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São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




sexta-feira, 25 de julho de 2008

Recordar é viver

Semanalmente vou tentar escrever algo das minhas recordações
daquilo por onde passei e outras por onde passaram os meus antepassados.
Estas recordações feitas de lendas e testemunhos transmitidas de geração em geração,
normalmente ficam escritas.


Como não tenho nada escrito vou basear me apenas na memória,
pelo que algumas passagens podem desviar se em algo da veracidade dos factos,
no entanto, tudo se terá passado mais ou menos dessa forma.
A tradição faz parte de nós e é a alma do nosso povo dando lhe identidade propria,
fazendo parte importante da nossa auto estima e da nossa comunidade.
Bogas de Baixo não seria o que é hoje se não tivesse no seu passado uma vivencia de profundas convicções das gentes que nos antecederam e irão continuar a prosperar com a garantia da juventude que nos sucede.
Porque a maior parte dessa juventude tem aspirações,algumas não passarão directamene pela nossa terra, mas estará sempre presente nas suas opções.


Para os mais jovens na esperança de não dar nenhum incentivo á continuação desta que hoje vos conto,
deixo aqui semanalmente, algumas das tradições da nossa terra que com o passar dos anos foram ficando esquecidas
Os mais velhos ainda se lembrarão que á semelhança do que se fazia noutras aldeias vizinhas da beira baixa e beira litoral,a malta jovem tinha por habito
erguer um mastro no largo principal da povoação,sempre no largo do chafariz frente á taverna do ti Zé Antonio na noite de São João.
A rapaziada partia em busca dum pinheiro ali pelos arredores de Bogas
e ao encontrarem um bem direitinho e de maior altura vinha abaixo rapidamente .
ali no local limpavam o dito das suas pernadas e ramagem transportavam-no em ombros, no meio de grande alarido, para o local onde o iriam erguer.
Revestido de palha em todo o seu comprimento e colocado no topo um cântaro de barro, preso por um nagalho,dentro do qual se havia introduzido um gato, normalmente apanhado distraído,depois da rapaziada ter percorrido a povoação à procura do bichano
Ás vezes quando se tentava apanhar este ou aquele gato trazia algumas dificuldades
mas acabava normalmente por ser bem sucedida, embora houvesse frequentes discussões
com os donos dos bichanos que eram apanhados.
Terminadas todas estas tarefas, o mastro era então erguido ao alto e a sua base enterrada num buraco que entretanto havia sido preparado para tal finalidade.
Deitava-se então fogo à palha que o revestia, o lume facilmente alastrava e não tardava a subir mastro acima, acabando por queimar o nagalho que prendia o cântaro,
lá no alto, e perante a gritaria da rapaziada e regozijo, essa vasilha de barro caía estrondosamente no solo, partia-se em cacos, e o pobre gato, chamuscado
e aterrorizado, corria velozmente à procura dum ambiente onde a temperatura fosse mais agradável.
Ainda bem que essa tradição acabou para bem de todos e principalmente dos gatos.

E já temos hoje uma Organização para defender o direito dos animais pelo que os pobres gatos estarão um pouco mais protegidos do que nessa data
SOCIEDADE PROTECTORA DOS ANIMAIS
da Teresa
Olá Luis, tudo em Paz? As suas conversas com o José me lembram muito as conversas dos meus pais, referindo-se às pessoas da aldeia, da praça do chafariz, das danças nas festas, tudo muito familiar, parece que retorno á infância, época em que tudo isso era muito vivo na memória deles. Muito bacana!
Um abraço e muita Paz.
Maria Teresa

domingo, 20 de julho de 2008

XXVII Concentração MOTARDS do Algarve

Sendo Faro a minha segunda terra, para onde emigrei ainda muito novo para estudar e onde hoje vivo, não podia deixar passar este momento sem dar a conhecer aos meus amigos, conterrâneos e leitores a grandeza deste evento que de ano para ano tem vindo a ganhar mais adeptos da modalidade



Este fim de semana Faro revestiu se de cores e roncar de grandes maquinas vindas de toda europa



