quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Pão por Deus

Eu ainda me lembro que no dia de Todos os Santos de manhã bem cedo saíamos para a rua para pedir o “Pão por Deus”. Pasavamos a manhã inteira na pedinchice e ao fim da manhã regressavamos de saco cheio

com fruta, bolachas, doces, rebuçados e chocolates, nozes e castanhas, sabores que nos diliciavam verdadeiramente. ‘As vezes até dinheiro nos davam, embora fossem apenas tostões para comprarmos cromos de jogadores de futebol e colar em cadernetas próprias para o efeito.



SABORES DE S. MARTINHO


No dia de S. Martinho vai á adega e prova o vinho esta frase que vem sendo apregoada através dos tempos,, sempre por esta altura, tem a ver tambem com os magustos por ser tambem nesta altura a apanha da castanha.
As castanhas não podem faltar nesta altura, quer sejam cozidas, fritas ou assadas e acompanhadas duma boa agua pé e até de optima geropiga,

bebida com algum teor de alcool que as senhoras adoram e os homens não rejeitam. È um optimo menu para um dia que se quer bem divertido com musica á mistura

No dia de S Martinho, as castanhas esse nutritivo e apetitoso alimento não devem faltar na sua ementa desse dia



Quando era mais pequeno ouvia dizer aos mais antigos que o Verão se S Martinho, estava ligado a uma lenda que dizia que um soldado romano ao passar a cavalo por um mendigo quase nu, não tendo nada para lhe dar e como estava um dia chuvoso cortou a sua capa ao meio e ofereceu metade para que o mendigo se embrulhasse e agasalhasse. Nesse momento parou de chover e apareceu o sol
. Daí vem a expressão Verão de S. Martinho
Quando se fala de magustos seria imperdoável não falar da agua pé Esta bebida aloolica de baixo teor de alcool resulta da mistura de agua ao bagaço das uvas .depois de retirado o vinho, é ideal para beber com castanhas assadas.
E não devemos confundir agua pé com geropiga. A geropiga tem mais teor alcoolico e é adocicada e fabricada com o mosto do vinho e uma porção de aguardente podendo ter mais ou menos alcool dependendo do gosto de quem a fabrica
Qualquer das duas bebidas são de fabrico caseiro e lembro me que antes era muito mais produzida e procurada do que nos tempos que correm
Ainda assim a tradição ainda não morreu e ainda bem

Anualmente é tardição celebrar se em Bogas de Baixo, aliás como em muitas outras aldeias , o magusto comunitario que reune uma grande parte do povo da freguesia e anexas. Não tenho participado em nenhum por incapacidade de deslocação, mas pelo que me contam, este evento é rotativo, pelo que em cada ano que passa será uma da anexas ou a propria sede de freguesia a Anfitriã deste evento.
O ano passado pelo que sei realizou se na Ladeira e ultrapassou as expectativas da Junta de Freguesia.

Façamos votos para que este ano seja ainda mais participado do que no anterior
E que haja alguém que tendo feito parte deste evento nos conte algo para publicar mos no Blogue, de forma que os nossos conterraneos que tal como eu vivem longe da sua terra natal, Bogas de Baixo, fiquem tambem eles conhecedores do que de bom se passa na nossa terra
Será pedir muito?

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A partir de Faro

Dia do Exército





Mais de um milhar de militares estiveram no passado Domingo concentrados na baixa de Faro, numa cerimónia que encerrou com as comemorações do dia nacional do Exécito.

O ponto alto destas comemorações, que este ano se realizaram na capital algarvia,foi, ás 11 e 30 Uma parada militar com mais de 1200 militares das varias armas do exército e tambem da vertente do ensino militar que terminou com uma missa na Sé Catedral de Faro, seguida de uma salva de artilharia.


Nos locais onde desde Quinta Feira o Exército se estabeleceu aqui na cidade de Faro, tais como a Pontinha ou o Jardim Manuel Bivar (Docas) estavam patentes várias exposições sobre as capacidades, meios e materiais, não esquecendo uma torre de rapel que foi a diversão preferida pelos mais jovens.
Todos os materiais e exposições estiveram abertos ao publico civil,

tendo muita gente ficado com recordações de fotos tiradas nos carros de combate e não só.


