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São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Encostas da Gardunha

Antes do Natal estava eu escrevendo sobre a nossa região e parei precisamente em Aldeia Nova do Cabo
E não querem lá ver que após uma pequena subida de 3 Kms me encontro no Souto da Casa?!!!

Pois bem esta belissima localidade cheia de vigor e gente trabalhadora, situa se ao longo da estrada que liga Fundão a Bogas de Baixo em plena serra da Gardunha
Uma Freguesia com um Historial riquissimo que vos aconselho visitando algumas paginas na net que muito bem nos dão a conhecer tão riquissima história
Eu apenas registo a minha passagem com algumas imagens que a meu ver serão do vosso agradao tal como são do meu
No Souto da Casa existem diversas associações culturais, como rancho Folclorico, Grupo de Bombos e outras colectividades
Das diversas lendas que se contam do Souto da Casa, deixar duas ou tres para conhecimento geral

Lenda da Penha da Senhora da Serra
Lá no alto da Gardunha, no meio de um sem fim de fragas que se entranham pelo Céu a dentro, em terras do Souto a dar para Castelo Novo, por baixo de um dos múltiplos penhascos, aparece a gruta da Capela da Senhora da Serra.
Local aprazível, onde o horizonte termina bem longe, e o domínio visual sobre a Gardunha é soberbo.
O imaginário, o misterioso, a fantasia, o oculto, a surpresa, a dúvida o conto e a lenda têm todos lugar aqui, - no Sítio da Penha.
Vamos apenas falar do que sabemos. E mesmo isso, referimo-lo porque no-lo contaram!
A Penha, toda ela se encontra situada nos limites da Freguesia do Souto da Casa. Logicamente e por consequência daquela afirmação, a gruta que durante muitos anos albergou a Capela da Senhora da Serra, encontra-se completamente dentro daqueles mesmos limites.
Importa ainda referir para uma melhor compreensão daquilo que pretendemos transmitir, que a delimitação da nossa Freguesia com a de Castelo Novo é "por águas vertentes". A Penha, toda ela se encontra situada nos limites da Freguesia do Souto da Casa. Logicamente e por consequência daquela afirmação, a gruta que durante muitos anos albergou a Capela da Senhora da Serra, encontra-se completamente dentro daqueles mesmos limites.
A disputa da posse da Capela e da Imagem da Senhora da Serra, foi uma constante durante muitos anos, criando uma rivalidade temerária entre os dois povos vizinhos.
De tal ordem se criaram situações extremas, que a população de Castelo Novo cuja povoação se encontra bem mais perto da Penha que a do Souto da Casa, chegou a "roubar" a imagem da Capela e instala-la na sua Igreja Matriz.
"Porque a Senhora não queria nada com o Povo de Castelo Novo", regressou pouco tempo depois à sua "moradia" original: - à Capelinha, na Penha.
Não satisfeitos com tal situação e desconfiados que tivessem sido os seus vizinhos a levar a Imagem de volta à Penha, os de Castelo Novo voltaram a trazê-la para a sua Aldeia.
Dias depois (poucos, naturalmente!), meia dúzia de homens destemidos e corajosos do Souto da Casa, pela calada da noite, resolveram fazer a vontade à Senhora e carregando-a ao colo, levaram-na de regresso à Sua verdadeira Casa.
Novamente o orgulho, a força do desafio e o sentimento da rivalidade soou ma
is alto e os homens de Castelo Novo tornaram à Penha para levar consigo a Imagem da Santa que tanto desejavam como sua. Só que desta vez, "a Senhora chorou". E "fê-lo porque não queria mais ser roubada por ninguém - também, porque não era Seu desejo ir novamente para Castelo Novo"
Os de Castelo Novo, temeram aquelas lágrimas mas jamais iriam prescindir de uma preciosidade a que se julgavam com direito.
Os dos Souto da Casa, cumprindo com o desejo da Santa, não mais voltaram a resgatá-La. Preferiram antes, sair prejudicados no seu orgulho e nos seus sentimentos, que voltar a sentir lágrimas no rosto da Santa.
Por tudo isto, ainda hoje, a Imagem da Senhora da Serra continua em Castelo Novo e a Sua Antiga Capela no alto da Serra - no sítio da Penha, continua vazia e sem qualquer utilidade



