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São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




sexta-feira, 29 de maio de 2009

Gentes da nossa terra (cont)

Inicialmente , vai fazer brevemente 2 anos, pensei criar este blog,o que veio a acontecer e em boa hora o fiz porque tem dado muitas alegrias a muita gente que revive através desta pagina recordações da sua juventude e outros ainda da juventude de seus pais, familiares e amigos de Bogas de Baixo.
Mas como ia dizendo, ao criar o blog fi lo com a intenção de escrever sobre as minhas recordações pessoais vividas nesta linda aldeia a minha terra.
Com o tempo foi se alargando a outros lugares e a outras pessoas e o resultado está á vista. Hoje Ecos de Bogas de Baixo mostra um pouco d e tudo sobre a nossa região e as nossas gentes
Mas hoje volto escrever um pouco mais sobre as minhas recordações especialmente dos tempos de juventude

Esta foto tirada em agosto de 1966 num dia da festa de nossa senhora das Dores
eu com a minha mulher (então namorada) uma sobrinha e as minhas primas Herminia e Felicidade
Foi a primeira vez que a minha mulher visitou a nossa terra e ficou muito bem impressionada, tanto que alguns meses depois casámos e ela fez questão de passar alguns dias em Bogas após o nosso casamento



Aqui vemos uma imagem do meu casamento na Igreja Matriz do Fundão, a que assistiram muitos familiares e amigos idos de Bogas de Baixo expressamente




Mais tarde já com os filhos fizemos uma visita á nossa terra e parámos á sernadela no cruzamento de Janeiro de Cima e resolvemos fazer um pic nic
Os meus filhos não sendo naturais de Bogas de Baixo nem por isso deixam de falar da terra do pai com muita emoção e saudade

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Gentes da nossa terra (cont)

Continuando na divulgação do nosso artesanato, hoje apresento um artesanato diferente, Trata se do fabrico caseiro de pão e queijo pelo nosso conterraneo Anibal Marcelo

A vantagem do "pão caseiro" é que voltamos a entrar em contacto com o mundo que nos rodeia duma maneira mais intima.
A arte de preparar o pão, com base em padrões fundamentais e naturais deve ser de veras apaixonante
O Marcelo como muitos de vocês sabem vive na Suiça e é la em terras alpinas que mostra ao povo como se fabrica pão na nossa terra


Aqui vemos como a massa é preparada a força de braços como se fazia na nossa terra antigamente
Depois da massa finta vemos já os pedaços de massa recortada de onde sairão os lindos pães que veremos á frente




O Marcelo não se fica por aqui. Tambem em casa dele se confeccionam belissimos queijos á maneira da Beira Baixa e feitos com os melhores leites do Mundo
Leites das ovelhas e vacas das serras Suiças



E ainda o leitão assado que o Marcelo muito bem está a introduzir nos gostos das gentes na Suiça

sábado, 23 de maio de 2009

Gentes da nossa terra (cont)

Hoje e para contentamento de muitas pessoas que como eu apreciam o artesanato, e muito especialmente artesanato decorativo, vou mostrar vos algumas peças bem lindas feitas por gentes nossas
Este é um trabalho feito pela minha mãe que agora com a sua estadia em Bogas pode continuar a fazer como uma maneira util de passar o tempo




Nestas imagens podem ver alguns trabalhos bordados manualmente a ponto cruz pela minha filha Anabela



E para vterminar esta série de artigos manufacturados, mostro vos tambem estas pinturas manuais sobre barro, feitas pela minha comadre Rosalina

Quero um dia destes mostrar tambem como o Anibal Marcelo se sai muito bem na produção de artigos manufacturados de muito bom gosto