Espanha destacou se pela numerosa comitiva de motards presentes
eram milhares
O ensurdecedor barulho saido dos escapes com ratés que mais pareciam bombas a estoirar, acrobacias sobre uma roda etc etc
Quinta feira dia 17 começaram a chegar os primeiros motards vindos de paises mais longinquos tais como França, Inglaterra , Alemanha e Italia.
Os portugueses estando a jogar em casa ficaram a trabalhar o resto da semana e apareceram em catadupta sexta feira á noite
O Vale das Almas junto ao aeroporto e praia de Faro começou a ficar repleto
Espetaculos durante as noites animaram os milhares de motards presentes.
Estiveram ca os Xutos e Pontapés tambem houve muito streptease muitos momentos eróticos durante a concentraçáoSeriam mais de 25.000 motos presentes neste evento. Algumas sofisticadas.
Motos de todas as marcas e modelos.
Ainda me lembro desta concentração acolher á volta de 1.000 motards e eram muitos para essa altura
Foram crescendo crescendo até se chegar a estes numeros que fazem desta concentração uma das maiores da europa se não a maior.

O espaço e o local estão ja a rebentar pelas costuras pelo que será bom que as autoridades autarquicas e a propria organização comecem a pensar noutro sitio mais adequado e onde não se prejudiquem o aeroporto de Faro, os utentes da praia de Faro e os muitos moradores da zona
Faro e Loulé terão certamente lugares proprios para realizar este evento
Boa viajem para todos os motards no regresso aos seus paises aos seus lares
e até pró ano

Pondo a conversa em dia

Mais uma troca de impressões com o José com imagens da nossa terra rolando






josé
ola Luis, tudo bem?

luis
ola josé

tudo bem
josé :
entao as ferias estao a chegar
luis:
para mim vai ser difici
José says:
entao?
luis:
só se for mesmo um fim de semana ou dois mais alargados

José says:
quinta feira que bem se Deus quizer estou em galé
luis:
aiée ??
vila galé é la para os lados da Guia
e Armação e Pera
José says:
sim perto de albufeira


José says:
perto da guia, terra do frango no churrasco

luis
Quando vens da Guia passas em Vale de Parra e estas na galé ou nos Salgados
José says:
é mesmo
José says:
sabado estou de casamento
luis:
quando estiveres por cá não te esqueças de me dizer alguma coisa
José says:
vamos ver se vai haver tempo
luis:
o meu telemovel está sempre operacional
:luis
o casamento é cá no algarve ?
José says:
sim é nas ferreiras
luis:
e é alguem la de cima ou ca de baixo?
José says:
é uma sobrinha pelo lado da minha mulher que sao de oleiros mas ai no algarve desde mais de 20 anos
:luis
ahhh
olha la tens alguem conhecido em Alvaro?
José says:
nao a nao ser o filho do tio Manuel Nunes
José says:
que acho que ja morreu
:luis
é que no blog aparece sempre uma pessoa ou duas de Alvaro a ver
José says:
talvez sejam filhos dele
luis
talvez
ja hoje por la passaram
José says:
sabes de quem estou a falar?
luis:
não
José says:
era filho do tio manuel beijocas
luis:
situa me la no ti manuel nunes

era irmão do adelino da gloria?
José says:
é isso tudo
:luis
ja tou a ver
mas o filho não tou a ver quem era
e como foi parar a alvaro?
José says:
ele foi para la desde pequeno para servir e nunca mais voltou a bogas, ele era um pouco simples, compreendes?
luis:
tou a ver
mas eu devo te.lo conhecido
quem era mae dele?
José says:
acho que sim, de vez em quando vinha la, e eu ainda o vi em oleiros mas ja la vao muitos anos
luis
a mulher do ti manel
José says:
nao me lembro o nome da mae, mas era irma da tia maria selatum lembras-te dela
luis:
por esse nome não
José says:
isso era um apelido
luis:
mas do ti manel beijocas lembro
era irmão do acacio
acacio nunes
José says:
era o pai desses, e era irmao do meu avô Tomas
José says:
era sim do acacio
luis
lembro me mas já foi ha tanto tempo,,,
lembras te do nome dele ?
José says:
ah pois ja
José says:
de quem?
luis:
do filho do ti mnuel
José says:
nao
:luis
eu estou mais ou menos a recodar me dele
era um sonsito
José says:
era mais ou menos

