sábado, 31 de maio de 2008

Noticias da Região do Fundão


foto de belarmino lopes


Escola Profissional promove a iniciativa

Festival Gastronómico da Cereja de 27 a 29 no Fundão

A Escola Profissional do Fundão vai organizar, entre terça e quinta-feira, a oitava edição do Festival Gastronómico da Cereja. A iniciativa junta escolas da Bélgica, França, Alemanha e Espanha, bem como um grupo de professores e empresários da Eslováquia. Estará ainda presente o chefe de cozinha do hotel Hilton, da Escócia.

À semelhança das edições anteriores, todos os participantes serão desafiados a preparar vários tipos de iguarias à base de cereja – entradas, pratos de peixe e carne, sem esquecer as sobremesas.

Na terça à noite há jantar da cereja na Escola Profissional, confeccionado pela escola Vaguada de la Palma (Salamanca) e pelo Centre de Formation d’Apprentis (França).

No dia seguinte o jantar será da responsabilidade do Hilton Dunkeld House Hotel (Escócia) e da Elishout School (Bélgica). Para quinta-feira o jantar é servido pela escola Elisabeth Knipping (Alemanha) e a Escuela Municipal de Cocina Ciudad de Plasencia (Espanha).

2008-05-23 | O Interior

Iogurte com cereja da Cova da Beira não vingou

A Danone deixou de produzir iogurte com cereja certificada da Cova da Beira, justificando a decisão com a falta de fruta capaz de responder às exigências da marca. De acordo com o director industrial da fábrica, os produtores não possuíam cereja em metades a um preço competitivo e como a Danone não pretendia apenas puré de cereja acabou por retirar o produto.

O Puro Pedaços de cereja era um dos dois produtos com fruta da Cova da Beira que a marca colocou no mercado.

Neste momento apenas é comercializado o iogurte com pêssego da Cova da Beira, que faz parte de uma gama onde há iogurtes com ananás dos Açores ou maça de Alcobaça, entre outros.

O produto é uma ideia portuguesa que foi desenvolvida ao longo de um ano. Neste momento é líder no segmento de iogurtes com frutas.

A sua criação envolveu cooperativas de produtores e a ideia foi premiada a nível mundial pela Danone.

Texto de José Furtado

2008-05-30 | Reconquista

domingo, 25 de maio de 2008

Beira Baixa


PORTA DE ENTRADA PARA A BEIRA BAIXA

A Beira Baixa é uma antiga província (ou região natural) portuguesa, formalmente instituída por uma reforma administrativa havida em 1936. No entanto, as províncias nunca tiveram qualquer atribuição prática, e desapareceram do vocabulário administrativo (ainda que não do vocabulário quotidiano dos portugueses) com a entrada em vigor da Constituição de 1976.

Distrito de Castelo Branco: Belmonte, Castelo Branco, Fundão, Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova, Sertã, Vila de Rei, Vila Velha de Ródão

"Setembro doira as maçãs, perfuma a folha das melhores peras de Portugal,
e cada melancia como bojo de cântaro de telhado, pode encher um cesto vindimo de Alcongosta"

OLHEM COMO SE CONFECCIONA UM CALDO NA PANELA Á BEIRA BAIXA


De manhã põe-se na panela à lareira ou em lume brando, com o feijão demolhado, água, o azeite, a orelheira e o focinho e a couve cortada. Tempera-se com sal e deixa-se cozer.

Ao meio dia, com uma escumadeira (localmente dá-se-lhe o nome de gadanha), retira-se o embrulho e come-se em tigelas. Dá-se-lhe o nome de berças ou beiças.

À noite, ao jantar, junta-se ao caldo o ramo de hortelã e o arroz ou a massa e come-se como sopa. Utilizando pão, este é cortado em fatias finíssimas e regado com o caldo que ferveu com a hortelã.


E UM BACALHAU Á MARGARIDA DA PRAÇA?