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Quinta feira da espiga

Vocês lembram se como antigamente este era um dia Santo em Portugal?
A Quinta-feira da Ascensão era uma festa muito importante para igreja católica porque se celebra a ascensão de Jesus Cristo ao Céu, depois de ter sido crucificado e de ter ressuscitado
Este dia (a Ascensão) ocorre quarenta dias depois da Páscoa, e por isso é sempre numa quinta-feira.
Neste dia, celebra-se o Dia da Espiga que por ocorrer sempre a uma quinta-feira é também conhecido por Quinta-feira da Espiga.
Tradicionalmente, neste dia, de manhã cedo, rapazes e raparigas iam para o campo apanhar a espiga e outras flores do campo.
Com essas flores, formam um ramo com: espigas de trigo, um raminho de oliveira, malmequeres e papoilas.
O ramo pode também incluir centeio, cevada, aveia, margaridas, pampilhos, etc.
Cada elemento simboliza um desejo:
• A espiga simboliza o pão (para nunca falte nos lare4s de todo o mundo)
• O raminho de folhas de oliveira simboliza a paz (a pomba da paz traz no bico um ramo de oliveira) e que nunca falte a luz (divina). (Dantes as pessoas alumiavam-se com lamparinas de azeite, e o azeite faz-se com as azeitonas, que são o fruto da oliveira.)
• Flores (malmequeres, papoilas, etc.) simbolizam alegria (distinguida pela cor das flores)
O ramo era guardado ao longo de um ano, até ao Dia de Espiga do ano seguinte, pendurado algures dentro de casa.
Hoje muito poucas pessoas se deslocam ao campo para colherem esses ramosNas grandes cidades ainda se pode ver aqui e acolá algumas vendedoras a apregoar o raminho da espiga
E tambem em muitos concelhos do Ribatejo e do Oeste este dia continua a ser um dia de festa sendo por isso feriado

O milho da nossa terra (fim)

O milho para além dos alimentos mais básicos como o pão, as papas de milho, as papas de carolo, os corn flakes, está ainda presente nas confecções e fabrico de óleo, margarina, mostarda, maionese, nos produtos lácteos e iogurtes (como adoçante), nos molhos prontos e nos sorvetes. Pelo menos um quarto dos produtos no supermercado contém milho na sua composição.


Flocos de milho ( cor flakes )


As célebres papas de milho (na minha terra são papas de carolo)


O forno já bem quente para coser estas maravilhosas broas pão de milho)
O milho é ainda empregue em variadissimos produtos,especialmente na alimentação para animais e tambem em medicamentos e produtos quimicos

ORAÇÂO DO MILHO
Senhor, nada valho.
Sou a planta humilde dos quintais pequenos e das lavouras pobres.

Meu grão, perdido por acaso,
Nasce e cresce na terra descuidada.
Ponho folhas e haste e se me ajudardes, Senhor, mesmo planta
De acaso, solitária,
Dou espigas e devolvo em muitos grãos
O grão perdido inicial, salvo por milagre, que a terra fecundou.
Sou a planta primária da lavoura.
Não me pertence a hierarquia tradicional do trigo
E de mim não se faz o pão alvo universal.
O Justo não me consagrou Pão de Vida, nem lugar me foi dado nos altares.
Sou apenas o alimento forte e substancial dos que
Trabalham a terra, onde não vinga o trigo nobre.
Sou de origem obscura e de ascendência pobre,
Alimento de rústicos e animais do jugo.

Quando os deuses da Hélade corriam pelos bosques,
Coroados de rosas e de espigas,
Quando os hebreus iam em longas caravanas
Buscar na terra do Egito o trigo dos faraós,
Quando Rute respigava cantando nas searas do Booz
E Jesus abençoava os trigais maduros,
Eu era apenas o bró nativo das tabas ameríndias.
Fui o angu pesado e constante do escravo na exaustão do eito.
Sou a broa grosseira e modesta do pequeno sitiante.
Sou a farinha econômica do proletário.
Sou a polenta do imigrante e a miga dos que começam a vida em terra estranha.
Alimento de porcos e do triste mu de carga.
O que me planta não levanta comércio, nem avantaja dinheiro.
Sou apenas a fartura generosa e despreocupada dos paióis.
Sou o cocho abastecido donde rumina o gado.
Sou o canto festivo dos galos na glória do dia que amanhece.
Sou o cacarejo alegre das poedeiras à volta dos seus ninhos.
Sou a pobreza vegetal agradecida a Vós, Senhor,
Que me fizestes necessário e humilde.
Sou o milho.
(Extraido de um site brasileiro)

terça-feira, 19 de maio de 2009

O Milho da nossa terra (cont)

Ainda no seguimento do cvultivo de milho na nossa terra, valho me da experiência e recordações do meu amigo João Gomes da Malhada para poder apresentar algumas imagens e promenores
Em diversas regiões de Portugal incluindo as nossas aldeias Beirãs o milho constitui ainda um produto básico na alimentação humana. Nos Ultimos anos, parece assistir-se a algum progresso na sua cultura, embora muito menor do que seria desejado.