luis:
estive em vila real e fui visitar o armindo e a lidia
o angelo apareceu na hora:
esta mais ou menos
José says:
nao tenho novidades desde ha muito tempo
luis:
acredito
e eu tambem comecei a lembrar me mais desses tempos de juventude depois de criar o blog
alem disso no HI5 ha muita malta oriunda de bogas que vou pesquisando de vez enquando
outras vezes os comentarios que me enviam para o blog fazem me recordar esses tempos
José says:
nao mas eu digo desses meus primos de vila real,e a Lidia é minha madrinha
José says:
mas nao temos contacto
luis:
a lidia é quase da minha idade
aliás o angelo é do meu ano
José says:
deve ser mais ou menos
luis
e o armindo tem menos um ano que eu

como é que foste parar a oleiros?
foi a frança?
José says:
sim conheci a minha mulher aqui em paris
José says:
esta semana vi um anuncio no jornal do fundao com o programa da festa de bogas assinado por ti
luis
mas não fui eu que mandei
José says:
estava assinado Luis Antunes
luis
devem ter entrado no blog copiaram e puseram o meu nome pq sou o autor do blog
se mandasse algo para o jornal do fundão seria muito mais
admira me bogas não ter nada que mereça ser noticiado
é uma pobreza
José says:
era bem que mandasses porque de la nunca ha nada
luis
se eu estivese mais perto e fosse vendo o que por la se passa podes ter a certeza que bogas não estaria neste marasmo
ainda a semana passada fui entrevistado por dois radios da Suiça
José says:
vi que tornaram a mudar o dia da festa
luis
um á quinta e outro no sabado
sobre bogas e castelo branco
estivemos ao telefone me meia hora de cada vez
em directo
José says:
e o resultado qual foi?
luis
se fosse uma radio de paris talvez tivesse mais impacto
na suiça e em zurich nÃO deve haver ninguem de bogas
José says:
na suiça ha muita gente
luis
o resultado foi que veem mais suiços ao blog e quanto á data da festa deve ser por conveniencia dado que o primeiro fim de semana é muito apertado para os emigrantes
José says:
muito bem
José says:
bom Luis tenho que te deixar, amanha é dia de esola
José says:
escola
luis
para mim tambem
José says:
um abraço e talvez até breve
luis
e com a concentração de motos ca em faro este fim de semana esta aí um caos
eu depois publico algo sobre isto
José says:
ah é agora?
luis
ja hoje tirei umas belas fotos
são maIS DE 25.OOO motards de todo o mundo
começou ontem mas hoje é que foi a maior chegada
José says:
gostava de ver
luis
oh josé xauuuu
depois ves no blog
José says:
ok, um abraço

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Agricultores em protesto criticam especulação e Governo

Dezenas de tractores percorreram as principais ruas do Fundão



Os agricultores vendem os seus produtos cada vez mais baratos, mas mesmo assim chegam mais caros aos consumidores. Um alerta contra a especulação foi ontem lançado pelos homens da lavoura


Dirigentes de associações de agricultores em protesto, no Fundão, culparam ontem a especulação financeira pela subida de preços dos alimentos, uma vez que eles os vendem cada vez mais baratos. “É preciso que as pessoas tenham consciência disto: os preços à produção estão a baixar, ou seja, os agricultores vendem os seus produtos cada vez mais baratos”, destacou João Diniz, dirigente da Confederação Nacional dos Agricultores (CNA). “Mas na hora das pessoas os comprarem estão sempre mais caros”. “Há aqui uma forte especulação financeira em que parece que ninguém tem coragem de mexer”, realçou, pedindo a intervenção do Governo.


Aquele responsável falava durante um protesto de agricultores no Fundão, que levou esta manhã dezenas de tractores a percorrer as principais avenidas da cidade.
Francisco Lopes, agricultor da zona do Fundão, foi um dos participantes na concentração junto às instalações da zona agrária, na cidade. Saiu à rua porque está “revoltado” com a forma como o sector é tratado. “Parece que estão sempre a arranjar maneira de piorar a nossa situação”, referiu, queixando-se de não poder reflectir o aumento dos custos de produção nas suas vendas.

“O problema é que, mesmo que eu queira vender mais caro, não posso, porque o que vem de Espanha e França é mais barato”, lamenta.
Ao lado, Manuel Ribeiro pedia espaços “como havia no tempo de Salazar: celeiros que aceitavam os cereais e um mercado para vender o gado” onde conseguiam bons preços pelos seus produtos.