Os mais visitados foram dois carros de combate Leopard um novo reforço para o nosso Exército

Esta postagem tem um motivo para existir, como a maioria dos meus leitores deve saber eu sendo um Boguense de gema um Boguense de alma e coração, vivo em Faro na capital do Algarve e não podia deixar passar este evento sem partilha lo convosco


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sábado, 25 de outubro de 2008

Memórias

Esta madrugada muda a hora, o que quer dizer que entramos na hora de inverno.
Os dias começam a ficar mais curtos especialmente porque se faz noite mais cedo
Baseado nas conversas do tio Ambrósio com o Carlos, lembrei me dos serões na minha aldeia nos tempos da minha juventude


Aproxima se o inverno






O Inverno, sempre rigoroso, com chuvas abundantes e de temperaturas muito baixas, era o tempo dos serões passados à lareira, ao calor aconchegante da fogueira que crepitava na pedra do chão.

As noites eram compridas, os aparelhos de televisão e radio eram ainda muito raros,que nem todas sa familias tinham.
O tempo era de convivio entre familiares e amigos muitos deles inesquecíveis.
E depois, para executar os trabalhos agrícolas no inverno, não exigiam a nescessidade de madrugar, de maneira que toda a família, terminada a ceia, fazia as rezas em louvor das mais diversas intenções, designadamente pelos que navegam no mar, pelo fim da fome, da peste e da guerra, pelas almas do purgatório para que transitem para o Céu, por todos os familiares,que já não estão entre nós, pelas intenções dos vizinhos,muitas vezes rezavam se as Contas, que para os que não sabem tratava se de rezar o terço

Juntavam se então alguns vizinhos e jogavam se as cartas, bebia se um copito que alguem ia buscar a adega trazendo um jarro de vinho acabado de sair do pipo.
comia se uma ou duas castanhas que estavam a assar no pucaro de barro por cima das brazas da larada
Ou ainda um bocado de presunto ou chouriça que continuavam penduradas nas canas dispostas no tecto mesmo por cima do local onde o lume ardia. Era assim que se secava o fumeiro


Na altura a igreja destribuia gratuitamente o jornal O AMIGO DO POVO
Toda a gente apreciava, de modo particular, uma das secções deste jornal que no Inverno se denominava “Ao calor da fogueira” e no verão mudava o título para “À sombra do castanheiro” onde os diálogos se sucediam, bem construídos e numa linguagem simples e directa, entre o Tio Ambrósio, ancião de vasta sabedoria, e o jovem Carlos, ávido de conhecer as coisas da vida, sempre com elevado sentido construtivo e pedagógico, encantando leitores e ouvintes.
Eram animados estes velhos serões na aldeia que, num clima de amizade fraterna, tornavam menos difíceis de passar as longas noites de Inverno.




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terça-feira, 21 de outubro de 2008

Sobre a flora da nossa aldeia



Concerteza que em muitas outras regiões do País poderemos defrutar das mesmas arvores que existem á beira de Bogas.
Mas hoje vou falar da nossa floresta
Especialmente do pinheiro e do ervedeiro, uma companhia constante que usufruimos na nossa serra, pelas nossa veredas e caminhos ao redor da nossa aldeia .
A maior parte dos matos e pinheiros manteem se verdes todo o ano apesar dos incendios que teem assolado a nossa região
O pinheiro é uma arvore que geralmente nasce bravio sem que ninguem o plante, mas continua a ser uma arvore que para alem da riqueza monetária que dá aos seus proprietarios, é tambem uma riqueza ambiental na purificação do ar que respiramos. Como as imagens demonstram aqui predomina o pinheiro bravo, arvore valiosissima que nenhuma outra resinosa pode substituir.


Do pinheiro bravo muito teriamos para contar, mas haverá pessoal muito mais qualificado para o fazer.

O Ervedeiro



Pequenas arvores que podem chegar aos 12 metros de altura,de troncos acastanhados com casca que se desprende em lascas ou tiras. De folhas grossas e muito resistentes manteem todo o ano o seu verde vivo.
O fruto de ervedeiro (Medronho) nasce verde passando a amarelo e depois acaba em vermelho escuro.


