sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

UMA PRENDA DE NATAL

Fundão já tem ao serviço a nova viatura do INEM
Uma nova ambulância do INEM no âmbito do encerramento nocturno das urgências no Fundão, a 2 de Janeiro, "está já ao serviço", revelou hoje à Lusa o presidente do Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB), João Casteleiro.


A partir de quarta-feira, as urgências hospitalares do Fundão vão fechar entre a meia-noite e as 8:00, mas o presidente da presidente da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) acredita que será melhor assim.

"O atendimento de casos de urgência, nomeadamente durante a noite, será mais rápido", com a deslocação directa para o Hospital da Covilhã ou outro que o INEM considere adequado, defendeu João Pedro Pimentel, no início do mês, numa visita ao Fundão.



27-12-2007 IN kaminhos

domingo, 23 de dezembro de 2007

BOM NATAL PARA TODO O MUNDO

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O natal aproxima se e os hipermercados começam a encher-se de artigos próprios para esta quadra.
As prateleiras dão já um aspecto de natal atestadas de brinquedos para crianças, chocolates e outras guloseimas indicadas para serem consumidas nesta época

Mas o Natal já não é o que era
O Natal numa aldeia da Beira Baixa nos anos 50 e 60 sem electricidade era a beleza natural onde a maior luz vinha das faúlhas e das chamas dos madeiros a arder no adro da igreja. Isto no exterior porque dentro das casas eram aquelas grandes lareiras a arder para nos aquecer e cozinhar a s refeições
O natal nos anos 50 em Bogas de Baixo era a festa do Menino Jesus e das filhóses E durante a noite na lareira á volta do lume com aquelas grandes panelas de ferro bojudas e já muito negras onde se coziam as couves com batatas e se contavam um sem numero de histórias sobre o Menino Jesus.

Quase em todas as casas se faziam filhós feitas com farinha agua e azeite naquelas grandes caldeiras em cima da fogueira e para quem não tinha filhóses haveria sempre alguém mais abastado que fazia a oferta
As filhós eram para todos
Nos anos 60 ainda havia na Beira Baixa como em geral no país inteiro muitas aldeias sem electricidade. Deixavam se as portas da rua entreabertas até para passar alguma claridade do luar e quando apareciam visitas era só entrar.
No meu tempo éramos nós rapaziada com idade para ir á inspecção militar que estávamos incumbidos de procurar e carregar os cepos e madeiros para afogueira de natal


Pegávamos num carro d e bois e la íamos nós durante a noite carregar os madeiros previamente escolhidos para o efeito
Eram noites bem passadas e divertidas cantava se muitas vezes bebendo um copo de vinho com filhóses Natal natal filhóses com vinho não fazem mal
A confecção da massa das filhóses era sempre feita pela mãe e alguma amiga para a ajudar Quanto á cozedura eram sempre o pai e a mãe que sentados á lareira cada um de seu lado da caldeira que o faziam


A mãe estendia a massa e punha a dentro da caldeira. O pai com um grande garfo virava sas filhóses e tirava-as para uma cesta de verga quase sempre forrada com uma peça de linho, depois de fritas
Provavam se as filhóses e quase sempre as prendas do sapatinho eram uns bonecos feitos da massa das filhóses e algum rebuçado para os mais sortudos
No entanto era Natal a sério.

Ainda assim o mais apetecido era o bacalhau cozido com couve galega e batatas bem gostosas que todas a s famílias mesmo as mais pobres tinham por habito comer na noite da consoada
Era assim que na altura na loja do Sr Aníbal Gama se amontoavam sacos de bacalhau que já nem dá para recordar o preço. Mas era quase sempre barato porque nessa altura o bacalhau ainda se considerava comida do pobre bem regado com azeite puro e fresco acabado de chegar do lagar que existia ali á saída de Bogas para o Maxial.
Geralmente o Natal não calhava ao domingo por isso era também reconhecido por irmos todos á missa, depois duma noitada passada á beira daquela grande fogueira chispando faúlhas e rebentando corcódias ,depois duns copos bem bebidos, na parte da manhã do dia de Natal na missa o grande acontecimento era beijar O Deus Menino ali junto ao altar nas palhinhas deitado