GOVERNO CONTRIBUI PARA A SITUAÇÃO DE CRISE

Segundo Mesquita Milheiro, presidente da Associação Distrital de Agricultores de Castelo Branco (que organizou o protesto de ontem) são cada vez mais as vozes de desespero de quem anda no sector. “O Governo tem dado um grande contributo para a situação actual”, referiu. “Ainda há dias, um jovem engenheiro agrónomo comunicou-me que ia trocar um projecto agrícola aqui na região por um emprego em Lisboa, porque nas condições actuais não estava para fazer essa aposta”, contou.

A subida dos juros agrava os problemas para quem tem que pagar empréstimos à banca. “Quem precisa, recorre ao banco, mas situações dessas são cada vez mais complicadas”, refere Lucília Costa, agricultora.

Várias propostas, à espera de reunião com Sócrates

Entre outras medidas, os agricultores reivindicam “o aumento do subsídio ao gasóleo agrícola”, de 37,2 para 75 cêntimos. É também pedida a suspensão da nova taxa de utilização da água na agricultura e a reposição da ajuda à electricidade verde (reembolso na base de 40 por cento). “Chegamos a pagar electricidade mais cara que a indústria”, refere Mesquita Milheiro. A regulamentação de pagamentos à Segurança Social e as normas do Programa de Desenvolvimento Rural estão também no caderno de reivindicações.

A diversidade dos temas, que abrangem vários ministérios, leva a Confederação Nacional dos Agricultores (CNA) a reclamar uma reunião com o primeiro-ministro, José Sócrates. Segundo João Diniz, o primeiro-ministro já prometeu receber as associações representantes dos agricultores, “mas continuamos à espera”.


15-07-2008 Luís Fonseca Diário XXI




FESTIVAL CALE VAI ANIMAR A CIDADE DO FUNDÃO

O Festival Cale 2008 vai animar a cidade do Fundão a partir do próximo dia 19 até dia 26. São oito dias, durante os quais não faltarão actividades neste festival pluridisciplinar centrado na celebração cultural urbana e, particularmente, da arte contemporânea, desenvolvendo diversas tipologias de intervenção no tecido urbano da cidade.



A iniciativa, promovida pela Câmara do Fundão e pela Moagem – Cidade do Engenho e das Artes, conta com a participação de criadores portugueses e estrangeiros e pretende dinamizar e promover acções artísticas de criadores em ligação ao território, potenciando interacções mútuas e comunhão de experiências.

No que respeita a espectáculos performativos, dia 20, a partir das 22 horas, na Rua da Cale, é apresentada a performance/artes visuais intitulada Intercale.

Dias 20 e 21, na Praça do Município, a partir das 22 horas, po-de ver a instalação multimédia Lanterna mágica, que tem como tema a Liberdade.

A dança chega ao auditório da Moagem dia 21, às 22 horas, com o espectáculo Flor Bela da Alma e continua dia 22, também às 22 horas, com a apresentação de Tea For Two.

De 24 a 26, na Praça do Município, sempre a partir das 22 horas, é apresentado o espectáculo de cinema/música intitulado Cinema Volante.

Amúsica continua dia 25, a partir das 22 horas, na praça exterior da Moagem, com LU&NL.

O Mercadito Fundanito é uma das actividades que decorrerá diariamente, de 19 a 26, das 16 às 21 horas, no exterior do antigo Mercado.

O Conto Surpresa, é uma actividade que decorrerá todos os dias, entre as 16h30 e as 18h30.

Já o atelier de construção de marionetas de luva, também se realiza todos os dias, das 16 às 18 horas, no interior do antigo Mercado.


sábado, 12 de julho de 2008

Candidato á Camara do Fundão pelo PS

Uma noticia do DIARIO XXI que interessa aos fundanenses e oas residentes no concelho do Fundão
Bogas de Baixo é uma das freguesias do concelho directamente interessada em que a Camara do Fundão possa vir a ser dirigida por uma pessoa capaz e com elevado sentido de responsabilidade que este candidato possui
alem disso a Junta de freguesia de Bogas parece me ser uma lista proposta pelo PS mas com o passar do tempo muitas casacas se viram só espero não seja o caso de Bogas



Leal Salvado promete dar mais poderes às freguesias
Sexta-Feira, 11 de Julho de 2008
Candidato à Câmara do Fundão apresenta propostas


O candidato, apoiado pelo Partido Socialista, propõe estreitar relações com os presidentes de junta, assim como criar um gabinete na Câmara para as freguesias e equipá-las
Liliana Machadinha