è um fruto comestivel que depois de fermentado é destilado produzindo uma aguardente muito procurada e apreciada.
O ervedeiro cresce no meio dos pinhais, dos matos e á beira dos bosques. Mas pode ser tambem uma arvore para embelezar o jardim. Por exemplo o meu irmão Pedro , tem no seu jardim um ervedeiro imponente e de qualidade.


Na nossa região são abundantes os ervedeiros de pequeno porte que para alem do fruto ,lembro me ainda de antigamente o meu pai aproveitar as suas raizes e troncos mais volumosos para fazer carvão e brazas para serem utilizados no aquecimento doméstico




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sábado, 18 de outubro de 2008

Memórias


Pequenos nichos á beira dos caminhos

Vulgarmente chamados "alminhas"

As “alminhas”, pequenos e singelos nichos incrustados numa simples parede ou mesmo construidos em pedra e cimento, anteriormente em pedra e barro,à beira dos caminhos ou nas suas encruzilhadas, eram símbolos tradicionais da piedade religiosa das gentes da nossa terra e muitas vezes mandados construir para pagar qualquer dadida d e Deus a algum familiar, ou ainda para assinalar qualquer evento que tenha acontecido no local. No interior dessas pequenas construções, enquadrado por pinturas caseiras já gastas pelo tempo, que figuravam o sofrimento das almas que penam no purgatório, uma inscrição convidava a uma pequena reza por sua intenção, pois não tendo ganho o céu em vida, o destino condenou as às penas do purgatório, de onde se libertarão, um dia, através das orações dos fiéis que ainda permanecemos cá em baixo

As “alminhas” eram humildes memórias de piedade e de grande valor cultural e etnográfico, o seu abandono conduziu ao desaparecimento dum sinal da fé dos nossos antepassados, ninguém ficava indiferente, ao passar por elas, sem que respeitosamente se descobrisse, parasse um momento e rezasse uma breve oração pelas almas do purgatório.
na nossa terra há até um local a que chamava mos ás alminhas que foi onde eu nasci segundo me contam
Outras havia a caminho do Maxial ,a caminho do Urgeiro em muitos locais em redor da nossa aldeia







Dia de todos os santos




Aproxima se o dia 1 de Novembro dia de Santos, na minha
aldeia o respeito que sentiamos pelas
pessoas que morriam era e continua a ser carateristico
tanto das gentes da minha aldeia bem
como de outras aldeias vizinhas
O sino tocava compassadamente fazendo nos sentir a tristeza
com os sinais que alguem deixava o mundo dos vivos.
Hoje depositam se os corpos numa capela onde as pessoas
ficam até por volta da meia noite em camara ardente seguindo
depois cada um para suas casas
Antigamente na nossa terra o defundo ficava dentro da urna na sala
principal da habitação, onde eram permanetemente dia
e noite acompanhados por familiares vizinhos e amigos e ás vezes
eram esses defuntos que depois de partirem, conseguiam que muitos
esquecessem zangas antigas, para viverem fraternalmente os ultimos momentos do
seu ente querido, vizinho e amigo antes de descer á terra.
Ofereciam lamparinas de azeite que depositavam numa mesa da sala, acesas,
como simbolo de homenagem ao falecido e um profundo respeito pela morte
Os funerais e as missas de corpo presente eram sempre muito participados
Os acompanhamentos com varias paragens durante o percurso para que se
ouvissem os responsos e se rezasse pelas alma do defunto e de todos em geral.
Lembro me do meu avô Antonio Agostinho se prestar muitissimas vezes a ser ele
quem rezava os responsos. Estas cerimónias contavam sempre com imensa gente vinda
expressamente das freguesias e aldeias vizinhas quase sempre a pé, de burro ou cavalo
Os santos oficios da igreja eram na altura todos ditos e cantados em latim .
No dia seguinte ao dia de todos os santos ou seja dia 2 de novembro,
após assistir á missa toda a gente se dirigia ao cemiterio onde todos
rezavam em conjunto para depois cada um se dirigir ás campas de
cada um dos familiares onde rezavam particularmente e depositavam
flores
A tradição da visita cemitério continua quase igual
Por isso dia 1 e 2 de novembro vamos deslocar nos ao cemitério e rezar
pelos nossos familiares e amigos ja desaparecidos
e encham os cemitérios de flores


O Dia dos fiéis defuntos, Dia dos mortos ou Dia de finados é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de Novembro, logo a seguir ao dia de Todos-os-Santos.