Lenda da Senhora da Gardunha
Indicam-Na como sendo a Capela dos Moleiros e Moleiras. Pequenina. Em xisto. Pintada de branco. Bonita e "aconchegadinha". Construída bem perto da Ribeira da Gardunha, junto às azenhas e quase paredes-meias com um moinho, a Capelinha da Senhora, virada a Poente, altaneira, torna-se visível e por isso mesmo, convidativa, bem longe. À sua volta, um sem número de azenhas, casas de habitação, palheiros, eiras, presas, tanques, um moinho, levadas, açudes, socalcos murados. Tudo isto é o que resta do ambiente que reinou à beira da Capela da Senhora da Gardunha até meados do século passado. As ladainhas entoadas pelos homens e mulheres na intensa e dura labuta dos campos, as rodas das azenhas girando por força da água caindo sobre elas, os gritos das inúmeras crianças galgando penhascos ou mergulhando na límpida água que já fora do Ocaia, o zurrar dos burros carregando os "talegos" que haviam de ser trocados na volta ou moídos na ida, - era a vida que vivia, vivendo para não morrer. Consta que aquando das Invasões Francesas, os militares inimigos, a caminho de Lisboa, descobriram os encantos da nossa Serra. Num dos seus recantos mais belos, deram com a Capela da Senhora da Gardunha. Nela entraram e porque de alguma forma logo compreenderam não valer a pena implorar-lhe compaixão, protecção ou apoio para a missão de usurpação de que estavam incumbidos e mandatados, resolveram, arrancar a cabeça à Imagem da Senhora, e com ela, jogaram à bola nas imediações da Capela. Pouco tempo depois, haveriam de ser castigados por tão grande afronta, em terras da Enxabarda, - na Serra do Açor.
Desconhece-se a origem da actual imagem, da Senhora da Gardunha (integralmente esculpida em pedra) única habitante da bela Capelinha no coração da Serra. No entanto, mantém muitos devotos em toda a população da Aldeia, tendo sido escolhida inclusivamente como Padroeira do Grupo de Bombeiros locais e do Grupo de Caminheiros da Gardunha sedeados no Fundão.


