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São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




quinta-feira, 29 de novembro de 2007

ENTRE FARO E BOGAS DE BAIXO

Quando faço uma visita á terra natal, aproveito sempre para conhecer algo mais sobre Portugal
Um dos itinerários que utilizo varias vezes é o seguinte:de FARO por auto estrada até CASTRO VERDE

O Concelho de Castro Verde está situado no coração do chamado “Campo Branco”, nas longas e extensas planícies do sul de Portugal, no distrito de Beja, Baixo Alentejo. É limitado a Norte pelos concelhos de Beja e Aljustrel, a Sul pelo concelho de Almodôvar, a Este pelo concelho de Mértola e a Oeste pelo concelho de Ourique



Com uma área de 567,2 Km2 e uma população de 7603 habitantes, distribuída em cerca de uma vintena de localidades de pequena e média dimensão, o concelho está dividido administrativamente em cinco freguesias: Casével, Castro Verde, Entradas, São Marcos da Atabueira e Santa Bárbara de Padrões, cuja a população activa se distribui pelos seguintes sectores de actividade:
- Sector Primário: 18,9%
- Sector Secundário: 34,4%
- Sector Terciário: 46,7%

A partir daqui vamos pelo IP 2 até BEJA percorrendo esta vasta planície no baixo alentejo>

A cidade de Beja implanta-se num morro com 277m de altitude, dominando a vasta planície envolvente. O campo surge, assim, como uma fronteira natural entre a vida urbana e a vida rural. Esta realidade marca a vida deste povoado desde a sua fundação, algures na Idade do Ferro. Prova cabal desse momento é o troço de muralha proto-histórica descoberta no decurso das escavações da Rua do Sembrano. Achado da maior importância, dissiparia todas as dúvidas sobre a pré-existência de um povoado anterior à ocupação romana; contudo, continuamos sem saber que povo aqui estaria nem tampouco possuímos qualquer informação sobre a forma como se organizava o espaço pré-urbano

A partir daqui iniciamos um percurso sempre pelo IP2 mas já com outras pequenas caracteristicas no terreno .Passamos por S.Matias onde aproveitamos para petiscar, depois já em S. Manços começamos a ver grandes vinhas de ondem saiem as boas castas alentejanas como o Vidigueira o borba o regengos e os bons vinhos de PORTEL uma Vila encantadora ao lado do Alqueva
A cidade de Évora, com cerca de 50.000 habitantes, um importante Centro Histórico, delimitado pela Muralhas Medievais
O núcleo mais antigo é rodeado pela muralhas romanas e contém alguns dos mais importantes monumentos da cidade e o seu ex-libris – o Templo Romano.
cidade de Évora situa-se no coração de uma vasta região ao Sul de Portugal - o Alentejo.
A peneplanície alentejana faz parte da sub-meseta meridional do Maciço Antigo peninsular. Docemente ondulada, a uma cota média de 240 metros, é pontuada por alguns relevos de fraca altitude. É cortada por 3 grandes bacias hidrográficas – a do Tejo, a do Guadiana e a do Sado, na cabeceira dos quais se situa a cidade de Évora
Passando po Evoramonte com o seu garboso castelo altaneiro visivel a muitos kms e os seus mercados e feiras, Damos conosco a entrar ás portas de EstremozO concelho de Estremoz insere-se numa região denominada por Zona dos Mármores. Este concelho ocupa uma área total de 514 Km2 e tem uma população de 15 657 habitantes.
Da responsabilidade da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos, foram erigidas em inícios do século XVIII. Inicialmente cinco, desapareceu, na década de 1950, a que estava junto da extinta Igreja de Santo André. As cinco acompanhariam exactamente o percurso da já então existente Procissão do Senhor dos Passos.

