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São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Encostas da Gardunha

Antes do Natal estava eu escrevendo sobre a nossa região e parei precisamente em Aldeia Nova do Cabo
E não querem lá ver que após uma pequena subida de 3 Kms me encontro no Souto da Casa?!!!

Pois bem esta belissima localidade cheia de vigor e gente trabalhadora, situa se ao longo da estrada que liga Fundão a Bogas de Baixo em plena serra da Gardunha
Uma Freguesia com um Historial riquissimo que vos aconselho visitando algumas paginas na net que muito bem nos dão a conhecer tão riquissima história
Eu apenas registo a minha passagem com algumas imagens que a meu ver serão do vosso agradao tal como são do meu
No Souto da Casa existem diversas associações culturais, como rancho Folclorico, Grupo de Bombos e outras colectividades
Das diversas lendas que se contam do Souto da Casa, deixar duas ou tres para conhecimento geral

Lenda da Penha da Senhora da Serra
Lá no alto da Gardunha, no meio de um sem fim de fragas que se entranham pelo Céu a dentro, em terras do Souto a dar para Castelo Novo, por baixo de um dos múltiplos penhascos, aparece a gruta da Capela da Senhora da Serra.
Local aprazível, onde o horizonte termina bem longe, e o domínio visual sobre a Gardunha é soberbo.
O imaginário, o misterioso, a fantasia, o oculto, a surpresa, a dúvida o conto e a lenda têm todos lugar aqui, - no Sítio da Penha.
Vamos apenas falar do que sabemos. E mesmo isso, referimo-lo porque no-lo contaram!
A Penha, toda ela se encontra situada nos limites da Freguesia do Souto da Casa. Logicamente e por consequência daquela afirmação, a gruta que durante muitos anos albergou a Capela da Senhora da Serra, encontra-se completamente dentro daqueles mesmos limites.
Importa ainda referir para uma melhor compreensão daquilo que pretendemos transmitir, que a delimitação da nossa Freguesia com a de Castelo Novo é "por águas vertentes". A Penha, toda ela se encontra situada nos limites da Freguesia do Souto da Casa. Logicamente e por consequência daquela afirmação, a gruta que durante muitos anos albergou a Capela da Senhora da Serra, encontra-se completamente dentro daqueles mesmos limites.
A disputa da posse da Capela e da Imagem da Senhora da Serra, foi uma constante durante muitos anos, criando uma rivalidade temerária entre os dois povos vizinhos.
De tal ordem se criaram situações extremas, que a população de Castelo Novo cuja povoação se encontra bem mais perto da Penha que a do Souto da Casa, chegou a "roubar" a imagem da Capela e instala-la na sua Igreja Matriz.
"Porque a Senhora não queria nada com o Povo de Castelo Novo", regressou pouco tempo depois à sua "moradia" original: - à Capelinha, na Penha.
Não satisfeitos com tal situação e desconfiados que tivessem sido os seus vizinhos a levar a Imagem de volta à Penha, os de Castelo Novo voltaram a trazê-la para a sua Aldeia.
Dias depois (poucos, naturalmente!), meia dúzia de homens destemidos e corajosos do Souto da Casa, pela calada da noite, resolveram fazer a vontade à Senhora e carregando-a ao colo, levaram-na de regresso à Sua verdadeira Casa.
Novamente o orgulho, a força do desafio e o sentimento da rivalidade soou ma
is alto e os homens de Castelo Novo tornaram à Penha para levar consigo a Imagem da Santa que tanto desejavam como sua. Só que desta vez, "a Senhora chorou". E "fê-lo porque não queria mais ser roubada por ninguém - também, porque não era Seu desejo ir novamente para Castelo Novo"
Os de Castelo Novo, temeram aquelas lágrimas mas jamais iriam prescindir de uma preciosidade a que se julgavam com direito.
Os dos Souto da Casa, cumprindo com o desejo da Santa, não mais voltaram a resgatá-La. Preferiram antes, sair prejudicados no seu orgulho e nos seus sentimentos, que voltar a sentir lágrimas no rosto da Santa.
Por tudo isto, ainda hoje, a Imagem da Senhora da Serra continua em Castelo Novo e a Sua Antiga Capela no alto da Serra - no sítio da Penha, continua vazia e sem qualquer utilidade