Um mês depois de ser apresentado como candidato à Câmara da Fundão, António Leal Salvado anunciou anteontem as linhas basilares da sua candidatura às eleições autárquicas de 2009. Ensino Superior, saúde, ambiente, parquímetros e estacionamento, transportes e criação de emprego são algumas das áreas em que o candidato promete apostar, assim como a autonomia das juntas de freguesia. Leal Salvado quer dar mais poderes de execução àqueles órgãos, porque "um presidente de junta tem de ter na sua área de circunscrição o mesmo prestígio e poder que o presidente de câmara".
Com o lema "Todos por Todos", o candidato fundanense pretende receber "uma participação directa na preparação do orçamento e do plano de actividades do município" por parte das juntas de freguesia. E como esta autonomia acarreta maiores responsabilidades, pretende ceder um gabinete próprio para as juntas nos Paços do Concelho, "dotado de técnicos nas áreas de urbanismo, economia e desenvolvimento e secretariado técnico" e ainda um assessor autárquico. Leal Salvado pretende ainda equipar as sedes de freguesia com meios "singelos, mas eficientes" de permanente inquérito e consulta dos cidadãos, porque "devem ter um balcão onde ir falar das suas queixas e anseios".

"FUNDÃO SERÁ UMA CIDADE VERDE E EXEMPLO PARA O PAÍS"
Outra das bandeiras pela qual Leal Salvado se vai debater na campanha é o ambiente. O candidato quer "uma verdadeira cidade verde" que, segundo auspicia, será um "exemplo para o País". Uma ideia que começa com a criação de zonas pedonais e termina com a diminuição da frota rodoviária da Câmara. O candidato promete que venderá em hasta pública "pelo menos" cinco veículos topo de gama que pertencem à Câmara, usando o dinheiro para comprar duas viaturas e um autocarro híbridos, pormenoriza. Neste seguimento, garante ainda que se ganhar as eleições irá andar a pé ou de táxi, assim como o seu executivo.

Outras propostas:
- Ter ensino superior no Fundão;
- Metro à superfície de ligação à Covilhã;
- Acabar com parquímetros e reordenar trânsito e estacionamento;
- Aderir à Comurbeiras;
- Voltar a integrar a Região de Turismo da Serra da Estrela;


Frexes deveria recandidatar-se, diz Salvado
Na conferência de anteontem, em que Joaquim Morão esteve presente para manifestar o apoio da Distrital do PS à candidatura, Leal Salvado considerou Manuel Frexes um adversário "forte, porque é do melhor que o PSD tem no concelho". E defende mesmo que se deveria recandidatar "para ser julgado, se não for ele fogem [Manuel Frexes e PSD] a um julgamento popular e isso é feio".

sábado, 5 de julho de 2008

O SOL E AS ESTRELAS BRILHAM NO CÉU DA MINHA ALDEIA



Nestes dias quentes de verão, apetece calcorrear as calçadas da minha aldeia com sinais de modernidade
Quem conheceu Bogas ha 50 anos nota muitas mas mesmo muitas alterações
A rapaziada de agora talvez não sinta o mesmo mas devem pelo menos sentir se muito bem em Bogas.
E depois ha muitas coisas que nos grandes centros nas cidades não nos apercebemos que existam. Mas em Bogas ouve se o sino da igreja a dar nos a noção do tempo com as suas badaladas a indicar nos as horas ou o toque das trindades
Ou ainda no chamamento para a missa dominical e tocando pela morte de qualquer Boguense.
Á noite sente - se aquele odor a maresia , misturado com o cheiro ervas , a mato, a pinheiros e contemplam se as estrelas que brilham no céu
De manha quando acordamos ouvimos o chilrear deste e daquele passarinho sentimos o sol a entrar nos pelas janelas a dentro
Durante o dia podemos fazer uns passeios pedestres pelas redondezas, descobrir recantos giros da ribeira podendo mergulhar nas suas aguas em varios locais
Ou ainda dar um saltinho á foz de bogas e sentir as aguas do Zezere salteando por entre rochas graniticas.
As férias estão aí mesmo mesmo á porta
Uns dias de descanso numa aldeia,sem os ruídos citadinos lavam a alma...
Dá tédio viver no campo e na aldeia. Porque a vida não é tão facil e moderna por isso exige muito mais de nós , mas o que nos dá em troca é superiormente mais valioso.
Tenho a certeza que Bogas de Baixo vai estar repleta de gente durante estes proximos 60 dias. Aproveitem as festas e levem convosco essas belas recordações

