o Ecos da minha aldeia cá estará para contribuir na escolha do melhor elenco para assumir então nessa altura os destinos da nossa terra

============= MENSAGEM ESPECIAL==============




Esta mensagem vai direitinha para os Meus visitantes vindos do Brasil
Tenho notado desde a primeira hora a visita de um grande numero d e brasileiros e ultimamente este numero tem crescido a olhos vistos.
Foi por isso que decidi enviar uma mensagem muito especial para todos eles desejando lhes um óptimo Natal pelo menos mais quentinho que o nosso
BOAS FESTAS meus amigos


UM POEMA DE FERNANDO PESSOA

DA MINHA ALDEIA vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Por montes e vales

A geografia do Concelho do Fundão é rica em paisagens porque é muito variada. Eu comparo-a com aquele livro que se abre e que nos oferece, em cada página, em crescente surpresa, um novo motivo de interesse. Na verdade, os montes e os vales que constituem as suas lindíssimas paisagens proporcionam panoramas verdadeiramente indescritíveis.


A Cova da Beira trata se de um Vale lindissimo onde a par com povoações bastante diversificadas mas todas elas lindissimas com gentes afáveis e hospitaleiras, possue tambem a mais variada classe de frutas, onde a cereja é rainha

As aldeias do concelho do Fundão, estão todas elas circunscritas ás encostas da Serra da Gardunha e á travessia do rio Zêzere e por outros cursos de agua, que lhes emprestam belezas sem par. Se repararmos, os seus canados atingem números altos; porque são várias as ribeiras que lhe serpenteiam as localidades, como a Ribeira do Paul, a Ribeira de Bogas ou a Ribeira do Castelejo, etc etc, qualquer delas entremeando o seu próprio espanto de precurso com os mais irresistíveis meios de sedução, que provêm dos seus encantos


É a doçura do clima e tais belezas que trazem ás nossas terras,e a estas paragens, gente de Varias regiões do País e do Estrangeiro, que teem vindo constantemente a assinalar as suas vivências nestas visitas ás aldeias de pedras xistosas situadas nas fecundas margens ribeirinhas, que hoje são concerteza uma mais valia para o Património Cultural da Humanidade.


O meu destaque vai para Alpedrina, Castelo Novo, Barroca do Zézere, Janeiro de Cima, Bogas de Cima, Malhada Velha ou Bogas de Baixo por exemplo

Casa do Barreiro Turismo de Habitação em Alpedrinha (foto de Antonio Salvado)

Castelo Novo

A Casa Grande da Barroca (foto de António Dias)

Ruas de Janeiro de Cima (Foto de David Almeida)

Igreja Matriz de Bogas de Cima (foto de Jmmroque)

Vista parcial da Malhada Velha onde fica situada a Casa do Cogumelo

Finalmente podemos ver uma das varias ruas antigas e bem cuidadas de Bogas de Baixo

sábado, 4 de dezembro de 2010

O funeral do António Roque


Realizou se hoje, depois de missa de corpo presente na Sé Episcopal de Castelo Branco
que ficou completamente repleta tendo ficado muita muita gente cá fora, concelebrada por 4 padres incluindo o padre Gilberto pároco da nossa freguesia, o funeral do amigo e companheiro António Roque, presidente da Junta de Freguesia de Bogas de Baixo.
Foi acompanhado á sua ultima morada por centenas e centenas de pessoas num cortejo que ultrapassava os 500 metros.

Um sinal do reconhecimento que os seus amigos nutriam por ele
Adeus António, tu partiste mas vais ficar bem vivo na memória de muita gente.


Com a certeza de que todo o povo da freguesia de Bogas de Baixo e Cambas ficarão com muitas saudades por te ver partir
Até sempre

Deus para ele te chamou
com ele tu iras viver
mas os amigos aqui na terra
jamais te irão esquecer

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Adeus António Roque


Morreu um homem bom, Chefe de familia exemplar, muito trabalhador,empreendedor e dinâmico, é desta forma que o Ecos da minha aldeia, descreve o nosso conterraneo António Roque. que durante varios anos esteve à frente dos destinos da junta de freguesia de Bogas de Baixo.
Não tendo nascido na nossa terra, fez dela a sua terra adoptiva por se ter casado aqui e entendo que o António Roque foi um dos melhores presidentes da junta, um modelo a apontar e um exemplo a seguir por todos .
A par dos seus afazeres profissionais, António Roque arranjava sempre um tempinho para acudir a qualquer nescessidade da freguesia,tendo iniciado e concluido muitas e boas obras de melhoramento para a melhoria da classe de vida dos nossos conterraneos.
Mesmo durante a sua prolongada doença, continuou sempre com a sua presença onde ela era nescessária.
Bogas de Baixo fica neste caso muito mais pobre com a partida deste grande obreiro em prol da modernização da nossa freguesia e dos seus acessos
O Funeral realiza se amanhã sabado dia 4 de Dezembro de 2010 para o cemitério de Castelo Branco
Quero expressar aqui publicamente o meu sentido pesar a toda a sua familia que tambem é minha, e que a sua alma descanse em paz
António Roque nasceu em 1945 e deixa nos para sempre no dia 3 de Dezembro de 2010
ao fim de 65 anos de luta
Adeus António que Deus te guarde eternamente

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Cheirinho a Natal

Entrámos em Dezembro, mês do Natal Embora tradicionalmente seja um feriado cristão, o Natal é amplamente comemorado por muitos não-cristãos,sendo que alguns dos seus costumes populares e temas comemorativos têm origens pré-cristãs ou seculares. Costumes populares modernos típicos do feriado incluem a troca de presentes e cartões, a Ceia de Natal, músicas natalinas, festas de igreja, uma refeição especial e a exibição de decorações diferentes; incluindo as árvores de Natal, pisca-piscas e girandolas, visco, presépios etc. Além disso, o Papa Noel (Pai Natal em Portugal) é uma figura mitológica popular em muitos países, associada com os presentes para crianças. Com a troca de presentes e muitas outras tradições da festa de Natal, nota se sempre aumento na actividade económica entre cristãos e não cristãos, a festa tornou-se um acontecimento significativo e um período chave de vendas para os hipermercados e outras empresas. O impacto econômico do Natal é um factor que tem crescido de forma constante ao longo dos últimos séculos em muitas regiões do mundo. Este ano que a crise económica se acentuou de uma forma mais grave, acredito que para muitas familias este natal não vá ser igual a muitos outros natais passados. Mas haverá sempre os que podem suportar estes gastos maiores e muitas vezes supérfluos. Mas o natal é para as crianças e elas teem direito no minimo a ficarem com belas recordações de cada natal que passa

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Uma visita ao Descoberto

Hoje o Ecos da minha aldeia veio até á localidade do Descoberto. Uma aldeia situada nas faldas da Gardunha anexa da Freguesia de Bogas de Cima.
Para os filhos do Descoberto este pequeno album que partilho convosco serve de alento e ao mesmo tempo recordar o berço
Para os que conhecem o Descoberto serve tambem para recordar esta bela aldeia
Por ultimo para os que não conhecem o Descoberto é uma boa forma de ficarema conhecer mais um pouquinho do nosso Portugal e da região da Serra da Gardunha

Na minha aldeia Bogas de Baixo neste tempo invernoso costumam dizer : chove no Descoberto cresce a ribeira de Bogas