Situada no local onde a lenda diz terem-se situado os aposentos da Rainha Santa Isabel, deve a sua construção à Rainha D. Luisa de Gusmão, mulher de D. João IV e devota da Rainha Santa Isabel, como cumprimento de uma promessa na sequência da vitória portuguesa na Batalha das Linhas de Elvas em 1659. Em 1669 o príncipe regente D. Pedro autoriza a fundação de um convento da Ordem dos Agostinhos Descalços em Estremoz, que aqui chegam em 1671.
Daqui até Portalegre é um saltinho com pasagem Por Veiros
aqui com a sua vistosa igreja e logo depois Monforte
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O Concelho de Portalegre fica situado no Norte Alentejano, em pleno coração do Parque Natural da Serra de S. Mamede. É constituído por dez freguesias, duas urbanas (Sé e S. Lourenço) e oito rurais (Alagoa, Alegrete, Carreiras, Fortios, Reguengo, Ribeira de Nisa, S. Julião e Urra). Tem uma superfície de 464 Km2 e cerca de 26 mil habitantes.
A urbe, com cerca de 16 mil habitantes, desenvolveu-se principalmente a partir do século XVI, época em que foi elevada a sede de Bispado e à categoria de cidade, o que, conjuntamente com o progresso económico decorrente da agricultura, do comércio e também da industria, levou à existência de famílias nobres e burguesas que mandaram construir residências com uma certa grandiosidade. Por esse facto, Portalegre possui um dos melhores conjuntos de casas solarengas do país.
A cidade tem uma forte tradição industrial. O fabrico de panos de lã data da Idade Média, mas conheceu um notável desenvolvimento a partir do século XVII e, no seguinte, com a fundação da Real Fábrica de Lanifícios, por iniciativa do Marquês de Pombal. No século XIX surgiu a Fábrica Robinson, dedicada à preparação e transformação de cortiça, que é parte integrante da memória de Portalegre e que possui um valioso espólio de arqueologia industrial. Em 1947 surge a Manufactura de Tapeçarias, que, pela originalidade e valor artístico dos seus trabalhos, depressa se tornou no “ex- líbris“ da cidade.
Daqui costumo fazer um pequeno desvio para passar em FLOR DA ROSA e admirar os seus monumentos
Flor da Rosa é uma freguesia portuguesa do concelho do Crato, com 10.4 km² de área e 328 habitantes (2001). Densidade: 33,2 hab/km².
Os populares atribuem a Flor da Rosa e ao seu Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa, o local de nascimento do Santo Condestável, D. Nuno Álvares Pereira, por seu pai, D. Álvaro Gonçalves Pereira, ali ter residido aquando Prior do Crato, tendo sido erguida naquela localidade uma estátua em homenagem ao Santo Condestável.
Povoação com grande tradição na feitura de peças de barro, possui 14 peças certificadas como peças de Flor da Rosa e ainda em funcionamento uma escola de olaria.
Muito rica em patrimonio arquitectónico, possui para além do Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa, duas fontes do século XV e dois solares barrocos.
Agora entramos numa zonda de pastorio de onde saem os belissimos quéijos de Tolosa o queijo de Nisa e ja em zona montanhosa cabos por chegar a Portas de Ródão

onde o Alentejo acaba e a Beira começa
entro neste momento no meu distrito CASTELO BRANCO
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PAÇO EPISCOPAL (Museu Tavares Proença Júnior)-M.N.

Foi mandado construir pelo Bispo da Guarda, D. Nuno de Noronha, entre 1596 e 1598, como no-lo atesta uma inscrição que "encima" o portal da entrada no pátio. Não se conhecem outras notícias concretas de obras que o mesmo edifício sofreu, à excepção de uma profunda intervenção, já no século XVIII, levada a cabo pelo Bispo da Guarda D. João de Mendonça. A partir de 1771, depois de Castelo Branco ter sido erigida em sede de Bispado, o mesmo edifício foi adoptado como paço de residência dos Bispos de Castelo Branco (como o tinha sido para os da Guarda). Durante o reinado eclesiástico de D. Vicente Ferrer da Rocha (1782-1814), procedeu-se a grandes transformações, nomeadamente no interior e na reconstrução do peristilo que se situa na banda norte. A partir de 1831, após a Diocese Albicastrense ter ficado "sede vacante", instalaram-se no edifício vários serviços públicos que muito contribuíram para a danificação do imóvel. No século XX, de 1911, até 1946, serviu de Liceu Central (que ainda tomaria o nome de Nun'Álvares, por proposta do Dr. Augusto Sousa Tavares); também aí funcionou a Escola Normal e a Escola Comercial; abriu as portas como Museu F. Tavares Proença Júnior em 1971 e assim se mantém. O edifício do Paço Episcopal é de ponta rectangular, formado por dois corpos alinhados em ângulo recto, com ressalto no ângulo norte, formado pelo peristilo. A fachada principal é virada a norte, ínsitas nela vêem-se dez janelas de sacada de lintel recto rematadas por frontão curvilíneo, oito janelas de frontão recto e moldura simples. O acesso ao peristilo é feito por uma escadaria, de dois lanços, de 22 degraus de cantaria. O alpendre é sustentado por sete colunas jónicas unidas pelas pela balaustrada. O telhado é de cinco águas.

LARGO E CRUZEIRO DE S. JOÃO - M.N., Avista-se deste largo um magnífico cruzeiro de estilo manuelino, que constitui um belo exemplar de trabalho no granito da região. Assente numa base octogonal decorada com elementos vegetalistas, tem um fuste espiralado onde assenta um anel, decorado com uma corda e plantas estilizadas que serve de base à cruz, a qual por sua vez ostenta Cristo crucificado.

ERMIDA DE NOSSA SENHORA DE MÉRCOLES - I.P.P.
A Ermida de Nossa Senhora de Mércoles está situada nos arredores da cidade de Castelo Branco. Não se sabe quem a construiu, mas a tradição atribuiu a sua edificação aos freires da Ordem do Templo. Embora haja autores que sustentam a existência de um Templo do período Romano. O portal da entrada e dois portais laterais são ogivais. O pavimento da capela está em plano inferior ao do terreno, sendo, por isso, necessário cinco degraus para se descer, também há vestígios de frescos no interior. É constituída por uma só nave e uma capela absidal. Sofreu obras de relevo nos séculos XVII, XVIII e XIX.
Daqui a Bogas é só mais um saltinho pela estrada de Coimbra até ao Orvalho estrada
esta bastante melhorada nos ultimos anos.
Chegados á nossa terra teremos sempre aquele caloroso acolhimento de toda esta gente que sabe como tratar bem os seus conterraneos e seus visitantes
Passe por Bogas de Baixo e admire as lindas paisagens envolventes