Existe no mercado livreiro um livro intitulado O Milho que nos ensina tudo sobre espécies, cultivo, zonas mais produtivas etc etc


Milho verde, milho verde
Ai milho verde, milho verde
Ai milho verde, maçaroca.
À sombra do milho verde
Ai à sombra do milho verde
Ai namorei uma cachopa


Milho verde, milho verde
Ai milho verde, milho verde
Ai milho verde, miudinho
À sombra do milho verde
Ai à sombra do milho verde
Ai namorei um rapazinho

Mondadeiras do meu milho
Ai mondadeiras do meu milho
Ai mondai o meu milho bem
Não olhais para o caminho
Ai Não olhais para o caminho
Pois a merenda já lá vêm

O milho da nossa terra,
ai, o milho da nossa terra,
é tratado com carinho.
É a riqueza do povo,
ai, é a riqueza do povo,
é o pão dos pobrezinhos.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O Milho da nossa terra


Na nossa aldeia ainda hoje alguns dos seus habitantes cultivam este cereal que por acaso em Bogas os terrenos são propícios para a sua cultura
O milho da nossa terra,
ai, o milho da nossa terra,
é tratado com carinho.

É a riqueza do povo,
ai, é a riqueza do povo,
é o pão do pobrezinho.

É a riqueza do povo,
ai, é a riqueza do povo,
é o pão do pobrezinho.
Esta é a letra de uma canção infantil que actualmente já não se ajusta completamente á realidade. O milho continua concerteza a ser uma riqueza do povo mas não o pão do pobrezinho
A broa e o bacalhau eram artigos que antigamente os pobres podiam consumir e que hoje quase se vedou esse prazer apenas aos ricos

Antigamente, na nossa aldeia,desfolhavam-se as espigas da última colheita do ano, feita em em Setrmbro e Outubro, altura em que já deveriam estar maduras. Era um momento de festa e de entreajuda em que o dono do milho recebia a solidariedade dos vizinhos e amigos,alguns até vinham de longe. Em troca, e como sinal de agradecimento, o proprietario oferecia uma grande lancharada com broa quente, presunto, chouriça, e vinho vindo directamente do pipo.

sábado, 16 de maio de 2009

Promover o que é nosso


Foi com muita alegria que ao desfolhar as paginas do Jornal do Fundão desta semana deparei com a noticia de que a Camara Municipal do Fundão em colaboração com a Fundão Turismo (empresa municipal),vão distribuir este ano 40 mil embalagens de cereja do Fundão em diversos eventos marcados para o mes de junho em Portugal
Sendo eu um beirão de gema radicado no Algarve é varios anos, fico duplamente contente por poder ver a nossa região aqui promovida através da entrega tambem nas praias de Vilamoura, Albufeira e Portimão desse maravilhoso produto que é a CEREJA DA COVA DA BEIRA.
Eu acho que haveria aqui no Algarve outras zonas de maior impacto promocional, mas já está muito bom assim.
Sei que o Município do Fundão está a desenvolver contactos com vista à integração da cereja do Fundão na eleição das maravilhas do mundo. A revelação foi feita pelo presidente da Câmara Manuel Frexes no decorrer da apresentação da campanha de promoção da cereja no presente ano, onde se pensa investir cerca de 50 mil €uros

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Mês de Maio


Foi no mes de Maio que vi pela primeira vez a luz do Sol em Bogas de Baixo
Adoro o mes de Maio para além de ser o mês em que nasci, por muitas outras razões

mês de Maio que desde garoto me lembro dele como mês de flores.
Além de ser o mês dedicado ao coração, é ainda, como sabemos o dia
em que o primeiro Domingo é dedicado à Mãe.
O mês de maio é tambem tradicionalmente dedicado à Maria.
Em consonância com a Igreja, caminharemos também
nessa devoção especial oferecendo ao longo do mês
subsídios e orações, tendo como foco Nossa Senhora.
que em Maio de 1917 apareceu a tres pastorinhos na Cova da Iria Fátima

Neste mes, quase todas as orações são dedicadas à Mãe de Deus:
Procede-se a recitação diária do Terço, em quase todas as paróquias de Portugal
onde incluo a minha paroquia de Bogas de Baixo,
durante o mês de Maio. Constituam-se grupos de fiéis que garantam,
em cada dia, essa oração, à qual podemm associar-se todos quantos queiram.