Ás vezes com um presépio feito á maneira com musgo e arbustos que arranjávamos no campo. Nessa altura nós as crianças tínhamos o direito d e ficar perto do altar para estarmos mais perto do Menino Jesus e éramos normalmente os primeiros a beija lo “Depois vinha o almoço que também era de festa cada família comia o que podia conforme as suas posses mas quase sempre era de carne o almoço confeccionado geralmente de borrego ou cabrito pois quase toda a gente tinha umas cabritas. Galinhas eram mais para dar ovos e só se matavam quando alguém ficava doente e precisava de uma canja. Nunca s e poupavam ovos nem açúcar. É que, como sempre as festas, medem-se pelos doces
E a broa?? Cada vez que me lembro daquelas belas broas que se confeccionavam e comiam em Bogas até fico com o estômago a dar horas
A Maria das Dores era uma optima padeira para confeccionar as apetitosas broas (Pão de Milho)a href="http://bp2.blogger.com/_Q6HuLUQzSJs/R26VsrPEGyI/AAAAAAAAAj4/kQ2lbk7v7so/s1600-h/natal.JPG">



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DESEJO A TODOS UM SANTO E FELIZ NATAL

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

OS VOTOS DE UM FELIZ NATAL


É Natal.
Tempo de fé.
Felicidade nos corações humanos.
Esperança de dias melhores.
Inspirações de amor.
Família reunida.
União cristã.
Encontros acontecendo.
Festa preparada.



Estrela brilhando,
Cristo nascendo.
Tempo preparado, para vê-lo chegar.
Céu aplaudindo.
Caminhos se abrindo.
Vida florindo.
Mundo sorrindo.
Fraternidade se manifestando.
Gente perdoando.
Mãos se juntando.
Humanidade agradecendo.
Tudo é prece.
E momento de paz.
Ele veio para nos salvar...
Por isto
É Natal!


FILHÓS COM VINHO NÃO FAZEM MAL


Desejamos à todos umas festas de fim de Ano feliz e com saude e alegria!!!
beijos para todos,
Elsa, Anibal e Vanda


22 de Dezembro de 2007 13:35

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

ROTAS & DESTINOS

Pela estrada fora foi o que fizeram o João Ferreira Oliveira e o Pedro Sampayo Ribeiro visitando entre a Serra da Lousã e a Gardunha muitas localidades inseridas no Projecto Aldeias do Xisto
Cerdeira, Candal, Talasnal, Chiqueiro, Casal Novo, Gondramaz, Comareira, Aigra Nova, Aigra Velha, Pena, Fajão, Janeiro de Baixo, janeiro de Cima e como não podia deixar de ser a Barroca
Sede do Centro Dinamizador das Aldeias do Xisto para quem quiser aqui lhes deixo o endereço eletrónico e telefone 275647700 www.aldeiasdoxisto.pt.
Publicaram uma optima reportagem em Rotas & Destinos de Novembro com belissimas fotos e eu fiquei um pouco desiludido por terem passado a 2 km de Bogas de Baixo e terem se esquecido que tambem esta aldeia tinha todo o direito e condições para figurar num evento deste género
Espero que em proximos eventos não se esqueçam de que Bogas de Baixo tem lindas casas construidas em Xisto está bem localizade e tem todos os ingredientes nescessarios para receber bem os seus visitantes.
E porque não falar da Ladeira??
Já alguem se lembrou de que esta aldeia é um encanto especialmente na primavera quando toda paisagem circundante se encontra verde e florida??
Experimentem
Acho que a Junta de Freguesia de Bogas de Baixo que tanto tem feito para que Bogas fique na Vanguarda do progresso deveria interferir mais perante os Organismos Oficiais e não Oficias no intuito de ver mos Bogas mais vezes nas paginas dos jornais e revistas de turismo rural
De acordo com o responsável da Pinus Verde, o projecto vai permitir promover a marca Aldeias de Xisto, bem como escoar produtos artesanais como a cestaria, linhos, miniaturas de casas em xisto, peças de artesanato em madeira ou a bijutaria. “A intenção é divulgar não só os produtos artesanais, mas também a ligação entre o artesanato e a contemporaneidade”,
Salienta Bruno Ramos no Jornal Kaminhos que é meta a atingir não deixar morrer o artesanato para que as pessoas se fixem nestas aldeias e assim terem um modo de sustento
Em termos de comparação deixo aqui algumas fotos para poderem verificar
as semelhanças que existem entre Bogas e a s aldeias da serra da Lousã