Lenda da Portela Para a Senhora da orada
Uma das mais importantes vias de comunicação existentes na Aldeia até ao segundo terço do último século, era uma breda e nalguns locais já transformada em caminho que ligava o Casal da Serra e a Vila de São Vicente da Beira, ao Fundão, entroncava com o do Vale d´Urso, passando pelo Casal de Álvaro Pires, sitio da Vila Ribeira d´Alva, Sítio da Vila Nova do Ocaia e o próprio Souto da Casa. Esta mesma via, era muito utilizada pelos devotos da Senhora da Orada aquando das Festas realizadas em Seu Louvor e que residiam do lado de cá da Serra. Ao alto do caminho que faz a transição natural da encosta de cá para a de lá, chamam-lhe há muito, a Portela. Sem duvida que estamos em presença de mais um dos locais incomparavelmente belos e admiráveis da nossa Serra. Dali, consegue-se perceber o contraste entre uma paisagem dourada e quente, de transição para o Alentejo, do lado de Castelo Branco, e uma outra, serrana, acidentada, verde e fria para o lado do Souto da casa. Era ali que alguém, em dia de festa à Senhora da Ourada, montava estrategicamente uma tasca de ocasião cuja oferta aos forasteiros rendia alguns Réis e Vinténs no final do dia. A lenda deste local prende-se com a calçada romana ali existente. De visita ao local, alguém de muito mais idade nos informou de que aquela calçada tinha sido feita pelo diabo numa noite. Perplexos e curiosos perguntámos o porquê de tal afirmação, ao que nos respondeu: "Vocês que são gente de estudos, por certo já ouviram falar no Veriato!" Perante a nossa estupefacção por não estarmos preparados para tal questão, retorquiu: "Então nunca ouviram falar num valente homem que por aqui andava a distribuir porrada nos romanos?" Aí, participando no seu raciocínio, indicámos que na verdade já tínhamos ouvido falar num Viriato mas que andava bem longe destas paragens…
"Ai sim?"
"Então andava longe?"
"Fiquem então sabendo que foi por causa dele que os romanos nunca conseguiram passar do lado de lá, da Senhora da Orada, para o nosso lado!"
Notava-se perfeitamente no rosto queimado pelo sol de um sem número de Primaveras, envelhecido pela rudeza da vida e a dureza do trabalho do campo, a alegria de estar a ser ouvido e talvez compreendido. Sim, porque naturalmente lhe interessava mais que alguém o ouvisse do que o compreendesse. Isso pouco importava…
Os seus olhos negros e vivos irradiavam sabedoria e muito conhecimento, mas também orgulho sincero por ser dos do lado de cá! "Foi então, que não conseguindo levar a melhor com o tal Veriato, pela calada da noite, meteram mãos à obra e conseguiram fazer esta calçada até à Portela. Mas não passaram daqui, quando não…levavam poucas!" Enquanto contava isto, pegava num dos extremos do cajado que lhe servia também de apoio às suas já débeis pernas e com uma força incontida ameaçava ainda hoje, no imaginário, "os do lado de lá". "Percebem agora porque se diz que foi feita pelo diabo numa noite?" Afinal o diabo toma a figura que lhe quisermos dar. Mas esta, por hábito, nunca passou de má, sinistra, inimiga, odiosa e sobretudo, a evitar! À margem desta Lenda, como justificação ou não, para a sua existência, constatamos a veracidade dos seguintes factos: A calçada romana existe realmente na "Portela"; O Museu da Vila de São Vicente da Beira, expõe imensos achados romanos nas suas vitrinas; Bem perto, existem calçadas romanas em Alcongosta, Alpedrinha e Castelo Novo; É verdade que "para o lado de cá", a encosta Norte, a mais "Guardada" da Gardunha, não existe qualquer calçada romana e desconhecemos achados romanos de interesse superior ou em quantidade a registar; Também nos ensinaram que Viriato estendia a sua acção bélica de guerrilha impeditiva do avanço dos romanos, para cá dos Montes Hermínios.

Deixo ainda algumas imagens marcantes no historial desta localidade







A Fachada principal da Igreja Matriz de Souto da Casa






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A Capela do Senhor da Saude em cujo terreiro eu já assisti a grandes festejos com missa campal, banda filarmónica, Bombos e muitas e diversas actividades ludicas








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Esta é uma imagem do Carvalhal com lindos exemplares de castanheiros






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Páginas que vos aconselho visitar sobre esta Aldeia Souto da Casa Abraço á GardunhaFundão turismo

sábado, 26 de dezembro de 2009

O Madeiro de Natal

O Natal passou, agora que venha o próximo.
No entanto como principio de rescaldo vou escrever algo sobre o MADEIRO
Tradição milenar, cujas origens remetem para primitivos cultos pagãos, de celebração do solstício de Inverno, com o acender de enormes fogueiras ao ar livre.
Em Bogas de Baixo o Madeiro continua a ser aceso na noite de 24 de Dezembro. Pelo menos é isso que penso dado que não assisto ao Natal em Bogas fico por isso á espera que alguem que tenha assistido ao atear do madeiro me envie algumas imagens
A fogueira é um cerimonial cristão, para aquecer o Menino-Jesus . Mas tem ainda outros rituais marcadamente populares.
Os mais genuínos e peculiares desses costumes vivem-se nos primeiros dias de Dezembro, quando os rapazes/homens procuram nas proximidades da povoação, grandes madeiros e raizes de arvores que transportam em tractores (antigamente eram carros de bois e inicialmente puxados pela força humana) para o adro da Igreja e no dia 24 á noite são postos a arder.
É uma festa colectivo com todos os habitantes a festejarem com enorme alarido e algazarra, com vinho e febras para assar para que a noite seja ainda mais confortavel
Há trabalho, festa, convívio, vinho, amizade...
Vive-se e cumpre-se, ainda e sempre, a tradição
Este ano gostei d e ver imagens na televisão do maior madeiro de Portugal. O madeiro d e Penamacor que irá arder consecutivamente até ao dia 6 de Janeiro Dia de Reis
Espero que em Bogas se tenha cumprido o ritual ainda que com menos aparato