Lenda da Senhora da Gardunha
Indicam-Na como sendo a Capela dos Moleiros e Moleiras. Pequenina. Em xisto. Pintada de branco. Bonita e "aconchegadinha". Construída bem perto da Ribeira da Gardunha, junto às azenhas e quase paredes-meias com um moinho, a Capelinha da Senhora, virada a Poente, altaneira, torna-se visível e por isso mesmo, convidativa, bem longe. À sua volta, um sem número de azenhas, casas de habitação, palheiros, eiras, presas, tanques, um moinho, levadas, açudes, socalcos murados. Tudo isto é o que resta do ambiente que reinou à beira da Capela da Senhora da Gardunha até meados do século passado. As ladainhas entoadas pelos homens e mulheres na intensa e dura labuta dos campos, as rodas das azenhas girando por força da água caindo sobre elas, os gritos das inúmeras crianças galgando penhascos ou mergulhando na límpida água que já fora do Ocaia, o zurrar dos burros carregando os "talegos" que haviam de ser trocados na volta ou moídos na ida, - era a vida que vivia, vivendo para não morrer. Consta que aquando das Invasões Francesas, os militares inimigos, a caminho de Lisboa, descobriram os encantos da nossa Serra. Num dos seus recantos mais belos, deram com a Capela da Senhora da Gardunha. Nela entraram e porque de alguma forma logo compreenderam não valer a pena implorar-lhe compaixão, protecção ou apoio para a missão de usurpação de que estavam incumbidos e mandatados, resolveram, arrancar a cabeça à Imagem da Senhora, e com ela, jogaram à bola nas imediações da Capela. Pouco tempo depois, haveriam de ser castigados por tão grande afronta, em terras da Enxabarda, - na Serra do Açor.
Desconhece-se a origem da actual imagem, da Senhora da Gardunha (integralmente esculpida em pedra) única habitante da bela Capelinha no coração da Serra. No entanto, mantém muitos devotos em toda a população da Aldeia, tendo sido escolhida inclusivamente como Padroeira do Grupo de Bombeiros locais e do Grupo de Caminheiros da Gardunha sedeados no Fundão.


Lenda da Portela Para a Senhora da orada
Uma das mais importantes vias de comunicação existentes na Aldeia até ao segundo terço do último século, era uma breda e nalguns locais já transformada em caminho que ligava o Casal da Serra e a Vila de São Vicente da Beira, ao Fundão, entroncava com o do Vale d´Urso, passando pelo Casal de Álvaro Pires, sitio da Vila Ribeira d´Alva, Sítio da Vila Nova do Ocaia e o próprio Souto da Casa. Esta mesma via, era muito utilizada pelos devotos da Senhora da Orada aquando das Festas realizadas em Seu Louvor e que residiam do lado de cá da Serra. Ao alto do caminho que faz a transição natural da encosta de cá para a de lá, chamam-lhe há muito, a Portela. Sem duvida que estamos em presença de mais um dos locais incomparavelmente belos e admiráveis da nossa Serra. Dali, consegue-se perceber o contraste entre uma paisagem dourada e quente, de transição para o Alentejo, do lado de Castelo Branco, e uma outra, serrana, acidentada, verde e fria para o lado do Souto da casa. Era ali que alguém, em dia de festa à Senhora da Ourada, montava estrategicamente uma tasca de ocasião cuja oferta aos forasteiros rendia alguns Réis e Vinténs no final do dia. A lenda deste local prende-se com a calçada romana ali existente. De visita ao local, alguém de muito mais idade nos informou de que aquela calçada tinha sido feita pelo diabo numa noite. Perplexos e curiosos perguntámos o porquê de tal afirmação, ao que nos respondeu: "Vocês que são gente de estudos, por certo já ouviram falar no Veriato!" Perante a nossa estupefacção por não estarmos preparados para tal questão, retorquiu: "Então nunca ouviram falar num valente homem que por aqui andava a distribuir porrada nos romanos?" Aí, participando no seu raciocínio, indicámos que na verdade já tínhamos ouvido falar num Viriato mas que andava bem longe destas paragens…
"Ai sim?"
"Então andava longe?"
"Fiquem então sabendo que foi por causa dele que os romanos nunca conseguiram passar do lado de lá, da Senhora da Orada, para o nosso lado!"
Notava-se perfeitamente no rosto queimado pelo sol de um sem número de Primaveras, envelhecido pela rudeza da vida e a dureza do trabalho do campo, a alegria de estar a ser ouvido e talvez compreendido. Sim, porque naturalmente lhe interessava mais que alguém o ouvisse do que o compreendesse. Isso pouco importava…
Os seus olhos negros e vivos irradiavam sabedoria e muito conhecimento, mas também orgulho sincero por ser dos do lado de cá! "Foi então, que não conseguindo levar a melhor com o tal Veriato, pela calada da noite, meteram mãos à obra e conseguiram fazer esta calçada até à Portela. Mas não passaram daqui, quando não…levavam poucas!" Enquanto contava isto, pegava num dos extremos do cajado que lhe servia também de apoio às suas já débeis pernas e com uma força incontida ameaçava ainda hoje, no imaginário, "os do lado de lá". "Percebem agora porque se diz que foi feita pelo diabo numa noite?" Afinal o diabo toma a figura que lhe quisermos dar. Mas esta, por hábito, nunca passou de má, sinistra, inimiga, odiosa e sobretudo, a evitar! À margem desta Lenda, como justificação ou não, para a sua existência, constatamos a veracidade dos seguintes factos: A calçada romana existe realmente na "Portela"; O Museu da Vila de São Vicente da Beira, expõe imensos achados romanos nas suas vitrinas; Bem perto, existem calçadas romanas em Alcongosta, Alpedrinha e Castelo Novo; É verdade que "para o lado de cá", a encosta Norte, a mais "Guardada" da Gardunha, não existe qualquer calçada romana e desconhecemos achados romanos de interesse superior ou em quantidade a registar; Também nos ensinaram que Viriato estendia a sua acção bélica de guerrilha impeditiva do avanço dos romanos, para cá dos Montes Hermínios.