Uma rua na aldeia de Talasnal á esquerda


uma rua da aldeia de Bogas de Baixo
ha muitas semelhanças

vista parcial da Ladeira devereia tambem fazer parte da rota das aldeias de xisto

vista parcial de Talasnal

O responsável da Pinus Verde acredita que este “é um dos projectos mais inovadores a nível nacional” e que pode funcionar como pilar da marca Aldeias de Xisto e “ajudar a estruturar o território em todas as suas valências”.

Acredito que a junta de freguesia de Bogas de Baixo ja tenha feito contactos para que a nossa terra venha a fazer parte destes projectos dinamizadores

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Parque de Merendas e Miradouro


Este local passou a ser o ex libris desta região da beira baixa


daqui podemos avistar as margens do rio Zezere a passar por entre estes rochedos



podemos ainda avistar as localidades de janeiro de cima, janeiro de baixo, urgeiro, bogas d e baixo , maxial, maxialinho,


portela de unhais, etc etc, isto para norte


a sul avistamos uma grand e estensão do concelho d e Oleiros e tambem do concelho da Pampilhosa da Serra


Um optimo local tambem para se fazer um bom pique nique. Possui todas as infraestruturas nescessarias



grelhadores ,wcs, mesas com sombras parques de estacionamento etc etc


Quem ainda não passou por cá deve vir


não se vai arrepender

No verão fazem se neste local grandes serões musicais e eventos de muita animação para a juventude
Há tambem quem aproveite e venha aqui saborear um bom almoço ou um bom lanche á boa maneira d e piquenique
Respirando este ar puro e podendo maravilhar se com as lindas paisagens em volta deste miradouro

domingo, 2 de dezembro de 2007

RECORDACÕES ATRAVÉS DO TEMPO

Ainda as estradas da região nem tinham asfalto, era tudo em terra batida
cada vez que aparecia um veículo a circular por elas a gente notava ao longe que iamos ter visitas
Era bem longo o tempo de espera entre um e outro carro que passava
quer isto dizer que não era como hoje
Os carros aumentaram muitas centenes e centenas de vezes em quantidade e fazem longas filas para chegar aos centros urbanos
Naquele tempo isso não acontecia
Os carros a circular nas estradas deixavam uma cauda de pó a fazer lembrar os aviões a jacto
Eu e os meus companheiros de então á hora da chegada da camioneta que fazia a carreira de castelo branco para Bogas íamos por aí fora calcorreando matos subindo barreiras e quando ja estavamos a uns 2 ou 3 kms de distancia ficavamos ali numa das muitas curvas da estrada á espera que o autocarro aparecesse
e quando aparecia la iamos nós agarrar nos á escada que existia atraz no autocarro e dava acesso ao tejadilho onde na altura eram transportadas a s mercadorias dos passageiros. Uma vez empoleirados na escada aí vinhamos nós de boleia até á povoação e quando chegavamos pariciamos os moleiros de então cheios de farinha
nós vinhamos sim carregadinhos de pó
Tempos que já não voltam

se os meus avós hoje viessem ver cá á terra como isto evoluiu voltariam a morrer desta vez de espanto
Sabe bem recordar