Estas são as imagens do madeiro da nossa vizinha Vila d e Penamacor que tem por traz de si um historial que podem consultar nesta pagina

Esta é uma imagem da Fogueira de Natal em Reguengos d e Monsaraz. Até há quem diga que a maior mas só por brincadeira concerteza

sábado, 19 de dezembro de 2009

Ecos da nossa região

Nesta nova ordem de postagens onde pretendo dar a conhecer os usos e costumes de algumas freguesias e aldeias das nossas encostas da Gardunha, começo com a linda e remota freguesia de Aldeia Nova do Cabo no sopé da serra, vertente norte de onde se pode vislumbrar uma grande parte da região da Cova da Beira
muito conhecida entre nós pela sua boa gastronomia, destacando se a Chanfana e a Caldeirada de Borrego
Pelos seus grupos recreativos: Associação Recreativa e Cultural de Aldeia Nova do Cabo,

Banda União de Santa Cruz,
Banda de Cá,
Rancho Folclórico da Saudade,
Grupo de Bombos e Irmandade Nossa Senhora de ao Pé da Cruz.

Nossa Senhora do Pé da Cruz padroeira da localidade cuja festa se realiza normalmente no primeiro fim de semana de Maio
Mas uma outra festa se realizou este mês uma festa cosiderada pagã pela Igreja, Festa de Santa Beviana, realizou se no ultimo dia 2 de Dezembro, organizada pela sua Comissão e ainda pela Associação Cultural e Recreativa
O encontro deu se por volta das 19 horas no largo da Igreja. Depois houve uma grande variedade de animações tais como Prova de vinho caseiro, com a participação dos Corre Adegas, dos Toca sem Parar e dos Acordeonistas da Beira Baixa
Como não podia deixar de ser houve comes e bebes e a animação foi total com a participação de toda a população
Algumas imagens todas sobre Aldeia Nova do Cabo e nesta ultima podemos apreciar uma longa faixa da região da Cova da Beira destacando se Aldeia Nova e mesmo ao longe a Serra da Estrela ainda com neve no seu cume

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Há muitos anos

Photobucket
Há muitos anos atraz viveram nesta linda quinta perto de Bogas os membros desta familia que muito prezo

As minhas primas Lurdes e Olivia nasceram aqui e aqui viveram até ao casamento. Entretanto o tio António (falecido)para melhorar o nivel de vida emigrou para França, mais tarde as filhas e seus maridos optaram pelo mesmo caminho
A quinta do Fojo por esse motivo um pouco abandonada e infelizmente o que outrora era um local que dava gosto visitar passou a ficar cheio de silvas mato e as suas casas em completa degradação.
Mas imagens como esta são muitas no interior do nosso País

aqui podemos ver uma imagem da foz de bogas aqui mesmo junto ao Fojo onde a ribeira de Bogas se junta ao rio Zezere

esta postagem é uma pequena oferta á tia Emilia e ás primas Olivia e Lurdes

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Filhós á moda da minha terra

Hoje deu me para escrever sobre um produto que adoro
Desde muito pequeno que me recordo d e assistir á confecção das filhós de Natal pelos meus pais
Ultimamente deixaram de ser de Natal para serem de todos os dias que apeteça
Hoje em dia toda a gente sabe o que são filhós e como s e fazem. Mas não deixo por isso de vos informar como são feitas


Ingredientes:
20 g de fermento de padeiro
1 dl de leite
750 g de farinha de trigo
1 c. de chá de sal
8 ovos
1 dl de azeite
1 dl de aguardente bagaceira
azeite para fritar
300 g de mel
1 dl de água
açúcar fino q.b.
canela para polvilhar


Preparação:
Dissolve-se o fermento no leite morno e junta-se um pouco de farinha e o sal. Mistura-se de modo a obter uma massa branda.