Desde o século II, os cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade de Cluny, santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos.




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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Apontamentos sobre a nossa antiga filarmónica

BREVES APONTAMENTOS SOBRE A FILARMONICA BOGUENSE


A Filarmónica Boguense começou a ser fundada por volta de 1915,tendo como seu fundador o Padre José Maria Lopes Nogueira que então paroquiava as Freguesias de Bogas de Baixo e Janeiro de Cima.

Muito conhecedor e entusiasta da arte musical, o Padre Zé Maria, a partir de um grupo de bombos, característico da nossa beira e que davam voltas à aldeia (Parece que se juntavam no cabeço do moinho de vento) desafiou-os e com outros homens e rapazes da aldeia começou a incutir-lhes os conhecimentos básicos para a formação da Filarmónica. Os ensaios eram no sótão da casa do Sr. João Martins.

Foram adquiridos com muitas dificuldades económicas, os instrumentos necessários para que esta pudesse vir a actuar, o que, passados cerca de dois anos, aconteceu, começando, com bastante brilho, a actuar em festas e romarias levando o nome da nossa terra, bem longe.

Para os ensinar a marchar convenientemente, levava-os até ao local conhecido por “relveiro” e era aí que os ensinava, comentando ao mesmo tempo: “isto é que é uma música, isto é que é uma música!!!)

A dedicação do Padre Zé Maria à Filarmónica, era de tal modo fervorosa, que ele, para além de a reger, fazia questão que esta actuasse nos mais variados actos Litúrgicos na nossa aldeia, independentemente de haver Festa ou não.

Assim, no mês de Maio, celebrava o chamado Mês de Maria, com a participação da Filarmónica que se encontrava no coro da Igreja. O seu entusiasmo era tão grande que, nos intervalos da reza, se deslocava do altar ao coro da Igreja, onde em conjunto, tocava brilhantemente, violino.

Naquele tempo todo o povo vibrava e enchia a Igreja de rosas, o que dava a esta, um perfume e uma beleza inesquecíveis.

O Padre Zé Maria, acompanhou a Filarmónica até cerca de 1924,data em que deixou de paroquiar a Freguesia, passando esta a ser regida por um filho da terra, Aníbal Gama, até ao ano de 1956, data em que outro filho da terra, João Dias das Neves, passou a ocupar a sua regência.

Por volta do ano de 1962, devido à emigração de quase todos os componentes da Filarmónica, esta começou a declinar, até à sua completa extinção na década de 70,para grande desgosto, não só da população de Bogas de Baixo, como de todos os povos por onde ela actuou e deixou muitas e boas recordações.


este texto foi me gentilmente cedido pelo nosso amigo e conterraneo João Dias das Neves que muito contribuiu para que a banda elevasse a sua categoria aquando da sua regencia


para ele os meus agradecimentos





nesta foto muito antiga podemos ver os seguintes musicos que na época dos nossos avós faziam parte dela,
começando pela fila mais á rectaguarda e da esq. para a direita:
Ti zé maria, julio Fernandes,,joaquim d. gama, aníbal gama, joaquim gomes, manuel belchior,manuel fernandes, manuel francisco, júlio d gama, abel roque, antónio marques(sapateiro), joão d'ascensão, josé martins, ( ? )
na fila do meio da direita para a esq.: artur simão, manuel alves, luís simão, júlio fernandes, joaquim francisco, manuel simão, sebastião marques, manuel antónio, manuel gomes.
À frente: sebastião simão.