MAS ATENçÃO MUITA ATENçÃO

Nestes meses que se aproximam com o calor e com uma maior quantidade de gente percorrendo estradas ou passando férias realizando piqueniques etc etc todo o cuidado é pouco
Nestes festejos de nossa Senhora das Dores em Bogas de Baixo vamos certamente dar um exemplo de civismo

Refiro-me concretamente ao caso dos incêndios, Quando chega esta época do verão, é certo e sabido que os telejornais apresentam como notícia de abertura um grande incêndio que deflagrou, ninguém sabe como, numa serra do norte ou do sul, quase sempre à mesma hora, que está a ser combatido por centenas de efectivos apoiados por dezenas de auto-tanques. E o que mais nos deixa de boca aberta é que todos olham para este fenómeno como se ele faça parte da nossa vida quotidiana durante a quadra estival, como se ele não pudesse ser evitado. Os governantes, os autarcas, os próprios bombeiros, todos se referem aos incêndios que devoram a maior riqueza nacional como uma fatalidade que temos que combater mas que, por mais voltas que demos ao miolo, nunca seremos capazes de impedir.

Há sempre um raio que se desprende de uma trovoada e que ateia um fogo; há um fundo de garrafa que se deixa inadvertidamente na floresta e que, quando chega o sol, multiplica a capacidade do seu calor; há um descuido dum campista que não teve o cuidado de apagar bem as brasas onde assou as sardinhas! O automobilista que atira um cigarro a arder janela fora. Nesta altura nunca é demais a gente deixar estes avisos á navegação
Muitos incendios são ainda ateados por mãos criminosas ou por conta própria ou a mando de terceiros. Há que procurar as causas e a quem isso pode beneficiar
– Pelo menos que as autoridades, depois das necessárias investigações, nos digam quem são os criminosos. Neste, como em outros casos, não devemos andar a encobrir os culpados, nem a catalogá-los todos como atrasados mentais. Todo o povo está convencido que os verdadeiros responsáveis pelo ateamento dos fogos não é gente com doenças do foro psíquico.
Depois da transcrição desta noticia no Amigo do Povo, fico me por aqui mas não antes de fazer um novo apelo á conciencia de cada um para evitar este flagelo

Denunciem os prevaricadores

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Festas em honra de Nossa Senhora das Dores e Jesus Adolescente :

Capela de Nossa Senhora das Dores onde se realizarão as festas de verão de Bogas de Baixo nos dias 9, 10 e 11 de Agosto de 2008

Embora a nossa festa se realize sempre em Agosto, Nossa Senhora das Dores tem o seu próprio dia promolugado pelo Papa Bento XIII

Foi o papa Bento XIII que promulgou a festa de Nossa Senhora das Dores, comemorada, desde então, em 15 de setembro. Esta devoção vem de uma tradição muito antiga que fala da dor de Maria ao encontrar seu Filho Jesus carregando sua cruz a caminho do Calvário. Esta tradição é relembrada na Via Sacra, na 4ª estação.

Nossa Senhora das Dores é também conhecida como Nossa Senhora da Piedade ou, ainda, a Mãe Dolorosa. É costume nas procissões da Sexta-Feira Santa fazer acompanhar a imagem do Senhor Morto pela imagem de Nossa Senhora das Dores, relembrando aquele encontro cheio de dor e compaixão.

Maria chorou por seu Filho inocente, que era levado à morte; e nos ensina, com sua dor, que também podemos suportar nossas dores. O coração ferido daquela mulher recebe e acolhe o coração de cada homem ou mulher que sofre. Maria sofre hoje ao ver tantos filhos e filhas ainda sendo levados à morte pela incoerência, violência e injustiça humanas. E como a mãe que acompanha o filho ao calvário, continua hoje a acompanhar a cada um de nós, ajudando-nos a suportar as nossas dores cotidianas, a secar nossos rostos, a acolher nossos corpos cansados.

Que ela seja a intercessora das dores da humanidade junto ao Senhor e nos abençoe com a graça de seguir seu exemplo junto à cruz de Seu Filho: exemplo de fortaleza, de aceitação, de entendimento da liberdade humana, da certeza da presença de Deus.

