sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

UMA PRENDA DE NATAL

Fundão já tem ao serviço a nova viatura do INEM
Uma nova ambulância do INEM no âmbito do encerramento nocturno das urgências no Fundão, a 2 de Janeiro, "está já ao serviço", revelou hoje à Lusa o presidente do Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB), João Casteleiro.


A partir de quarta-feira, as urgências hospitalares do Fundão vão fechar entre a meia-noite e as 8:00, mas o presidente da presidente da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) acredita que será melhor assim.

"O atendimento de casos de urgência, nomeadamente durante a noite, será mais rápido", com a deslocação directa para o Hospital da Covilhã ou outro que o INEM considere adequado, defendeu João Pedro Pimentel, no início do mês, numa visita ao Fundão.



27-12-2007 IN kaminhos

domingo, 23 de dezembro de 2007

BOM NATAL PARA TODO O MUNDO

<
O natal aproxima se e os hipermercados começam a encher-se de artigos próprios para esta quadra.
As prateleiras dão já um aspecto de natal atestadas de brinquedos para crianças, chocolates e outras guloseimas indicadas para serem consumidas nesta época

Mas o Natal já não é o que era
O Natal numa aldeia da Beira Baixa nos anos 50 e 60 sem electricidade era a beleza natural onde a maior luz vinha das faúlhas e das chamas dos madeiros a arder no adro da igreja. Isto no exterior porque dentro das casas eram aquelas grandes lareiras a arder para nos aquecer e cozinhar a s refeições
O natal nos anos 50 em Bogas de Baixo era a festa do Menino Jesus e das filhóses E durante a noite na lareira á volta do lume com aquelas grandes panelas de ferro bojudas e já muito negras onde se coziam as couves com batatas e se contavam um sem numero de histórias sobre o Menino Jesus.

Quase em todas as casas se faziam filhós feitas com farinha agua e azeite naquelas grandes caldeiras em cima da fogueira e para quem não tinha filhóses haveria sempre alguém mais abastado que fazia a oferta
As filhós eram para todos
Nos anos 60 ainda havia na Beira Baixa como em geral no país inteiro muitas aldeias sem electricidade. Deixavam se as portas da rua entreabertas até para passar alguma claridade do luar e quando apareciam visitas era só entrar.
No meu tempo éramos nós rapaziada com idade para ir á inspecção militar que estávamos incumbidos de procurar e carregar os cepos e madeiros para afogueira de natal


Pegávamos num carro d e bois e la íamos nós durante a noite carregar os madeiros previamente escolhidos para o efeito
Eram noites bem passadas e divertidas cantava se muitas vezes bebendo um copo de vinho com filhóses Natal natal filhóses com vinho não fazem mal
A confecção da massa das filhóses era sempre feita pela mãe e alguma amiga para a ajudar Quanto á cozedura eram sempre o pai e a mãe que sentados á lareira cada um de seu lado da caldeira que o faziam


A mãe estendia a massa e punha a dentro da caldeira. O pai com um grande garfo virava sas filhóses e tirava-as para uma cesta de verga quase sempre forrada com uma peça de linho, depois de fritas
Provavam se as filhóses e quase sempre as prendas do sapatinho eram uns bonecos feitos da massa das filhóses e algum rebuçado para os mais sortudos
No entanto era Natal a sério.

Ainda assim o mais apetecido era o bacalhau cozido com couve galega e batatas bem gostosas que todas a s famílias mesmo as mais pobres tinham por habito comer na noite da consoada
Era assim que na altura na loja do Sr Aníbal Gama se amontoavam sacos de bacalhau que já nem dá para recordar o preço. Mas era quase sempre barato porque nessa altura o bacalhau ainda se considerava comida do pobre bem regado com azeite puro e fresco acabado de chegar do lagar que existia ali á saída de Bogas para o Maxial.
Geralmente o Natal não calhava ao domingo por isso era também reconhecido por irmos todos á missa, depois duma noitada passada á beira daquela grande fogueira chispando faúlhas e rebentando corcódias ,depois duns copos bem bebidos, na parte da manhã do dia de Natal na missa o grande acontecimento era beijar O Deus Menino ali junto ao altar nas palhinhas deitado