Demolha-se muito bem o bacalhau e assa-se na brasa ou na chapa.

Tem-se ao lume um tacho com água na qual se dá uma fervura rápida ao bacalhau.

Entretanto, já se tem preparada uma cebolada feita com as cebolas cortadas às rodelas finíssimas, o dente de alho muito bem picado e o azeite.

Cozem-se as batatas com a pele, pelam-se, cortam-se às rodelas e dispõem-se no fundo da travessa.

Coloca-se o bacalhau por cima e cobre-se tudo com a cebolada.

Serve-se bem quente.


AGORA UM DOCINHO para SOBREMESA
estas saborosas TEJELADAS á moda o Ingarnal


Untam-se tachinhos de barro vidrado vermelho com azeite e metem-se em forno bem quente.

Batem-se muito bem os ovos com o açúcar, o mel e casca de limão. Esta fase da receita é normalmente manual para ser batida com força. Em seguida adiciona-se a farinha e dissolve-se tudo com o leite.

Sem retirar os tachinhos do forno e com a ajuda de uma concha, deita-se a mistura nos tachos. Deixa-se cozer até ficar com a consistência de pudim.

Servem-se as tigeladas nos próprios tachos.


AGORA.... BOM PROVEITO A TODOS DEPOIS DIGAM ME SE NÃO É UMA DELICIA ESTE ALMOÇO....

sábado, 24 de maio de 2008

Bogas de Baixo

onde é que eu ja vi isto?



Pedras que mais parecem madeira, texturas surpreendentes estas do xistos de Bogas de Baixo e Maxial da Ladeira.
Bogas de Baixo, para quem a vê da capela da Nossa Senhora das Dores. Parece ali colocada para aquecer ao sol nos dias de Inverno, onde reina a calma. Conserva rico património xistoso.


Como seria bom ouvir a banda de música de Bogas de Baixo! Contaram-me que: durante uma procissão, a banda de Bogas de Baixo, mudou de partitura, passou a tocar o raspa. Nunca o viajante confirmou a história e ainda bem.


A casa brasonada junto da igreja em Bogas de Baixo, (Recebeu Brasão de Armas, atribuído por: D. João VI o Clemente, a 21.06.1802, o Capitão Manuel Dias de Carvalho. Unico nas redondezas, foi pertença do Capitão Manuel Dias de Carvalho.
Entretanto lembro me de morar nesta casa o ti Manuel Belchior com o seu torno de marceneiro era o encanto da rapaziada pq fazia os pioes com que na altura jogavamos



Manuel Dias de Carvalho, capitão auxiliar da comarca da Guarda, cavaleiro professo na ordem de Cristo. Baptizado em Bogas de Baixo 29.7.1745, foi seu padrinho: Rodrigo Vaz de Carvalho, do Fundão.

POIS FOI AQUI Á BEIRA DESTE ZEZERE MARAVILHOSO AO FUNDO DA SARNADELA QUE EU VI PELA PRIMEIRA VEZ A LUZ DO SOL


UMA LINDA TERRA PERDIDA NO MEIO DOS PINHEIROS PITORESCA E MUITO SIMPATICA

ESTE ANO EM AGOSTO QUERO IR Á FESTA DA SRA DAS DORES

REVIVER TEMPOS PASSADOS COM OS AMIGOS E FAMILIA

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Produtos da nossa Região a Cova da Beira


Segundo noticiou o Jornal do Fundão, a produção de cereja na nossa região pode ultrapassar as 11 mil toneladas este ano de 2008.
Diz se que poderá ser; porque estarão os produtores de cereja dependentes do tempo que se vai fazer sentir.
Se as condições metereológicas o premitirem este ano vai ser um dos melhores em termos produtivos e tambem com muita qualidade.