Nesta agora ja bastante mais moderna, e é nesta fase da banda que eu me lembro de ter feito tambem parte dela, podemos já reconhecer muita gente alguns ainda entre nós outros que já partiram

Lembro me de uma passagem numa festa que fomos abrilhantar ao Estreito e ter ido almoçar a casa de um dos mordomos com o ti Zé Maria e durante o almoço o Ti Zé estava a saborear com apetite aquela gostosa carne assada em forno de lenha, e diz lhe a senhora da casa: oh sr Zé coma tambem batatas, ao que o ti Zé responde com grande avontade, não se incomode minha senhora que a carne também é boa
Numa outra altura que não se passou no meu tempo mas contaram me que ia a banda a tocar uma marcha religiosa numa procissão e que de repente passaram a tocar uma valsa
Ainda uma outra vez isto comigo no elenco em Bogas de Cima estavamos a abrilhantar o arraial e a meio de uma musica fomos todos ao charco
a banda calou se
dirigia nesse dia a banda o Carlos Gama
Segundo o nosso amigo e conterraneo João das Neves que como todos sabem dirigiu e muito bem a nossa banda durante anos, a banda começou a descair por volta de 1962 mas segundo alguns testemunhos ela só acabou definitivamente por volta de 1970 conforme dados que vos descrevo a seguir:

Luis
a banda foi fundada em 1915
e acabou em 1962
José
não sabia que era tão velha, mas olha que acabou bem mais tarde, não foi em 1962 não
Luis says:
eu realmente nessa altura não vivia em bogas por isso não posso afirmar
José
em 1962 tinha eu 2 anos e eu conheci muito bem a banda, eu andei la um pouco de tempo tinha eu 16 anos e ela tinha acabado uns anitos antes, eu depois andei com o Alfredo Gama nessa altura:
assim seria, que tivesse continuado com menos elementos depois disso, concordo,mas acabou muito mais tarde
eu fui muita vez aos ensaios com o meu pai
Luis
e nessa altura quem dirigia era o sr. Alfredo Gama ?
José
não,... era ainda o João das Neves, até quando eu la andei foramos-lhe pedir para ele ser o nosso maestro( até fui eu que la fui falar com ele porque me dava muito bem com ele), e ele disse que não, lembro-me como se fosse hoje, e então por isso depois é que o Alfredo Gama pegou nisso e digo-te que mesmo apesar do pouco tempo que la andei ainda aprendi um pouquinho, depois vim para França também
e tive que parar por esse motivo, eu vim para França o dia 4 de março 1976
Luis
eu por acaso estou arecordar me que ele abandonou a banda e foi o sr Anibal que voltou a pegar nela e lembro me do Carlos Gama nessa altura ter dirigido a banda uns dias
Até me lembro daquela passagem em Bogas d e Cima em que a banda se foi abaixo a tocar uma musica na altura em voga chamada lisboa antiga
o carlos tinha trazido as partituras dessa musica e tambem do Regresso e queria que nós as tocassemos. Só que não era facil e alguns dos nossos melhores executantes tocavam quase só de ouvido
foi um desastre
José
a banda mesmo com menos elementos deve ter acabado a partir de 1970
mas olha que foi nessa altura
Luis
acredito
José
também vi o blog cada vez esta mais fixe
Luis
gostas do material do blog ?
se me ajudarem aquilo vai aquecer
José
em calhando vou por umas fotos no hi5 de quando eu era novo onde tebho uma com o bombardino quzndo tinha 16 anos
tu vais ver algumas são mesmo velhinhas, uma ainda com o meu avô Agostinho e o o meu primo Angelo quando era novo
Luis
epah é com essas coisas que a gente deve postar
o blog tem pernas para andar
José says:
é mesmo quando puder ja fasso isso
é com grande prazer que vejo o meu nome no blog
Luis
e vais continuar a ver sempre
por acaso algumas pessoas teem me dado elogios por as recordar
é essa a finalidade do blog
José
olha Luis novamente adorei a nossa converssa e obrigado pelas fotos, agora tenho que deixar-te, e até breve, para mais umas recordações la da nossa linda aldeia, um forte abraço, olha normalmente esta quase resolvido ir ai a portugal pelos santos do 31 outubro au 3 de novembro, boa noite

Agora para concluir deixo vos com algumas das muitas bandas existentes no nosso Distrito, prova segura que não vai acabar a tradição das bandas filarmónicas

Banda de idanha a nova
A Filarmónica Idanhense foi fundada em Julho de 1888, pelo Sr. Christiano Pereira Barata, abastado comerciante da Vila de Idanha-a-Nova, e adoptou como dia festivo o 8 de Dezembro, data em que tradicionalmente comemora o seu aniversário.