Deixo ainda algumas imagens marcantes no historial desta localidade







A Fachada principal da Igreja Matriz de Souto da Casa






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A Capela do Senhor da Saude em cujo terreiro eu já assisti a grandes festejos com missa campal, banda filarmónica, Bombos e muitas e diversas actividades ludicas








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Esta é uma imagem do Carvalhal com lindos exemplares de castanheiros






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Páginas que vos aconselho visitar sobre esta Aldeia Souto da Casa Abraço á GardunhaFundão turismo

sábado, 26 de dezembro de 2009

O Madeiro de Natal

O Natal passou, agora que venha o próximo.
No entanto como principio de rescaldo vou escrever algo sobre o MADEIRO
Tradição milenar, cujas origens remetem para primitivos cultos pagãos, de celebração do solstício de Inverno, com o acender de enormes fogueiras ao ar livre.
Em Bogas de Baixo o Madeiro continua a ser aceso na noite de 24 de Dezembro. Pelo menos é isso que penso dado que não assisto ao Natal em Bogas fico por isso á espera que alguem que tenha assistido ao atear do madeiro me envie algumas imagens
A fogueira é um cerimonial cristão, para aquecer o Menino-Jesus . Mas tem ainda outros rituais marcadamente populares.
Os mais genuínos e peculiares desses costumes vivem-se nos primeiros dias de Dezembro, quando os rapazes/homens procuram nas proximidades da povoação, grandes madeiros e raizes de arvores que transportam em tractores (antigamente eram carros de bois e inicialmente puxados pela força humana) para o adro da Igreja e no dia 24 á noite são postos a arder.
É uma festa colectivo com todos os habitantes a festejarem com enorme alarido e algazarra, com vinho e febras para assar para que a noite seja ainda mais confortavel
Há trabalho, festa, convívio, vinho, amizade...
Vive-se e cumpre-se, ainda e sempre, a tradição
Este ano gostei d e ver imagens na televisão do maior madeiro de Portugal. O madeiro d e Penamacor que irá arder consecutivamente até ao dia 6 de Janeiro Dia de Reis
Espero que em Bogas se tenha cumprido o ritual ainda que com menos aparato

Estas são as imagens do madeiro da nossa vizinha Vila d e Penamacor que tem por traz de si um historial que podem consultar nesta pagina

Esta é uma imagem da Fogueira de Natal em Reguengos d e Monsaraz. Até há quem diga que a maior mas só por brincadeira concerteza

sábado, 19 de dezembro de 2009

Ecos da nossa região

Nesta nova ordem de postagens onde pretendo dar a conhecer os usos e costumes de algumas freguesias e aldeias das nossas encostas da Gardunha, começo com a linda e remota freguesia de Aldeia Nova do Cabo no sopé da serra, vertente norte de onde se pode vislumbrar uma grande parte da região da Cova da Beira
muito conhecida entre nós pela sua boa gastronomia, destacando se a Chanfana e a Caldeirada de Borrego
Pelos seus grupos recreativos: Associação Recreativa e Cultural de Aldeia Nova do Cabo,

Banda União de Santa Cruz,
Banda de Cá,
Rancho Folclórico da Saudade,
Grupo de Bombos e Irmandade Nossa Senhora de ao Pé da Cruz.