Ás vezes com um presépio feito á maneira com musgo e arbustos que arranjávamos no campo. Nessa altura nós as crianças tínhamos o direito d e ficar perto do altar para estarmos mais perto do Menino Jesus e éramos normalmente os primeiros a beija lo “Depois vinha o almoço que também era de festa cada família comia o que podia conforme as suas posses mas quase sempre era de carne o almoço confeccionado geralmente de borrego ou cabrito pois quase toda a gente tinha umas cabritas. Galinhas eram mais para dar ovos e só se matavam quando alguém ficava doente e precisava de uma canja. Nunca s e poupavam ovos nem açúcar. É que, como sempre as festas, medem-se pelos doces
E a broa?? Cada vez que me lembro daquelas belas broas que se confeccionavam e comiam em Bogas até fico com o estômago a dar horas
A Maria das Dores era uma optima padeira para confeccionar as apetitosas broas (Pão de Milho)a href="http://bp2.blogger.com/_Q6HuLUQzSJs/R26VsrPEGyI/AAAAAAAAAj4/kQ2lbk7v7so/s1600-h/natal.JPG">



.
DESEJO A TODOS UM SANTO E FELIZ NATAL

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

OS VOTOS DE UM FELIZ NATAL


É Natal.
Tempo de fé.
Felicidade nos corações humanos.
Esperança de dias melhores.
Inspirações de amor.
Família reunida.
União cristã.
Encontros acontecendo.
Festa preparada.



Estrela brilhando,
Cristo nascendo.
Tempo preparado, para vê-lo chegar.
Céu aplaudindo.
Caminhos se abrindo.
Vida florindo.
Mundo sorrindo.
Fraternidade se manifestando.
Gente perdoando.
Mãos se juntando.
Humanidade agradecendo.
Tudo é prece.
E momento de paz.
Ele veio para nos salvar...
Por isto
É Natal!


FILHÓS COM VINHO NÃO FAZEM MAL


Desejamos à todos umas festas de fim de Ano feliz e com saude e alegria!!!
beijos para todos,
Elsa, Anibal e Vanda


22 de Dezembro de 2007 13:35

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

ROTAS & DESTINOS

Pela estrada fora foi o que fizeram o João Ferreira Oliveira e o Pedro Sampayo Ribeiro visitando entre a Serra da Lousã e a Gardunha muitas localidades inseridas no Projecto Aldeias do Xisto
Cerdeira, Candal, Talasnal, Chiqueiro, Casal Novo, Gondramaz, Comareira, Aigra Nova, Aigra Velha, Pena, Fajão, Janeiro de Baixo, janeiro de Cima e como não podia deixar de ser a Barroca
Sede do Centro Dinamizador das Aldeias do Xisto para quem quiser aqui lhes deixo o endereço eletrónico e telefone 275647700 www.aldeiasdoxisto.pt.
Publicaram uma optima reportagem em Rotas & Destinos de Novembro com belissimas fotos e eu fiquei um pouco desiludido por terem passado a 2 km de Bogas de Baixo e terem se esquecido que tambem esta aldeia tinha todo o direito e condições para figurar num evento deste género
Espero que em proximos eventos não se esqueçam de que Bogas de Baixo tem lindas casas construidas em Xisto está bem localizade e tem todos os ingredientes nescessarios para receber bem os seus visitantes.
E porque não falar da Ladeira??
Já alguem se lembrou de que esta aldeia é um encanto especialmente na primavera quando toda paisagem circundante se encontra verde e florida??
Experimentem
Acho que a Junta de Freguesia de Bogas de Baixo que tanto tem feito para que Bogas fique na Vanguarda do progresso deveria interferir mais perante os Organismos Oficiais e não Oficias no intuito de ver mos Bogas mais vezes nas paginas dos jornais e revistas de turismo rural
De acordo com o responsável da Pinus Verde, o projecto vai permitir promover a marca Aldeias de Xisto, bem como escoar produtos artesanais como a cestaria, linhos, miniaturas de casas em xisto, peças de artesanato em madeira ou a bijutaria. “A intenção é divulgar não só os produtos artesanais, mas também a ligação entre o artesanato e a contemporaneidade”,
Salienta Bruno Ramos no Jornal Kaminhos que é meta a atingir não deixar morrer o artesanato para que as pessoas se fixem nestas aldeias e assim terem um modo de sustento
Em termos de comparação deixo aqui algumas fotos para poderem verificar
as semelhanças que existem entre Bogas e a s aldeias da serra da Lousã


