terça-feira, 8 de janeiro de 2008

ANÁLISE AO FECHO DAS URGÊNCIAS NO HOSPITAL DO FUNDÃO

A União de Sindicatos de Castelo Branco (USCB/CGTP) vai promover um abaixo-assinado para pedir uma sessão extraordinária à Assembleia Municipal do Fundão sobre o fim das urgências no hospital da cidade, anunciou hoje o coordenador da USCB.

União de Sindicatos promove abaixo-assinado
"O poder político local tem que analisar com urgência qual o impacto do encerramento das urgências e para isso é preciso ouvir a população, os profissionais de saúde e seus responsáveis", justificou o responsável, Luís Garra, aos jornalistas.

"Primeiro acabaram as consultas de especialidade e agora as urgências", realçou o coordenador da USCB, que teme que "pouco a pouco se esvazie o Hospital do Fundão, caminhando para o seu encerramento ou privatização".
Luís Garra falava no final de uma reunião de delegados e dirigentes sindicais no Centro de Saúde do Fundão, depois de ouvir informações prestadas pelos profissionais.

Em várias ocasiões desde Dezembro, os directores do Centro de Saúde e do Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB), bem como o presidente da Câmara do Fundão, têm garantido que as urgências mudaram de nome para consulta aberta, mas o serviço é o mesmo.

A informação é no entanto rejeitada pelos serviços.

"Não há a mesma disponibilidade de meios de diagnóstico, há mais pessoas em ambulâncias para a Covilhã", exemplifica, criticando o pagamento de duas taxas moderadoras.

"Quem for à consulta aberta paga 2,10 euros e se necessitar de ir para as urgências da Covilhã paga 8,20 euros", referiu, contrariando o presidente do CHCB, que garantiu só haver lugar ao pagamento da taxa no Fundão.

Contactado pela Agência Lusa, o presidente do CHCB, João Casteleiro, garante que tal não acontece.

"Acabei de o confirmar: o próprio computador assume a isenção de quem já pagou 2,10 euros no Fundão", disse à Lusa, admitindo que "pode haver má informação".

"É preciso esclarecer que todos os meios de diagnóstico de imagiologia e análises estão disponíveis, como antes, e que um maior fluxo de ambulâncias pode não estar relacionado com mudanças no Fundão", acrescentou.

João Casteleiro referiu ainda que "actualmente são feitas consultas em 14 especialidades no Hospital do Fundão, onde em 2007 foram atendidas 15 mil consultas externas de especialidade".

"Também defendo que é preciso muito cuidado quando se fala em fecho de serviços no interior, sobretudo por causa dos riscos de desertificação. Mas claramente este não é o caso", sustentou.


08-01-2008 Lusa
com estas medidas tambem a população de Bogas de Baixo se já estava mal, pior ficou.
onde é que isto vai parar?