Nossa Senhora do Pé da Cruz padroeira da localidade cuja festa se realiza normalmente no primeiro fim de semana de Maio
Mas uma outra festa se realizou este mês uma festa cosiderada pagã pela Igreja, Festa de Santa Beviana, realizou se no ultimo dia 2 de Dezembro, organizada pela sua Comissão e ainda pela Associação Cultural e Recreativa
O encontro deu se por volta das 19 horas no largo da Igreja. Depois houve uma grande variedade de animações tais como Prova de vinho caseiro, com a participação dos Corre Adegas, dos Toca sem Parar e dos Acordeonistas da Beira Baixa
Como não podia deixar de ser houve comes e bebes e a animação foi total com a participação de toda a população
Algumas imagens todas sobre Aldeia Nova do Cabo e nesta ultima podemos apreciar uma longa faixa da região da Cova da Beira destacando se Aldeia Nova e mesmo ao longe a Serra da Estrela ainda com neve no seu cume

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Há muitos anos

Photobucket
Há muitos anos atraz viveram nesta linda quinta perto de Bogas os membros desta familia que muito prezo

As minhas primas Lurdes e Olivia nasceram aqui e aqui viveram até ao casamento. Entretanto o tio António (falecido)para melhorar o nivel de vida emigrou para França, mais tarde as filhas e seus maridos optaram pelo mesmo caminho
A quinta do Fojo por esse motivo um pouco abandonada e infelizmente o que outrora era um local que dava gosto visitar passou a ficar cheio de silvas mato e as suas casas em completa degradação.
Mas imagens como esta são muitas no interior do nosso País

aqui podemos ver uma imagem da foz de bogas aqui mesmo junto ao Fojo onde a ribeira de Bogas se junta ao rio Zezere

esta postagem é uma pequena oferta á tia Emilia e ás primas Olivia e Lurdes

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Filhós á moda da minha terra

Hoje deu me para escrever sobre um produto que adoro
Desde muito pequeno que me recordo d e assistir á confecção das filhós de Natal pelos meus pais
Ultimamente deixaram de ser de Natal para serem de todos os dias que apeteça
Hoje em dia toda a gente sabe o que são filhós e como s e fazem. Mas não deixo por isso de vos informar como são feitas


Ingredientes:
20 g de fermento de padeiro
1 dl de leite
750 g de farinha de trigo
1 c. de chá de sal
8 ovos
1 dl de azeite
1 dl de aguardente bagaceira
azeite para fritar
300 g de mel
1 dl de água
açúcar fino q.b.
canela para polvilhar


Preparação:
Dissolve-se o fermento no leite morno e junta-se um pouco de farinha e o sal. Mistura-se de modo a obter uma massa branda.

Deixa-se repousar durante 15 minutos. Deita-se a massa num alguidar, adiciona-se um pouco de azeite e três ovos batidos.

Mistura-se tudo bem, batendo com a mão aberta. Depois, juntam-se o restante azeite, a aguardente e os ovos que restam, amassando, ou melhor, batendo a massa.

Esta deve ficar mais branda do que para o pão. Sendo necessário, adiciona-se um pouco de leite. Abafa-se a massa e deixa-se levedar durante 4 horas em local temperado.

Depois, põe-se o azeite no lume e com as molhadas em azeite tiram-se bocados de massa do tamanho aproximado de um ovo, estica-se a massa numa rodela o mais fina possível, fazendo-lhe buracos com as pontas dos dedos.

Introduz-se os filhós no azeite e, com um garfo comprido, força-se a manter a forma para os lados, esticando-a, pois a sua tendência será de crescer para cima.

Depois de loura dos dois lados, põe-se a escorrer sobre papel absorvente. Isto deve ser feito com muita cautela, pois as filhós apresentam-se finas e esburacadas.

Frita toda a massa, deita-se o mel com a água num tacho e deixa-se levantar fervura.

Reduz-se o calor e, com ajuda de 2 garfos compridos, passam-se as filhós pela a calda, ao mesmo tempo que se vão introduzindo em travessas ou panelas e polvilhando com açúcar e canela.

Pode omitir-se a calda. Ao contrário do que acontece habitualmente com os fritos, estas filhós ficam mais tenras à medida que os dias passam.
Por acaso são servidos?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Haja alegria

Nesta quadra Natalicia , nada melhor que um pequeno vídeo da Cissa Dias para alegrar a malta
Pois aí vai uma bela recordação da alegria que Bogas transmite em dia de festa

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Festival da Tibórnia no Fundão

Continua o Festival da Tibórnia no Fundão
Pratos especiais regados com azeite da Cova da Beira


Treze restaurantes do concelho do Fundão estão a servir até 15 de Dezembro, pratos especiais regados com azeite da Cova da Beira, no âmbito do 6.º Festival da Tibórnia.