Uma rua na aldeia de Talasnal á esquerda


uma rua da aldeia de Bogas de Baixo
ha muitas semelhanças

vista parcial da Ladeira devereia tambem fazer parte da rota das aldeias de xisto

vista parcial de Talasnal

O responsável da Pinus Verde acredita que este “é um dos projectos mais inovadores a nível nacional” e que pode funcionar como pilar da marca Aldeias de Xisto e “ajudar a estruturar o território em todas as suas valências”.

Acredito que a junta de freguesia de Bogas de Baixo ja tenha feito contactos para que a nossa terra venha a fazer parte destes projectos dinamizadores

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Parque de Merendas e Miradouro


Este local passou a ser o ex libris desta região da beira baixa


daqui podemos avistar as margens do rio Zezere a passar por entre estes rochedos



podemos ainda avistar as localidades de janeiro de cima, janeiro de baixo, urgeiro, bogas d e baixo , maxial, maxialinho,


portela de unhais, etc etc, isto para norte


a sul avistamos uma grand e estensão do concelho d e Oleiros e tambem do concelho da Pampilhosa da Serra


Um optimo local tambem para se fazer um bom pique nique. Possui todas as infraestruturas nescessarias



grelhadores ,wcs, mesas com sombras parques de estacionamento etc etc


Quem ainda não passou por cá deve vir


não se vai arrepender

No verão fazem se neste local grandes serões musicais e eventos de muita animação para a juventude
Há tambem quem aproveite e venha aqui saborear um bom almoço ou um bom lanche á boa maneira d e piquenique
Respirando este ar puro e podendo maravilhar se com as lindas paisagens em volta deste miradouro

domingo, 2 de dezembro de 2007

RECORDACÕES ATRAVÉS DO TEMPO

Ainda as estradas da região nem tinham asfalto, era tudo em terra batida
cada vez que aparecia um veículo a circular por elas a gente notava ao longe que iamos ter visitas
Era bem longo o tempo de espera entre um e outro carro que passava
quer isto dizer que não era como hoje
Os carros aumentaram muitas centenes e centenas de vezes em quantidade e fazem longas filas para chegar aos centros urbanos
Naquele tempo isso não acontecia
Os carros a circular nas estradas deixavam uma cauda de pó a fazer lembrar os aviões a jacto
Eu e os meus companheiros de então á hora da chegada da camioneta que fazia a carreira de castelo branco para Bogas íamos por aí fora calcorreando matos subindo barreiras e quando ja estavamos a uns 2 ou 3 kms de distancia ficavamos ali numa das muitas curvas da estrada á espera que o autocarro aparecesse
e quando aparecia la iamos nós agarrar nos á escada que existia atraz no autocarro e dava acesso ao tejadilho onde na altura eram transportadas a s mercadorias dos passageiros. Uma vez empoleirados na escada aí vinhamos nós de boleia até á povoação e quando chegavamos pariciamos os moleiros de então cheios de farinha
nós vinhamos sim carregadinhos de pó
Tempos que já não voltam

se os meus avós hoje viessem ver cá á terra como isto evoluiu voltariam a morrer desta vez de espanto
Sabe bem recordar

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

ENTRE FARO E BOGAS DE BAIXO

Quando faço uma visita á terra natal, aproveito sempre para conhecer algo mais sobre Portugal
Um dos itinerários que utilizo varias vezes é o seguinte:de FARO por auto estrada até CASTRO VERDE