Deixa-se repousar durante 15 minutos. Deita-se a massa num alguidar, adiciona-se um pouco de azeite e três ovos batidos.

Mistura-se tudo bem, batendo com a mão aberta. Depois, juntam-se o restante azeite, a aguardente e os ovos que restam, amassando, ou melhor, batendo a massa.

Esta deve ficar mais branda do que para o pão. Sendo necessário, adiciona-se um pouco de leite. Abafa-se a massa e deixa-se levedar durante 4 horas em local temperado.

Depois, põe-se o azeite no lume e com as molhadas em azeite tiram-se bocados de massa do tamanho aproximado de um ovo, estica-se a massa numa rodela o mais fina possível, fazendo-lhe buracos com as pontas dos dedos.

Introduz-se os filhós no azeite e, com um garfo comprido, força-se a manter a forma para os lados, esticando-a, pois a sua tendência será de crescer para cima.

Depois de loura dos dois lados, põe-se a escorrer sobre papel absorvente. Isto deve ser feito com muita cautela, pois as filhós apresentam-se finas e esburacadas.

Frita toda a massa, deita-se o mel com a água num tacho e deixa-se levantar fervura.

Reduz-se o calor e, com ajuda de 2 garfos compridos, passam-se as filhós pela a calda, ao mesmo tempo que se vão introduzindo em travessas ou panelas e polvilhando com açúcar e canela.

Pode omitir-se a calda. Ao contrário do que acontece habitualmente com os fritos, estas filhós ficam mais tenras à medida que os dias passam.
Por acaso são servidos?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Haja alegria

Nesta quadra Natalicia , nada melhor que um pequeno vídeo da Cissa Dias para alegrar a malta
Pois aí vai uma bela recordação da alegria que Bogas transmite em dia de festa

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Festival da Tibórnia no Fundão

Continua o Festival da Tibórnia no Fundão
Pratos especiais regados com azeite da Cova da Beira


Treze restaurantes do concelho do Fundão estão a servir até 15 de Dezembro, pratos especiais regados com azeite da Cova da Beira, no âmbito do 6.º Festival da Tibórnia.

O pão e o azeite são os ingredientes base de uma tibórnia, mas o festival vai acrescentar-lhe muitos mais.

Tibórnia tradicional de enchidos, tibórnia de polvo, lombinho de porco preto em crosta de broa de milho e azeite ou filhó de azeite com frutos silvestre, são algumas das especialidades que vão constar das ementas.

Os restaurantes aderentes deverão utilizar na preparação das tibórnias pelo menos duas qualidades de azeite da Cova da Beira e duas denominações de origem, com o objectivo de promover as marcas locais.
A iniciativa é organizada pela empresa municipal Fundão Turismo e pela Confraria do Azeite da Cova da Beira, em parceria com as unidades de restauração do concelho.

Paralelamente ao Festival da Tibórnia, a Fundão Turismo propõe ainda um passeio, disponível mediante marcação nos hotéis do concelho e na Fundão Turismo. Do programa fazem parte visitas guiadas a Alpedrinha e à Aldeia Histórica de Castelo Novo.

O passeio inclui provas de produtos tradicionais, visita a um lagar tradicional, colheita de azeitona num olival e almoço num dos restaurantes aderentes.

As ementas dos restaurantes aderentes estão disponíveis em www.fundaoturismo.pt.

06-12-2009 Lusa

domingo, 6 de dezembro de 2009

Espírito de Natal


O VERDADEIRO SENTIDO DE NATAL


Neste natal quero levar pelo destino da inocência e o amor de uma noite.