Já começou a colheita da cereja e alguma vai para bem longe. Sabe se por exemplo que além dos contratos assegurados com a rede de hipermercados Continente, Pingo Doce e Jumbo no nosso País, está tambem asegurado o fornecimento a duas redes de supermercados estrangeiras uma na Inglaterra e outra na Alemanha
Mais uma vez nome do Fundão volta a ser projectado para o exterior graças á sua grande qualidade de cereja
Aqui vai poder provar-se a melhor cereja do mundo , diz se em Alcongosta dado que será nesta localidade grande produtora desta fruta e não só , que este ano se realizará a festa da cereja no próximo dia 13 de Junho. Já o ano passado esta festa reuniu milhares e milhares de pessoas nas ruas de Alcongosta localidade simbolo da produção de cereja no Concelho do Fundão
Diz se em Alcongosta que este ano estão garantidas tanto a qualidade como a quantidade nos pomares.
Se a chuva não estragar a campanha, este vai ser um excepcional ano de cereja.





Mais um evento de grande importancia e de resultados muito bons, realizou se este ano na Soalheira. FEIRA DO QUEIJO DA SOALHEIRA que reuniu milhares de visitantes para apreciarem o maravilhoso queijo que aqui se fabrica
Queijo Mistura, Ovelha, Cabreiro, Amarelo da Beira Baixa e Picante as varias qualidades expostas e vendidas neste certame ao preço que variou entre os 8 e os 13 euros por kilo
A Feira que tambem foi organizada pela Empresa Municipal de turismo do Fundão, contou ainda com Enchidos de Valverde e de Atalaia do Campo bem como os vinhos da Quinta dos Currais da Capinha
além de vario artesanato da região
Segundo noticiou o Jornal do Fundão, os Queijeiros venderam uma média de 50 kilos por dia


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PS: Á falta de noticias da nossa aldeia estarei atento ao que se passa em redor e darei a conhecer não só aos meus conterraneos como a todos os visitantes e leitores do blogue espalhados pelos 5 cantos do mundo algumas noticias da nossa região
Contem comigo

quarta-feira, 7 de maio de 2008

NEM TUDO ERAM ROSAS


Quando a gente se lembra da nossa infância há sempre uma data que consideramos mais especial e que trás à nossa memória alguns momentos maravilhosos e outros menos bons, mas sempre com aquela irreverência própria da ingenuidade.
Desses verdes anos os que realmente mais nos marcam, são os tempos passados na escola primária que eram necessários para concluir a 4ª classe para depois podermos ingressar no ensino secundario, que em abono da verdade poucos tinham esse previlégio. Viviamos muito longe dos grandes centros, dos liceus e das escolas secundarias e muito mais das universidades.Poucas eram as familias que podiam dar se ao luxo de proporcionar aos seus filhos a frequencia desses estudos.
As Escolas nessa data eram bem mais desconfortaveis que as que existem´agora,dotadas de ar condicionado, apetecivel pelo fresco no verão e o calor no inverno, para além de condições de aprendizagem e conforto nada comparaveis.

Agora até teem internet nas escolas
Desses tempos, 1952-1956, recordo alguns amigos como o Jorge,o Fernando Marcelo, o João, o Pedro, a Suzete, a Otilia,a Herminia, a Lurdes o Ilidio, o Elisio e muitos mais que comigo viveram algumas estórias dignas de registo.

Dos pneus de automóvel retiravamos os aros de arame e borracha que com uma vareta de ferro moldada faziamos girar e assim percorriamos grandes distancias.
Alem do jogo do pião inventamos tambem o espeto que com um pau afiado cada um procuravamos espetar no chão tentando derrubar o do parceiro