O Concelho de Castro Verde está situado no coração do chamado “Campo Branco”, nas longas e extensas planícies do sul de Portugal, no distrito de Beja, Baixo Alentejo. É limitado a Norte pelos concelhos de Beja e Aljustrel, a Sul pelo concelho de Almodôvar, a Este pelo concelho de Mértola e a Oeste pelo concelho de Ourique



Com uma área de 567,2 Km2 e uma população de 7603 habitantes, distribuída em cerca de uma vintena de localidades de pequena e média dimensão, o concelho está dividido administrativamente em cinco freguesias: Casével, Castro Verde, Entradas, São Marcos da Atabueira e Santa Bárbara de Padrões, cuja a população activa se distribui pelos seguintes sectores de actividade:
- Sector Primário: 18,9%
- Sector Secundário: 34,4%
- Sector Terciário: 46,7%

A partir daqui vamos pelo IP 2 até BEJA percorrendo esta vasta planície no baixo alentejo>

A cidade de Beja implanta-se num morro com 277m de altitude, dominando a vasta planície envolvente. O campo surge, assim, como uma fronteira natural entre a vida urbana e a vida rural. Esta realidade marca a vida deste povoado desde a sua fundação, algures na Idade do Ferro. Prova cabal desse momento é o troço de muralha proto-histórica descoberta no decurso das escavações da Rua do Sembrano. Achado da maior importância, dissiparia todas as dúvidas sobre a pré-existência de um povoado anterior à ocupação romana; contudo, continuamos sem saber que povo aqui estaria nem tampouco possuímos qualquer informação sobre a forma como se organizava o espaço pré-urbano

A partir daqui iniciamos um percurso sempre pelo IP2 mas já com outras pequenas caracteristicas no terreno .Passamos por S.Matias onde aproveitamos para petiscar, depois já em S. Manços começamos a ver grandes vinhas de ondem saiem as boas castas alentejanas como o Vidigueira o borba o regengos e os bons vinhos de PORTEL uma Vila encantadora ao lado do Alqueva
A cidade de Évora, com cerca de 50.000 habitantes, um importante Centro Histórico, delimitado pela Muralhas Medievais
O núcleo mais antigo é rodeado pela muralhas romanas e contém alguns dos mais importantes monumentos da cidade e o seu ex-libris – o Templo Romano.
cidade de Évora situa-se no coração de uma vasta região ao Sul de Portugal - o Alentejo.
A peneplanície alentejana faz parte da sub-meseta meridional do Maciço Antigo peninsular. Docemente ondulada, a uma cota média de 240 metros, é pontuada por alguns relevos de fraca altitude. É cortada por 3 grandes bacias hidrográficas – a do Tejo, a do Guadiana e a do Sado, na cabeceira dos quais se situa a cidade de Évora
Passando po Evoramonte com o seu garboso castelo altaneiro visivel a muitos kms e os seus mercados e feiras, Damos conosco a entrar ás portas de EstremozO concelho de Estremoz insere-se numa região denominada por Zona dos Mármores. Este concelho ocupa uma área total de 514 Km2 e tem uma população de 15 657 habitantes.
Da responsabilidade da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos, foram erigidas em inícios do século XVIII. Inicialmente cinco, desapareceu, na década de 1950, a que estava junto da extinta Igreja de Santo André. As cinco acompanhariam exactamente o percurso da já então existente Procissão do Senhor dos Passos.