Banda da Covilhã
A Associação Recreativa Musical Covilhanense “Banda da Covilhã” foi fundada em 1 de Dezembro de 1944.

Ao longo destes anos participou em vários festivais, conjuntamente com algumas Bandas de grande prestígio musical, percorreu também várias cidades, vilas e aldeias de Portugal, fazendo muitas actuações e levando a conhecer a cidade da Covilhã.


Banda filarmonica Silvarense
Surge então a primeira direcção da Banda, em data exacta que se desconhece, mas que terá sido por volta de 1919-1920.

Os homens que integravam essa direcção eram:

• Padre José Lopes de Assunção
• Joaquim Nunes
• José Valentim
• Joaquim Ferrão
• António Rodrigues Fabião




Banda do Louriçal do Campo
A Sociedade Filarmónica de Louriçal do Campo, foi fundada em 1938 por uma comissão constituída pelos Senhores Dr. José Ramos Preto, Professor Joaquim Antunes e outros

Banda do Paul
Fundada supostamente a 30 de Abril de 1815, a Banda Filarmónica do Paul, do concelho da Covilhã, é uma secular instituição com um passado e historial rico.

Banda da Peroviseu
A Filarmónica Perovisense é um exemplo vivo da preserverança das gentes de Peroviseu.

Fundada em 1890 por Manuel hermenegildo Pereira, nunca desde então interrompeu as suas actividades musicais. "Os primeiros tempos foram os mais difíceis", conta Francisco Neto, um dos músicos mais antigos e ex-mestre regedor da Filarmónica.


Sociedade Filarmonica Oleirense
A Sociedade Filarmónica Oleirense, sediada na Vila de Oleiros, sede de concelho e Distrito de Castelo Branco, foi fundada no ano de 1894 pelo Padre José Joaquim da Silva Reis, sendo por conseguinte uma das instituições mais antigas no Concelho e também no próprio Distrito. No ano de 2004 comemorou o seu 110º Aniversário, tendo para o efeito, organizado um encontro de Bandas o qual decorreu na Vila de Oleiros.



Tenho pena de não possuir fotos de outras ainda mais perto de nós tais como a banda do castelejo . a banda de Aldeia Nova do Cabo, a antiga banda do Fundão onde militei varios anos, a banda de S Vicente da Beira cujo presidente de direção foi tambem o nosso antigo pároco e amigo padre Branco
E para terminar vou deixar que oiçam alguns trechos musicais executados com destreza e perfeição por algumas bandas
Serve tambem para agradecer ao Sr João Dias das Neves pela amabilidade que teve em partilhar conosco algumas das suas memórias




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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Bogas ontem e hoje

Ha muitos anos atraz em Bogas bem como em muitas aldeias da nossa região o povo tinha uma vida árdua para poder sobreviver com dignidade.
Estou a lembrar me do meu pai, Manuel Antunes e do Manuel Abilio, que muitas torgas arrancaram e queimaram para fazer carvão.
Estou a lembrar me como outras pessoas iam sangrar os pinheiros e aplicar pucaros para extrair a resina a maior parte das vezes carregada á cabeça das raparigas para encher barris, em locais especificos e depois postos em camionetas que os transportavam para as resineiras

Estou a lembrar me das margens da ribeira bem cultivadas com grandes extenções de milho, regados com algumas dificuldades, muitas vezes durante a noite, ainda se utilizava em alguns locais a nora pedonal nas levadas. Aquela roda cheia de pucaros e movida com o homem a andar em cima dela

Estes milhos, depois de crescidos eram secos e descamisados ,
depois debulhados até chegar ao moinho e dar nos a farinha com que se confeccionavam as apetitosas broas (e que belas broas as de Bogas)









Havia ainda campos de linho, que depois de criado e arrancado , era trabalhado pelas mulheres da nossa terra da forma que as fotos nos demonstram. Mas o linho dava muito trabalho desde a preparação da sementeira até ser arrancado posto de molho nas aguas da ribeira depois secado na eira e preparado até chegar ao tear que ainda hoje existe aqui bem perto na aldeia vizinha de Janeiro de Cima