Alguns dias apesar de sairmos da escola cerca do meio dia, a hora da chegada, muitas vezes, era quando iamos esperar a camioneta da carreira á feiteira ou mesmo mais perto na volta para o ramal de Bogas que seria por volra das 17 ou 18 horas. Hora a que chegavamos a casa muitas vezes com a mãe ou o pai á espea para nos dar umas belas bofetadas..
Havia ainda outros devertimentos a que não estavam alheios os ninhos de primavera. Procuravamos nas arvores os ninhos de diversos passarinhos ás vezes apenas para poderfmos acompanhar o seu nascimento e desenvolvimento até voarem. Alguns tais como os pintassilgos criavamo los nós em gaiolas para os podermos ouvir cantar e ver as suas brincadeiras
Também nessa época, embora não houvesse verdadeiramente fome, o comer não era de todo abundante!Havia inclusivamente uma ração de queijo amarelo açucar farinha e leite em pó, que vindo da América servia para atenuar a escassez de alimentação que excistia no seio de muitas familias por esse Portugal a dentro
Assim, toda a fruta existente nas arvores existentes na rota das nossas caminhadas e que estivesse ao noso alcance, não perdoavamos.
Estas cenas davam azo a que que depois da queixa dos donos à nossa professora, não nos livrasemos de uns bons pares de réguadas', porque no meu tempo de escola a régua e a vara ou cana existiam na realidade
Lembro me que quando iamos para a ribeira nadar aproveitavamos a zona do açude por termos melancias uvas e pessegos por perto. havia até quem fosse aos galinheiros rapinar ovos que bebiam através de um furo deixando depois as cascas para enganar o dono.
O meu avô tinha á feiteira uma cerejeira que dava cerejas optimas e antes de todas as outras, mas quando iamos por elas ja outros mais velhos e mais espertalhões as tinham comido


Tambem nos dava um certo gozo, partir os pucaros que serviam para recolher a resina dos pinheiros, quando iamos pelos pinhais fora buscar mato ou mesmo pedaços de lenha para as lareiras
EU e João Abilio iamos guardar as ovelhas e cabritas na pastagem e costumavamos roubar maçãs ainda verdes que depois de fazermos uma cova na terra as depositavamos la dentro cobrindo as depois e deixando uma marca para mais tarde as irmos retirar ja maduras

Acredito que este texto ja está a ser comprido mas gostaria ainda e deixar um repto aos meus companheiros de então e que me conhecem, não deixem de escrever algo sobre o tempo em que tudo nas nossas vidas eram rosas apesar dos tempos de fome que se viviam nessa data, que apesar dos sacrificios e das privações, se recorda sempre com saúdade.
(Neste texto queria ainda recordar com saudade a minha professora Dona Ilda Natércia e homenagear tambem a minha professora Suzete e ainda os meus antigos companheiros que comigo concluiram o ensino basico antiga 4ª classe

sexta-feira, 2 de maio de 2008

O FUNDÃO EM PARIS (Nanterre)

Através do Jornal do Fundão todos ficamos a saber que se realizou uma feira de produtos portugueses em Nanterre e onde o Fundão nem chegou a estar representado.
Nanterre é uma terra onde habitam muitos portugueses e alguns oriundos da Cova da Beira, sendo que muitos naturais de Bogas de Baixo residem na região de Paris e certamente juntaram se nesta feira não só para matar saudades dos nossos optimos sabores mas tambem na esperança de verem alguns dos nossos empresarios e até mesmo artesãos representarem a nossa cidade o nosso concelho.
Certamente para o ano haverá mais e talvez nessa altura ja se tenha chegado á conclusão que o FUNDÂO é imprescindivel neste certame.
Os organizadores conforme relata o Jornal do Fundão esperam para o ano terem a Camara municipal do Fundão representada no certame
cerrtamente que sim.
A nossa região tem realmente muitos productos excelentes que os franceses tambem iriam adorar. Tais como:
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AS CÉLEBRES FARINHEIRAS

O QUEIJO AMARELO DA BEIRA BAIXA AS NOSSAS MORCELAS DE ASSAR E DE ARROZ PARA COZER AS NOSSAS CHOURIÇAS DE CARNE
O NOSSO REQUEIJÂO

E COMO NÃO PODIAM FALTAR AS NOSSAS DELICIOSAS CEREJAS