Situada no local onde a lenda diz terem-se situado os aposentos da Rainha Santa Isabel, deve a sua construção à Rainha D. Luisa de Gusmão, mulher de D. João IV e devota da Rainha Santa Isabel, como cumprimento de uma promessa na sequência da vitória portuguesa na Batalha das Linhas de Elvas em 1659. Em 1669 o príncipe regente D. Pedro autoriza a fundação de um convento da Ordem dos Agostinhos Descalços em Estremoz, que aqui chegam em 1671.
Daqui até Portalegre é um saltinho com pasagem Por Veiros
aqui com a sua vistosa igreja e logo depois Monforte
-
O Concelho de Portalegre fica situado no Norte Alentejano, em pleno coração do Parque Natural da Serra de S. Mamede. É constituído por dez freguesias, duas urbanas (Sé e S. Lourenço) e oito rurais (Alagoa, Alegrete, Carreiras, Fortios, Reguengo, Ribeira de Nisa, S. Julião e Urra). Tem uma superfície de 464 Km2 e cerca de 26 mil habitantes.
A urbe, com cerca de 16 mil habitantes, desenvolveu-se principalmente a partir do século XVI, época em que foi elevada a sede de Bispado e à categoria de cidade, o que, conjuntamente com o progresso económico decorrente da agricultura, do comércio e também da industria, levou à existência de famílias nobres e burguesas que mandaram construir residências com uma certa grandiosidade. Por esse facto, Portalegre possui um dos melhores conjuntos de casas solarengas do país.
A cidade tem uma forte tradição industrial. O fabrico de panos de lã data da Idade Média, mas conheceu um notável desenvolvimento a partir do século XVII e, no seguinte, com a fundação da Real Fábrica de Lanifícios, por iniciativa do Marquês de Pombal. No século XIX surgiu a Fábrica Robinson, dedicada à preparação e transformação de cortiça, que é parte integrante da memória de Portalegre e que possui um valioso espólio de arqueologia industrial. Em 1947 surge a Manufactura de Tapeçarias, que, pela originalidade e valor artístico dos seus trabalhos, depressa se tornou no “ex- líbris“ da cidade.
Daqui costumo fazer um pequeno desvio para passar em FLOR DA ROSA e admirar os seus monumentos
Flor da Rosa é uma freguesia portuguesa do concelho do Crato, com 10.4 km² de área e 328 habitantes (2001). Densidade: 33,2 hab/km².
Os populares atribuem a Flor da Rosa e ao seu Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa, o local de nascimento do Santo Condestável, D. Nuno Álvares Pereira, por seu pai, D. Álvaro Gonçalves Pereira, ali ter residido aquando Prior do Crato, tendo sido erguida naquela localidade uma estátua em homenagem ao Santo Condestável.
Povoação com grande tradição na feitura de peças de barro, possui 14 peças certificadas como peças de Flor da Rosa e ainda em funcionamento uma escola de olaria.
Muito rica em patrimonio arquitectónico, possui para além do Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa, duas fontes do século XV e dois solares barrocos.
Agora entramos numa zonda de pastorio de onde saem os belissimos quéijos de Tolosa o queijo de Nisa e ja em zona montanhosa cabos por chegar a Portas de Ródão

onde o Alentejo acaba e a Beira começa
entro neste momento no meu distrito CASTELO BRANCO
-
PAÇO EPISCOPAL (Museu Tavares Proença Júnior)-M.N.

Foi mandado construir pelo Bispo da Guarda, D. Nuno de Noronha, entre 1596 e 1598, como no-lo atesta uma inscrição que "encima" o portal da entrada no pátio. Não se conhecem outras notícias concretas de obras que o mesmo edifício sofreu, à excepção de uma profunda intervenção, já no século XVIII, levada a cabo pelo Bispo da Guarda D. João de Mendonça. A partir de 1771, depois de Castelo Branco ter sido erigida em sede de Bispado, o mesmo edifício foi adoptado como paço de residência dos Bispos de Castelo Branco (como o tinha sido para os da Guarda). Durante o reinado eclesiástico de D. Vicente Ferrer da Rocha (1782-1814), procedeu-se a grandes transformações, nomeadamente no interior e na reconstrução do peristilo que se situa na banda norte. A partir de 1831, após a Diocese Albicastrense ter ficado "sede vacante", instalaram-se no edifício vários serviços públicos que muito contribuíram para a danificação do imóvel. No século XX, de 1911, até 1946, serviu de Liceu Central (que ainda tomaria o nome de Nun'Álvares, por proposta do Dr. Augusto Sousa Tavares); também aí funcionou a Escola Normal e a Escola Comercial; abriu as portas como Museu F. Tavares Proença Júnior em 1971 e assim se mantém. O edifício do Paço Episcopal é de ponta rectangular, formado por dois corpos alinhados em ângulo recto, com ressalto no ângulo norte, formado pelo peristilo. A fachada principal é virada a norte, ínsitas nela vêem-se dez janelas de sacada de lintel recto rematadas por frontão curvilíneo, oito janelas de frontão recto e moldura simples. O acesso ao peristilo é feito por uma escadaria, de dois lanços, de 22 degraus de cantaria. O alpendre é sustentado por sete colunas jónicas unidas pelas pela balaustrada. O telhado é de cinco águas.