O pão e o azeite são os ingredientes base de uma tibórnia, mas o festival vai acrescentar-lhe muitos mais.

Tibórnia tradicional de enchidos, tibórnia de polvo, lombinho de porco preto em crosta de broa de milho e azeite ou filhó de azeite com frutos silvestre, são algumas das especialidades que vão constar das ementas.

Os restaurantes aderentes deverão utilizar na preparação das tibórnias pelo menos duas qualidades de azeite da Cova da Beira e duas denominações de origem, com o objectivo de promover as marcas locais.
A iniciativa é organizada pela empresa municipal Fundão Turismo e pela Confraria do Azeite da Cova da Beira, em parceria com as unidades de restauração do concelho.

Paralelamente ao Festival da Tibórnia, a Fundão Turismo propõe ainda um passeio, disponível mediante marcação nos hotéis do concelho e na Fundão Turismo. Do programa fazem parte visitas guiadas a Alpedrinha e à Aldeia Histórica de Castelo Novo.

O passeio inclui provas de produtos tradicionais, visita a um lagar tradicional, colheita de azeitona num olival e almoço num dos restaurantes aderentes.

As ementas dos restaurantes aderentes estão disponíveis em www.fundaoturismo.pt.

06-12-2009 Lusa

domingo, 6 de dezembro de 2009

Espírito de Natal


O VERDADEIRO SENTIDO DE NATAL


Neste natal quero levar pelo destino da inocência e o amor de uma noite.

Neste natal,quero esquecer a dor da fome que se esconde nas esquinas da vida...

Neste natal não quero promessa,quero o milagre da solidariedade e o amem da oração...

Neste natal quero a lembrança da paz ,o caminho da esperança e a fartura do amor...

Neste natal quero a paz de cristo e a serenidadede Maria, que chora pela humanidade...

Neste natal, quero o sentimento da noite e não o ritual da fartura, não quero a dor
de um animal na mesa mas a confraternização do nascimento do amor...

Neste natal quero esquecer o mundo e o orar pelo universo para alimentar o vazio do sofrimento...

Neste natal, quero a diferença social unida pela esperança, esquecendo o egoísmo da falta de afecto que toma contada sociedade...

Neste natal, quero buscar um motivo para sorrir, enquanto muitos choram a dor da perda, de uma guerra cruel e fria...

Neste natal quero a felicidade espalhando se nos asilos esquecidos pelo desprezo da vida quero o alimento para quem tem fome sem direito a um natal...

FELIZ NATAL

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O meu Natal



Herdeiro dos olhos azuis e luminosos do meu pai e do avô paterno, ficou me da infância, o amor á familia, aos amigos e ás minhas raizes

Nasci e cresci neste lugar onde há manhãs orvalhadas, onde há pinheiros, salgueiros, muitas aves que no meio das oliveiras me encantavam com o seu chilrear
Tinha uma horta á beira da ribeira, onde havia peixes e as rãs se faziam ouvir durante a noite.
Este lugar foi o primeiro universo que conheci, que vi mais tarde não ser de todos nesse tempo.
Hoje vivo numa cidade mais ou menos populosa, onde ha de tudo o que a gente nescessita, mas a terra natal vive sempre dentro de mim.
Por isso este é o meu conto de natal

Para todos os meus familiares, os meus amigos os meus conterraneos e para todo o mundo envio os meus votos de um Natal cheio de paz alegria e saude, depois disto todo o resto virá por acréscimo

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Restauração da Independencia Nacional


Hoje dia 1º de Dezembro assinala-se a restauração da Independência de Portugal. Falecido o cardeal-rei D. Henrique, em 1580, sem ter designado um sucessor, Filipe II de Espanha, neto do rei português D. Manuel I. Invadiu Portugal e submeteu-o a 60 anos de domínio. Foram três os reis espanhóis que governaram Portugal entre 1580 e 1640 – Filipe I, Filipe II e Filipe III.
A capital do Império passou a ser Madrid e Portugal foi governado como uma Província espanhola.
Como é natural, os portugueses viviam descontentes e compreendiam que só uma revolução bem organizada lhes poderia trazer a libertação.
Assim, no dia 1 de Dezembro de 1640, um grupo de 40 fidalgos dirigiu-se ao Paço da Ribeira onde estavam a Duquesa de Mântua, regente de Portugal, e o seu Secretário, Miguel de Vasconcelos.
A Duquesa foi presa e o Secretário morto. Foi assim que Portugal recuperou a sua independência, sendo D. João IV,. Duque de Bragança, aclamado rei, com o cognome de "O Restaurador".