Oração à Nossa Senhora das Dores

Minha Mãe dolorosíssima, não vos deixo sozinha a chorar, mas quero vos acompanhar também com as minhas lágrimas. Esta graça vos peço hoje: alcançai-me uma compreensão sempre maior da paixão de Jesus e vossa, para que em todos os dias de minha vida eu possa ser solidário com as pessoas que sofrem, vendo nelas vossas dores e as do meu Redentor. Elas me alcançarão o perdão, a perseverança, o céu, onde espero cantar a misericórdia infinita do Pai por toda a eternidade. Amém.

CADA TERRA TEM OS SEUS USOS; TAMBEM POR FORÇA DA EMIGRAÇÃO E PARA TERMOS OS NOSSOS EMIGRANTES REUNIDOS EM TORNO DA NOSSA DEVOÇÃO TEEM QUE SE FAZER AJUSTES NO CALENDARIO DE QUALQUER EVENTO COMO É A FESTA DA SENHORA DAS DORES

Nos ultimos anos especialmente a partir dos anos 70, Portugal evoluiu bastante, procurando acompanhar a evolução patente noutros países europeus aos quais nos separava e ainda separa uma grande diferença de classe de vida, mas podemos orgulhar nos do nosso País. embora atravessando neste momento uma crise profunda no nivel de vida da classe média baixa, muito pela culpa da alta do preço do petróleo,mesmo assim ainda sabe muito bem viver neste país maravilhoso que é Portugal.
Também a nossa terra, esta aldeia que por excelência faz ainda parte da Cova da Beira, tem evoluído e dá nos a sensação quando percorremos as suas ruas de estarmos perante uma terra linda e acolhedora. Nunca me cansarei de repetir isto.
Para isso muito contribuíram e continuarão a contribuir as dezenas de emigrantes que na estranja labutam para construírem uma vida mais desafogada com mais qualidade Não só no estrangeiro mas também muitos que decidiram viver em muitas cidades de Portugal
Aproximam se as festas de verão em Bogas de Baixo. Festas em honra da Nossa Senhora das Dores que da sua capela á entrada da aldeia parece estar ali para abençoar toda a população da terra e seus visitantes




Nos primeiros dias de Agosto haverá certamente muita alegria e muito convívio entre os residentes e os ausentes. Famílias que se revêem, amigos que se abraçam, porque nesta data quase todos os que em Bogas de Baixo nasceram, aproveitam para regressar no mínimo por alguns dias para matar saudades
Gostaria que alguem que tenha essa hipótese me fizesse chegar ás mãos através de email um prospecto a anunciar as nossas festas: Assim eu publicaria uma postagem própria para o efeito para dar a conhecer ao mundo as festas da nosa Senhora das Dores em Bogas de Baixo.



Este ano vamos fazer o possivel para nos encontrar mos á portela e divirtirmo nos á grande no proximo Mês
.

Até lá, todos um abraço fraterno, com a prece ã Senhora das Dores

DEVOÇÃO ÀS SETE DORES DE NOSSA SENHORA

Virgem Dolorosíssima, seríamos ingratos se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas Dores. Vosso Divino Filho tem vinculado à devoção de vossas Dores, particulares graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas as necessidades e perigos. Alcançai-nos, Senhora, de vosso Divino Filho, pelos méritos de vossas Dores e Lágrimas a graça...
Pela dor que sofreste ao ouvir a profecia de Simeão de que uma espada de dor transpassaria o vosso coração, Mãe de Deus, Pela dor que sofreste quando fugiste para o Egito, apertando ao peito virginal o Menino Jesus, para o salvar da fúria do ímpio Herodes, Virgem Imaculada
Pela dor que sofrestes quando da perda do Menino Jesus por três dias, Santíssima Senhora, Pela dor que sofrestes quando viste o querido Jesus com a cruz ao ombro, a caminho do Calvário, Virgem Mãe das Dores, Pela dor que sofreste quando assististes à morte de Jesus, crucificado entre dois ladrões, Mãe da Divina Graça, Pela dor que sofreste quando recebestes em vossos braços o corpo inanimado de Jesus, descido da Cruz, Mãe dos Pecadores, Pela dor que sofrestes quando o corpo de Jesus foi depositado no sepulcro, ficando Vós na mais triste solidão, Senhora de Todos os Povos, ouvi a nossa prece.
AVE-MARIA... GLÓRIA...
Dai-nos, Senhora, a graça de compreender o oceano de angústias que fizeram de Vós a " Mãe das Dores", para que possamos participar de vosso sofrimento e Vós consolemos pelo nosso amor e nossa fidelidade. Choramos convosco, ó Rainha dos Mártires, na esperança de ter a felicidade de um dia nos alegrar-mos convosco no céu. Amém.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Acidente da A-23: culpas divididas?