LARGO E CRUZEIRO DE S. JOÃO - M.N., Avista-se deste largo um magnífico cruzeiro de estilo manuelino, que constitui um belo exemplar de trabalho no granito da região. Assente numa base octogonal decorada com elementos vegetalistas, tem um fuste espiralado onde assenta um anel, decorado com uma corda e plantas estilizadas que serve de base à cruz, a qual por sua vez ostenta Cristo crucificado.

ERMIDA DE NOSSA SENHORA DE MÉRCOLES - I.P.P.
A Ermida de Nossa Senhora de Mércoles está situada nos arredores da cidade de Castelo Branco. Não se sabe quem a construiu, mas a tradição atribuiu a sua edificação aos freires da Ordem do Templo. Embora haja autores que sustentam a existência de um Templo do período Romano. O portal da entrada e dois portais laterais são ogivais. O pavimento da capela está em plano inferior ao do terreno, sendo, por isso, necessário cinco degraus para se descer, também há vestígios de frescos no interior. É constituída por uma só nave e uma capela absidal. Sofreu obras de relevo nos séculos XVII, XVIII e XIX.
Daqui a Bogas é só mais um saltinho pela estrada de Coimbra até ao Orvalho estrada
esta bastante melhorada nos ultimos anos.
Chegados á nossa terra teremos sempre aquele caloroso acolhimento de toda esta gente que sabe como tratar bem os seus conterraneos e seus visitantes
Passe por Bogas de Baixo e admire as lindas paisagens envolventes

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Festival da Tibórnia no Fundão



Com concurso gastronómico e passeio pelos aromas
A empresa municipal Fundão Turismo e a Confraria do Azeite da Cova da Beira organizam de 30 Novembro a 9 de Dezembro, a 4ª Edição do Festival da Tibórnia, no Concelho do Fundão.

Com a adesão de 11 restaurantes, esta prática centenária será reeditada, através das melhores receitas, dando notoriedade ao ingrediente base, o Azeite.

A edição deste ano traz diversas inovações, como a introdução de produtos biológicos na confecção dos pratos, bem como a apresentação de uma ficha técnica dos cardápios apresentados, querendo a edição deste ano transmitir a imagem de festival “amigo do ambiente”, pugnando também por uma “cozinha saudável”.
Paralelamente haverá um concurso gastronómico, onde os 11 restaurantes aderentes, serão avaliados por um júri composto por 5 elementos, onde pontificam gastrónomos e representantes na área de formação em hotelaria, restauração e turismo.

Ao vencedor será atribuída a distinção de “Restaurante Recomendado com Serviço de Gastronomia Regional”.

Neste concurso gastronómico haverá um prato comum a todos os restaurantes, que terá de ter na sua composição 5 ingredientes de carácter obrigatório, – o azeite, bacalhau, pão, couve e batata.

Da cidade do Fundão participam 8 restaurantes: As Tílias, Cantinho dos Grelhados, Hermínia, Mario’s, O Eclipse, O Panças, O Parque e A Cereja (Hotel Príncipe da Beira); da Soalheira o Rural Gardunha, de Alcaria, O Mário e de Janeiro de Cima, Fiado.

Mais informações em www.fundaoturismo.pt, onde poderão ser escolhidas as ementas dos 11 restaurantes aderentes.