Por isso como é habito todos os anos pontualmente á meia noite do dia 30 de Novembro, reune se uma multidão no largo dos Paços do Concelho do Fundão partindo daí numa arruada pelas ruas do Fundão cantando o hino da restauração sempre acompanhados por uma Banda Filarmónica que este ano segundo o que pude saber é a Banda da Peroviseu


Portugueses, celebremos
O dia da Redenção.
Em que valentes Guerreiros
Nos deram, livre, a Nação.

A Fé dos Campos d’Ourique,
Coragem deu, e Valor,
aos Famosos de Quarenta,
que lutaram com Ardor.

P’rá frente! P’rá frente!
Repetir saberemos
As proezas portuguesas.

Avante! Avante!
É a voz que soará triunfal.
Vá avante, Mocidade de Portugal

sábado, 28 de novembro de 2009

Teatro Amador

Noticia retirada do Site Centro de Portugal
è para mim uma espécie de obrigação divulgar estas noticias pelo seu cariz cultural numa área que já nos habituámos a ver distante da nossa região da nossa terra

28/11 a 20/12 - Festival de TeatrAmador 2009

Começa portanto hoje e estende se até dia 20 do próximo mês este festival de Teatro Amador no nosso visinho concelho de Idanha a Nova
Clique na imagem para ver a programação

Começa hoje o Festival de TeatrAmador 2009, organizado pela Associação de Juventude de Idanha-a-Nova - AJIDANHA. Não perca!

domingo, 22 de novembro de 2009

Os Mordomos para 2010

Photobucket

Já mostrei noutra potagem anterior as listas de mordomos para as festas de Nossa Senhora das Dores e Jesus Adolescente
Hoje repito a publicação da lista da festa de Nossa Senhora das Dores apenas para por uma questão aos membros desta lista
Por acaso não vos irá fazer falta as mãos femininas na ajuda a levar este evento para a frente ainda com mais vistosidade?
Será que em Bogas não haveria raparigas que estivessem á espera de ser convidadas?
A comissão a Jesus Adolescente não deixaram essa hipótese por mãos alheias e vai disto lá teem duas moças a fazer lhes companhia e a prestar a ajuda nescessária

Se calhar Nossa Senhora das Dores iria gostar de ver alguem do sexo femenino a atratar da sua festa.... digo eu... não sei

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O Direito á indignação


Não podia deixar de expressar alguma indignação pelo que se passa na Camara do Fundão
Li na imprensa que o Presidente da Camara nomeou todos os eleitos do seu partido como vereadores a tempo inteiro
Ou melhor 3 a tempo inteiro e 1 a meio tempo
Quando a lei permite ao Fundão apenas 2 vereadores a tempo inteiro
porque é da lei e do sistema político português, que define como máximo o limite de 2 vereadores a tempo inteiro. O limite máximo está na lei definido para os concelhos com 20.000 a 100.000 eleitores, sendo que o concelho do Fundão tem cerca de 30.000.

Felizmente que o PSD não conseguiu eleger mais vereadores se não lá teriamos a camara com um presidenrte um vice presidente e mais 5 veradores a tempo inteitro
e quem paga estes salários? que por sinal não são assim tão baixos? (são, no mínimo, mais € 75.000,00 anuais que o Município poderia canalizar para a criação de meia dúzia de empregos e o apoio à acção social, duas prioridades máximas do concelho.)

Quem vai pagar é o Zé Povinho
Embora esse mesmo Zé povinho tenha votado em massa para que esta situação aconteça, mas há os inocentes, aqueles que não queriam este despesismo e teem que pagar pela mesma moeda


Na primeira reunião da camara o vereador Socialista Leal Salvado, fez ver ao Presidente esta situação que a lei nem sequer permite mas quem pod e manda e neste caso quem manda é o presidente nem que para isso tenha que deturpar a lei

Manuel Frexes respondeu que o limite de 2 vereadores é o limite mínimo e concluiu afirmando que a designação dos vereadores a tempo inteiro é uma prerrogativa do presidente.

Leal Salvado desmentiu o presidente lendo o texto da lei, que dispõe 2 vereadores como limite máximo. Corrigiu o presidente, novamente em presença do texto da lei, lembrando que a competência para aumentar o limite máximo de vereadores (em casos excepcionais) é da Câmara Municipal e não do seu presidente.