HOJE BOGAS ESTÀ DIFERENTE


O Carlos Nunes , a Cristina,O Zé Mota, o António Santos a Ana Cristina Alves e muitos mais, mas especialmente estes amigos, fizeram com que eu pensasse em publicar esta postagem, a qual vou dedicar á rapaziada de Bogas de há 15 ou 20 anos atras , os mesmos que continuam agora um pouco mais velhos, mas com muita garra para continuar a levar Bogas bem longe e continuar a animar as ruas da nossa aldeia, nem que seja uma só vez por ano durante alguns dias, como vem acontecendo anualmente sobretudo em tempo de lazer e óscio
Quem não se lembra da Catacumba??
Quantos de vós passaram bons momentos naquele cantinho inventado e posto ao serviço da rapaziada de Bogas, e não só pelo saudoso Quim?
Reconheço uma ou duas pessoas nestas fotos tiradas no local, Por exemplo a Cristina Alves que pelo que sei recorda com saudade estes momentos





O Café continua la o cantinho tambem mas ja não tem a mesma graça, falta quaquer coisa que nos faz perder aos poucos a vontade que sentiam nesse tempo

Já nessa altura havia grandes desafios de futebol tanto masculino como feminino.
Bogas de Baixo ao contario do que possa pensar se não é uma aldeia envelhecida, muito pelo contario. Bogas é uma terra com muita gente jovem mas que infelizmente não habitam na aldeia. As oportunidades de trabalho por aqui são nulas e por isso e muito bem o nosso povo quase todo emigrou mas nunca deixaram que a terra onde nasceram caísse no esquecimento, e é ver a nossa aldeia repleta de gente em tempo de férias e de datas comemorativas tais como Natal Pascoa e outros eventos



Certamente que nesta foto muitos de vós se irão reconhecer lembro me de se jogar futebol em varios campos ao redor da aldeia Um deles,onde ainda joguei, era o campo da ramalheira lembram se?

Lembro me de se jogar ali pros lados do Vale da Candeia. lá de cima avistava se Bogas em toda a sua extensão



Hoje felizmente a malta pode continuar a praticar desporto mas agora dentro da nossa aldeia neste complexo que em boa hora foi construido.
Nesse tempo ja a rapaziada se divertia divertia imenso nesta praia fluvial ali mesmo por baixo da ponte de cambas

A praia continua mas agora com mais algumas situadas perto de nós
Tais como Janeiro de Baixo e Janeiro de Cima
Mas qualquer dia teremos tambem a nossa em Bogas, já que segundo o Presidente da Junta há agua em bogas suficiente para manter aquele espaço em condições de ser utilizado

Agora os divertimentos são praticamente os mesmos mas com mais qualidade

E embora a festa de Bogas não tenha sido aquela festa que eu sonhava como antigamente onde comparecia muita gente das redondezas, a rapaziada jovem divertiu se á brava e alimentaram se bem


Vocês que estão a olhar para estas imagens devem reconhecer se a desbravar um belo leitão assado e a beber bom vinho da região
Nesta foto posso vislumbrar alguma da minha familia ainda que afastada


Aqui nesta um casal amigo que agora devem estar a rir se do tempo que passaram a Cristina e o Carlos. Através deles vemos as gentes da nossa aldeia felizes com esperança no futuro




Oh David, Emanuel, Alexandre e Tony e vocês lembram se deste tempo ?
Pelo que me é dado perceber através da foto , vocês eram optimos trabalhadores
eheheehehehhhhhh







e para finalizar uma noite de passagem de ano em Bogas de Baixo
Como a foto nos indica a alegria a boa convivencia e a vontade de fazer mais pelas diversões na aldeia continuam o que nos deixa com a esperança de que Bogas ao contrario do possamos pensar, continue a prosperar e agregar todos os boguenses para que isso aconteça

Esta foi depois daquele jantar da eleição do ROSCAS,, isso diz vos alguma coisa??

Que eleições foram essas assim tão dificieis?