A organização do festival está a cargo da empresa municipal, Fundão Turismo, Confraria do Azeite da Cova da Beira em parceria com, Associação Distrital de Agricultores de Castelo Branco, Escola de Hotelaria e Turismo do Fundão, Pão São – Museu do Pão e Cooperativa Agrícola de Olivicultores do Fundão.

Passeio pelos Aromas

Servindo de complemento ao Festival da Tibórnia a Fundão Turismo criou ainda um passeio para todos aqueles que queiram saber/aprender algo mais sobre o sumptuoso líquido, o azeite, sendo criado o “Passeio pelos Aromas”.

Percurso realizado por cenários de rara beleza natural, descritos na singular Serra da Gardunha, onde se descobrem os encantos das ervas aromáticas que mais tarde se unirão ao azeite, num momento único onde é permitido experimentar e confeccionar a tradicional tibórnia.

Pela tarde vislumbram-se cenários de tradição... na descoberta do mundo dourado do azeite, observar o processo de moagem de azeitona e ver como tudo acontece.
clicar na imagem para aumentar

Datas possíveis

1 e 8 de Dezembro

Itinerário

9.00h – Passeio pelo mundo das ervas aromáticas na Serra da Gardunha

12.00h – Encontro de Sabores (Confecção de Tibórnia)

13.00h – Almoço livre

(restaurantes aderentes)

15.00h – Visita ao Lagar da Cooperativa Agrícola de Olivicultores do Fundão.

Duração: 1 dia

Preço pax: 15€

Transporte e almoço não incluídos

O Passeio está sujeito a marcação.
Marcações e informações: 275 77 90 40 ou geral@fundaoturismo.pt e www.fundaoturismo.pt

A organização do passeio é da responsabilidade da empresa municipal, Fundão Turismo, em parceria com Escola de Hotelaria e Turismo do Fundão, Cooperativa Agrícola de Olivicultores do Fundão e Centro de Informação Ambiental.
26-11-2007 Ka

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

RECORDAÇÕES DA JUVENTUDE


AH POIS EM BOGAS DE BAIXO EXISTIU UMA BANDA FILARMÓNICA QUE DURANTE MUITOS ANOS ABRILHANTOU MUITAS FESTAS DAS POVOAÇÕES DESTE DISTRITO . FORAM SEUS MAESTROS O SR ANIBAL GAMA E O SR JOÃO DAS NEVES DIFERENTES NA FORMA DE DIRIGIR MAS BONS OS DOIS
O SR JOÃO DAS NEVES TINHA SAIDO DO EXERCITO E TRAZIA A DICIPLINA TODA , O SR ANIBAL ERA UM BONACHEIRÃO. RECORDO OS DOIS COM SAUDADE
FIZ PARTE DELA DA BANDA QUANDO ERA MIUDO
O CARLOS GAMA QUE FAZIA NA ALTURA PARTE DA BANDA DA MARINHA AINDA DIRIGIU A BANDA ALGUMAS VEZES . TROUXE ALGUMA S PARTITURAS NOVAS E RECORDO ME UMA VEZ QUE ESTAVAMOS A ACTUAR NA FESTA DE BOGAS DE CIMA A MEIO DA EXECUÇÃO DUMA MUSICA FOMO NOS ABAIXO MAS PASSOU E RECOMEÇAMOS DE NOVO ESTA BANDA ERA COMPOSTA QUASE NA TOTALIDADE PELAS FAMILIAS SIMÃO, BELCHIOR E TOMAZ, QUE NA SUA MAIOR PARTE A PARTIR DOS ANOS 60 E 70 COMEÇARAM A EMIGRAR PARA FRANÇA, MUITAS VEZES NOS PRIMEIROS ANOS QUE VINHAM PASSAR FERIAS NO VERÃO S E JUNTAVAM E AINDA ABRILHANTAVAM A NOSSA FESTA MAS TUDO ACABOU A TERRA PERDEU COM A SUA EXTINÇÃO