Pressupondo que os vereadores a tempo inteiro seriam o nº 2 Paulo Fernandes e o nº 3 Alcina Cerdeira, Leal Salvado dirigiu-se aos vereadores Miguel Gavinhos e Jorge Garcês, exortando-os a dedicarem-se ao concelho sem a necessidade de serem remunerados extraordinariamente – uma vez que o vereador Miguel é funcionário da Câmara Municipal e o vereador Jorge está em vias de exercer profissão liberal, o que lhes permite acompanhar de perto os assuntos do Município.

Miguel Gavinhos respondeu que o Município não gastará mais com a sua remuneração de vereador, porque já faz actualmente a despesa com o seu vencimento de funcionário. Perguntado por Leal Salvado se o lugar que actualmente ocupa será extinto, o vereador Gavinhos não respondeu.

Enfrentando Leal Salvado, o presidente afirmou: “se quiser discutir questões legais, agora vamos entrar na votação”. E assim foi: a proposta de presidente mais 4 vereadores em permanência foi posta a votação – e aprovada com os votos favoráveis dos vereadores do PSD e o voto contra dos eleitos pelo
noticia tirada de Fundão Sempre

domingo, 15 de novembro de 2009

Ordem do dia

Casas Temáticas revelam modos de vida do pinhal interior
Cogumelos, mel e linho são produtos que têm marcado a vida das gentes da Beira Interior, da florestal de pinhal.
Na zona das Aldeias do Xisto, antigas casas deram lugar a espaços de conhecimento, relacionados com cada modo de vida.
A Associação de Desenvolvimento Local Pinus Verde empreendeu o projecto bem acolhido pelas populações.
Casas Temáticas com vida, onde o visitante conhece e experimenta tocar bombos, tecer o linho, colher cogumelos e fazer mel.
Sara Pelicano
quarta-feira, 9 de Setembro de 2009




A este propósito conversei há dias com um amigo e conterraneo que tambem ele como qualquer um de nós está interessado no progresso da nossa aldeia Bogas de Baixo
João Gama
Agora estou agarrado a assuntos da Pinus Verde
Luis
Isso é uma das coisas que me interessa discutir,
por ser uma associação que se interessa pelo desenvolvimento da nossa vida rural
Aliás já em tempos escrevi sobre a Pinus Verde
João Gama
Tem efctivamente muito trabalho desenvolvido no território
Mas afastou-se
Neste momento estamos à procura de soluções para voltar ao território
As aldeias do xisto foram o projecto que nos afastaram do território e que tornou a nossa estrutura demasiado pesada
Luis
Espero que continuem a zelar pelo bem estar da nossa região
No que diz respeito ás aldeias de xisto sempre achei Bogas muito votada ao esquecimento
João Gama
Neste momento a ADXISTUR tomou conta das aldeias do xisto e nós estamos a ver se nos concentramos, novamente na floresta, e nos seus usos multiplos, que empreguem as pessoas da região.
Bogas Baixo foi completamente esquecida das aldeias do xisto
Luis
Acho que tinha algo mais para a projectar a par das terras vizinhas
João Gama
em parte porque as pessoas que têm influência nas decisões não concordaram com os projectos definidos para a nossa freguesia
No entanto as oportunidades continuam lá
Luis
e eu acho que se deviam aproveitar
não é só construir casas bonitas para estarem o ano inteiro desabitadas
há outras coisas interessantes para projectar uma aldeia e fazer com que ela apareça no mapa das terras em desenvolvimento
João Gama
Temos que repensar a floresta, repovoar os campos com gado caprino, claro que em moldes diferentes dos empregues há 20 ou 30 anos, temos que rentabilizar a apicultura. A freguesia de Bogas Baixo ainda tem poucos eucliptos que desvirtuem o mel, etc, etc

Luis
Caro João ficamos hoje por aqui, mas estes assuntos teem pano para mangas. Pelo que conto em breve voltar ao tema e escrever mais sobre as potencialidades da nossa terra

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Festas de Verão para 2010

AS festas de verão em Bogas de Baixo em Louvor de Nossa Senhora das Dores e de Jesus Adolescente, já teem mordomos para o proximo ano (2010)
Assim sendo esperemos que estes elementos comecem já a planear uns festejos de luz cor e devertimento para as gentes da nossa terra e seus visitantes
Acho que estas comissões já instaladas, podiam fazer com que muita gente começasse já a oferecer alguns valores para ajudar a trazer a Bogas um artista de renome capaz de atrair á nossa Aldeia muita gente das redondezas
Já pensaram nisso?