Neste natal,quero esquecer a dor da fome que se esconde nas esquinas da vida...

Neste natal não quero promessa,quero o milagre da solidariedade e o amem da oração...

Neste natal quero a lembrança da paz ,o caminho da esperança e a fartura do amor...

Neste natal quero a paz de cristo e a serenidadede Maria, que chora pela humanidade...

Neste natal, quero o sentimento da noite e não o ritual da fartura, não quero a dor
de um animal na mesa mas a confraternização do nascimento do amor...

Neste natal quero esquecer o mundo e o orar pelo universo para alimentar o vazio do sofrimento...

Neste natal, quero a diferença social unida pela esperança, esquecendo o egoísmo da falta de afecto que toma contada sociedade...

Neste natal, quero buscar um motivo para sorrir, enquanto muitos choram a dor da perda, de uma guerra cruel e fria...

Neste natal quero a felicidade espalhando se nos asilos esquecidos pelo desprezo da vida quero o alimento para quem tem fome sem direito a um natal...

FELIZ NATAL

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O meu Natal



Herdeiro dos olhos azuis e luminosos do meu pai e do avô paterno, ficou me da infância, o amor á familia, aos amigos e ás minhas raizes

Nasci e cresci neste lugar onde há manhãs orvalhadas, onde há pinheiros, salgueiros, muitas aves que no meio das oliveiras me encantavam com o seu chilrear
Tinha uma horta á beira da ribeira, onde havia peixes e as rãs se faziam ouvir durante a noite.
Este lugar foi o primeiro universo que conheci, que vi mais tarde não ser de todos nesse tempo.
Hoje vivo numa cidade mais ou menos populosa, onde ha de tudo o que a gente nescessita, mas a terra natal vive sempre dentro de mim.
Por isso este é o meu conto de natal

Para todos os meus familiares, os meus amigos os meus conterraneos e para todo o mundo envio os meus votos de um Natal cheio de paz alegria e saude, depois disto todo o resto virá por acréscimo

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Restauração da Independencia Nacional


Hoje dia 1º de Dezembro assinala-se a restauração da Independência de Portugal. Falecido o cardeal-rei D. Henrique, em 1580, sem ter designado um sucessor, Filipe II de Espanha, neto do rei português D. Manuel I. Invadiu Portugal e submeteu-o a 60 anos de domínio. Foram três os reis espanhóis que governaram Portugal entre 1580 e 1640 – Filipe I, Filipe II e Filipe III.
A capital do Império passou a ser Madrid e Portugal foi governado como uma Província espanhola.
Como é natural, os portugueses viviam descontentes e compreendiam que só uma revolução bem organizada lhes poderia trazer a libertação.
Assim, no dia 1 de Dezembro de 1640, um grupo de 40 fidalgos dirigiu-se ao Paço da Ribeira onde estavam a Duquesa de Mântua, regente de Portugal, e o seu Secretário, Miguel de Vasconcelos.
A Duquesa foi presa e o Secretário morto. Foi assim que Portugal recuperou a sua independência, sendo D. João IV,. Duque de Bragança, aclamado rei, com o cognome de "O Restaurador".

Por isso como é habito todos os anos pontualmente á meia noite do dia 30 de Novembro, reune se uma multidão no largo dos Paços do Concelho do Fundão partindo daí numa arruada pelas ruas do Fundão cantando o hino da restauração sempre acompanhados por uma Banda Filarmónica que este ano segundo o que pude saber é a Banda da Peroviseu


Portugueses, celebremos
O dia da Redenção.
Em que valentes Guerreiros
Nos deram, livre, a Nação.

A Fé dos Campos d’Ourique,
Coragem deu, e Valor,
aos Famosos de Quarenta,
que lutaram com Ardor.

P’rá frente! P’rá frente!
Repetir saberemos
As proezas portuguesas.

Avante! Avante!
É a voz que soará triunfal.
Vá avante, Mocidade de Portugal