MUITOS VIAJANTES JA TERÃO PASSADO POR BOGAS DE BAIXO MAS POUCOS ESCREVERAM ALGO RELEVANTE SOBRE A TERRA
LEMBRO ME DE TER VISTO NA NET NUM SITE DO DIAMANTINO GONÇALVES INTITUADO TERRAS DO XISTO, UMAS CURTAS FRASES SOBRE BOGAS DE BAIXO EMBORA NESSE SITE SE DESENROLE UM TEMA MUITO GIRO DO VIAJANTE QUE PECORREU ESTAS TERRAS
LADEIRA MAXIAL URGEIRO E ATÉ O CABEÇO DE SOBREIRA FORAM AS DISCRIÇÕES QUE MAIS ME CHAMARAM A ATENÇÃO
MAS BOGAS DE DE BAIXO PARA ALÉM DOS SEUS VALES E SERRAS TEM AQUELE POVO MARAVILHOSO QUE NA SUA MAIOR PARTE EMIGROU PARA A ESTRANJA Á PROCURA DE MELHOR VIDA E CONSEGUIRAM
HOJE DÁ GOSTO PASSAR POR BOGAS
A AUTARQUIA TEM FEITO MUITO PARA QUE ISSO ACONTEÇA
TEMOS RUAS QUE EMBORA ESTREITAS ESTÃO LIMPAS

TEMOS OUTRAS ESTRADAS MUITO DIFERENTES DAS QUE EXISTIAM E QUE NOS DÃO MUITO PRAZER PERCORRER AS LIGAÇÕES ÁS ANEXAS URGEIRO MAXIAL E LADEIRA ESTÃO AO NIVEL DAS MELHORES DA REGIÃO

A IMAGEM AQUI AO LADO É JÁ A PROVA DE QUE OS TEMPOS MUDARAM E BOGAS DE BAIXO POSSUI JÁ ESTE OPTIMO PARQUE DESPORTIVO
SERÁ UMA PENA SE NÃO FOR UTILIZADO FREQUENTEMENTE

E

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

ARTES E SABORES DA MAÚNÇA

Estando em Bogas não podia deixar passar A Festa da Arte e Sabores da Maunça que se realizou na nossa vizinha localidade do Açor
Em Bogas aproveitei para tomar algo na companhia do meu padrinho ali no café PONTO DE ENCONTRO

O Alfredo serviu nos chá e bolos que áquela hora souberam muito bem

Evidentemente que qualquer viajante, turista ou não, que venha a Bogas , poderá sempre que quiser deliciar se com uma ou outra bebida ou mesmo petiscar algo. E tanto poderá optar pelo PONTO DE ENCONTRO como pelo CAFÉ CENTRAL ali logo ao lado



Partindo de Bogas em direcção ao Maxial reparei nas obras de recuperação do Moinho que existia ali para os lados do Ribeiro do Açor onde os meus pais tiveram em tempos terrenos mesmo pegados com o moinho, logo ali a seguir á ponte do Codeçal e fiquei sabendo que este exemplar ainda do meu tempo, vai recomeçar uma vida nova moendo o milho e concerteza outros cereais que ainda se semeiam e criam na nossa terra
As obras já são bem visiveis nesta imagem com a travessia do ribeiro feita através de pontão de cimento



Chegado ao Açor , deparei me com uma grande festa, Chamada festa das Artes e Sabores da Maúnça com magusto para toda a gente que era mesmo muita vinda das terras vizinhas e de varios recantos do nosso país. Muitas tasquinhas repletas de boa comida e bebida, fumeiro caseiro da terra, geropiga e outros licores artesanais, filhós e muitos outros doces.
Eu por exemplo tive o previlégio de comer uma gostosa chanfana e provei o maranho que tambem estava uma delicia.

As fotos não enganam e tambem estes dois videos que vos aconselho a ver as arrudas dos bombos, o magusto, o bailarico e as padeiras metendo o pão no forno vídeos

São estes pequenos grandes promenores que fazem com que as nossa aldeias ganhem outra vida e consigam chamar gente de todo o Portugal a estes eventos
Parabéns ao Açor