Esta noticia publicada no jornal Kaminhos, orgão noticioso da nossa região que gosto muito de consultar deixou me com esta vontade enorme de recordar tambem amigos e familiares que morreram neste acidente todos eles nossos conhecidos

A morte de 16 pessoas continua por explicar


CINCO de Novembro de 2007, auto-estrada 23, perto de Castelo Branco. A noite do mais violento acidente do último ano nas estradas portuguesas continua por explicar. O prazo para concluir o inquérito-crime do Ministério Público (MP) ao acidente que matou 16 idosos está esgotado e, apesar disso, continuam por ouvir muitas testemunhas e a faltar os relatórios técnicos e médicos do caso.

É por isso que, oito meses depois de tudo ter acontecido, as famílias das vítimas mortais ainda não sabem o que verdadeiramente se passou, nem quando vão receber as indemnizações a que têm direito.

Uma das principais testemunhas, a condutora do ligeiro que, naquela noite, chocou com o autocarro dos alunos da Universidade Sénior de Castelo Branco - que caiu por uma ravina - só foi ouvida pelas autoridades após o acidente e não tem sido informada do desenvolvimento de todo o processo.
Carina Rodrigo, aliás, também ainda não superou o trauma: a professora de 44 anos está de baixa psiquiátrica, nunca mais conduziu e o seu Ford Fiesta continua apreendido.

O certo é que o prazo para a conclusão do inquérito-crime que foi aberto pelo MP logo após o desastre (precisamente oito meses) está praticamente esgotado. «É estranho este atraso na entrega do relatório por parte do Ministério Público», afirmou ao SOL Arnaldo Brás, presidente da Universidade Sénior de Castelo Branco.

«Estão a ser feitas todas as diligências para resolver o mais depressa possível a situação», assegura, por seu lado, Alexandra Martins, a magistrada do MP titular deste inquérito no Tribunal de Castelo Branco. «É preciso ouvir muitas pessoas e juntar muitas provas técnicas e clínicas», explica, numa referência ao diversos relatórios, como algumas autópsias, que não chegaram ao processo ou ainda não foram analisados.


Um dos documentos que ainda não se encontra na posse da magistrada é o relatório técnico sobre o acidente – da responsabilidade do Instituto Superior Técnico e do Laboratório Nacional de Engenharia Civil. Mas o SOL sabe que já está concluído e deverá em breve ser enviado ao MP. Mas o desfecho do caso ainda está longe.

Culpas divididas

Apesar disso, João Marcelo, o advogado das vítimas, adianta, baseando-se no «feedback que tem tido das empresas de peritagem» que «as culpas serão distribuídas pelas duas partes: o carro ligeiro e autocarro da Câmara».

Uma situação que, considera, será «vantajosa» para as vítimas, para efeitos de indemnizações: «Poderemos atingir os montantes máximos de indemnização – um milhão e 200 mil euros através do seguro da viatura ligeira, e 50 milhões pelo do autocarro, o que dará um valor apreciável para cada família».

No entanto, estas indemnizações só poderão ser definidas – no âmbito de processos crime e processos cíveis – depois de o MP concluir as investigações e identificar os responsáveis pelo acidente.

Até agora, as únicas compensações a que as famílias tiveram direito foram os montantes pagos pela seguradora da Universidade e da Câmara Municipal de Castelo Branco. «Os alunos tinham um seguro de acidentes escolares que foi já pago, no valor de 25 mil euros por morte e despesas médicas aos acidentados. A Câmara tinha ainda efectuado um seguro de viagem que foi pago de imediato», diz o representante da Universidade.

Naquela noite, o autocarro transportava 37 alunos, que regressavam de uma visita à Nazaré e a Fátima. Quase metade morreu. Mas a vida na Universidade está a regressar lentamente à normalidade. «Desde Janeiro deste ano que continuamos a promover visitas de estudo, agora mais bem organizadas», diz Arnaldo Brás, reforçando: «As pessoas estão a reagir bem, porque continuam a inscrever-se nestas viagens».


29-06-2008 João Morgado/Sónia Graça Ka/SOL