Proberbios de Maio

Sol de Maio e boa terra, fazem melhor gado que o pastor mais afamado

A melhor cepa, Maio a deita.

Maio claro e ventoso, faz o ano rendoso.

Maio couveiro, não é vinhateiro.

Maio frio, Junho quente, bom pão, vinho valente.

Maio jardineiro, enche o celeiro.

Maio pardo, faz o pão grado.

Maio que não der trovoada, não dá coisa estimada.

Em Maio, comem-se cerejas ao borralho.

Mês de Maio, mês das flores, mês de Maria, mês dos amores.

Quando em Maio não troa (troveja) , não é ano de broa

Em Maio verás, a água com que regarás

Maio serôdio ou temporão, espiga o grão

Favas, Maio as dá, Maio as leva.

Maio hortelão, muita palha, pouco pão

terça-feira, 12 de maio de 2009

FATIMA 13 de Maio de 2009


Nos dias 12 e 13 de Maio deste ano (2009) comemora se o 92º aniversario das aparições
Peregrinação Internacional Aniversária de Maio, nos dias 12 e 13, será presidida pelo Cardeal D. Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga s.d.b., Arcebispo de Tegucigalpa / Honduras, e presidente da Cáritas Internacional.

Muitos milhares de peregrinos se deslocam a Fatima nestes dias
Vindos de todos os continentes, mas em grande quantidade oriundos de todo o País muitos deles a pé.
Quem como eu viaja frequentemente pelo País apercebeu se certamente dos vários grupos de peregrinos a´pé ou sentados a descançar á beira das estradas de Portugal
Da Beira Baixa partem todos os anos muitos de todas as idades
Move-os a Fé em Nossa Senhora do Rosário de Fatima

domingo, 10 de maio de 2009

ESPAÇO PORTUGUÊS

Para todos os meus leitores especialmente aqueles que ainda não conhecem, existe na Suiça No KANAL K Rádio Lora em Zurique um programa na lingua de Camões intitulado Espaço Português
Acaba de fazer 17 anos de emissões e para isso a minha amiga Maria Santos convida nos a ver todas as fotos do evento na pagina do Espaço Português

...................maria@espacoportugues.ch


Maria dos Santos Marques – Nasceu a 20 de Dezembro de 1961 na cidade de Maputo em Moçambique. Deixa esta cidade na companhia dos seus pais, para se radicar em Nampula, onde cresceu, estudou e também passou os melhores dias da sua infância.



Após o 25 de Abril de 1974 regressa ao País natal de seus pais.Portugal. Foi em Castelo Branco que fixaram a residência e onde terminara os seus estudos. Os tempos livres, eram preenchidos, a ler, a ouvir música e na dedicação de alma e coração ao desporto. Pertenceu à A. D. A. Associação Desportiva Albicastrense na qual foi federada e permaneceu alguns anos, assim como no sector de atletismo do Benfica e Castelo Branco. Frequentou uma escola privada de bordados, que hoje com a sua criatividade nos deslumbra.

Vejam mais em Espaço Português
Meus amigos

Consultem www.espacoportugues.ch e vejam todas as fotos do nosso 17 aniversário.
Esperamos pelas vossas opiniões no livro de visitas.

Saudações rádiofónicas
Maria Santos

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Tudo sobre o linho (finalização )

Para finalizar a descrição que tentei fazer da melhor maneira que soube, sobre toda a evolução do linho desde a sementeira até ás lindas peças de pano que são feitas do linho





Destas imagens algumas pesquisei na net no nosso artesanato regional e outras foram enviadas por amigos

Na nossa vizinha freguesia de Bogas de Cima era habito fazer mostras de artesanato nas feiras da freguesia
aqui deixo duas imagens duma passagem de modelos de roupas confecionadas com linho no Descoberto (anexa de Bogas de Cima)



Para terminar quero apenas pedir desculpa aos meus leitores para o facto de ter omitido alguma coisa relevante, ou me ter enganado noutras
Na proxima tentarei melhorar