terça-feira, 10 de novembro de 2009

Dia de São Martinho


A festa de São Martinho é ainda o simbolo das ruralidades
Pois o S Martinho consagra o final do amanho das terras e das colheitas
Embora o Mundo rural de hoje já não seja igual ao de antigamente, ainda assim o São Martinho veio para ficar e ficou mesmo.
O S Martinho é altura para se confarternizar nas adegas á volta do vinho e da agua pé, acompanhados de saborosas castanhas assadas
Há ainda hoje quem fale muito do Verão de S Martinho.
Há quem repita vezes sem conta o dito popular No dia de S Martinho vai á adega e prova o vinho.
Mas o S Martinho está ainda associado á matança do porco
Antigamente quando cá na aldeia ainda havia a matança do porco, era normalmente feita por alturas do S Martinho.
Hoje essa tradição não existe mais
Acabaram com a festa da matança do porco
Aqui em Bogas as castanhas de S Martinho estão tambem associadas à Junta de Freguesia que tem por habito antecipar a festa para o dia 1 de Novembro realizando o seu magusto comunitário, como aconteceu no passado dia 1 por sinal com muita participação popular

domingo, 8 de novembro de 2009

Artes antigas

Tempos que passaram,
costumes que perduram
e imagens que nos fazem recordar o que d'antes era normal e hoje nos causam admiração e nostalgia

Imagens como esta era normal vermos em Bogas de Baixo , quando o Ti Zé Ferreiro se dedicava a ferrar os animais de lavoura
primeiro num troco existente aí nas oliveiras e mais tarde na sua propria oficina
Esta é me particularmente grata, porque me faz lembrar os momentos que eu passava junto do ti Manuel Belchior a fabricar o meu Pião no seu velho torno
Esta recorda me a loja do Sr Anibal onde havia de tudo o que a população de uma aldeia como Bogas normalmente nescessitava.
Além de gostar de o ouvir ali nas horas vagas a tirar do seu Bombardino, os sons melodiosos para construir mais uma nova partitura que depois ia ensaiar na nossa banda Filarmónica onde eu tambem me incluia
Aqui lembra me uma qualquer mulher da nossa aldeia a confecionar a saborosa broa enquanto o forno acabava de aquecer
Para fechar com chave de ouro este emaranhado de recordações, lembra me esta imagem, homens como o ti Zé Maria, o ti Antonio Sapateiro, o ti Leôncio, o ti Sebastião e por ultimo o Américo, quando ainda havia tanto sapateiro em Bogas de Baixo e vi os todos trabalhar diariamente
Enfim tempos que vão e não voltam

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A nossa região em foco


Artes e Sabores da Maúnça
Na nossa vizinha aldeia do AÇOR que faz parte da freguesia do Castelejo,vai realizar se este fim de semana mais um grande evento. Á semelhança dos anos anteriores,nas artes e sabores da MAÚNÇA,vão poder saborear todas as iguarias que nesta aldeia tão bem sabem confeccionar. Já assisti a esta festa e garanto que é do melhor que já vi na zona
Este ano ainda para mais facilidade de deslocação, vão haver transportes gratuitos de e para o Fundão, com partidas da avenida da Liberdade entre as 16 e a meia noite para o Açor, com regresso entre as 17 e 1 da manhã, isto no dia 7 sábado. No domingo haverá transporte entre as 11 e as 19 horas para o Açor e entre as 12 e as 20 para regressar. Este ano está tambem integrado neste evento o Passeio pedestre Rota dos Castanheiros Centenários. Este passeio é no sentido de dar a conhecer aos seus participantes, o maior couto de castanheiros centenários da Cova da Beira.
inseridos numa paisagem de sonho nas abas da serra da Gardunha


Nas tasquinhas da Maúnça vão poder apreciar o sabor do coelho no azeite, os maranhos, o cabrito assadao, o feijão com couves acompanhado de carnes salgadas e enchidos, e ainda a saborosa e ancestral chanfana.
Poderão estes maravilhosos petiscos serem acompanhados com o bom pão e vinho caseiros do Açor

Tudo isto a culminar com um magestoso Magusto onde toda a gente pode e deve participar

Tambem na nossa vizinha vila de Oleiros haverá a Feira do Medronho e da Castanha
Pelo terceiro ano consecutivo o Municipio de Oleiros promove entre o dia 7 e 15 de Novembro a mostra de dois produtos emblemáticos da nossa região. O Medronho e a castanha. Podem contar os seus visitantes durante estes dias, com mais uma série de actividades pedagógicas destacando se a III maratona de BTT Rota do Medronho e a III mostra gastronómica do Medronho e da Castanha

É com eventos deste género que a nossa região, que estando meio esquecida neste emaranhado de montes e vales pode mostrar ao mundo como temos o previlégio de habitar ainda assim num paraíso na terra